Blog do Eliomar

CASA DE NOCA – MONTADORA DE ARQUIBANCADA DA FOLIA DE FORTALEZA ERA INABILITADA


Alegoria do “Bloco Cai-Cai”

“Está na Ata de Sessão de Licitação. A empresa terceirizada para os trabalhos de montagem e desmontagem das arquibancadas usadas no Carnaval de Fortaleza participou da licitação que previa a contratação de serviços de produção, organização e realização do evento. No entanto, a Andaimes Infra-Estrutura, Produção e Promoção de Eventos Ltda. foi considerada inabilitada por não ter apresentado o Atestado de Responsabilidade Técnica (ART) por execução da obra ou serviço já concluído. Mesmo assim, a empresa foi sublocada pela DS&A Produções, que venceu o processo licitatório. Nove empresas participaram da licitação, segundo a Ata que consta no site da Comissão Permanente de Licitações do município de Fortaleza, assinada por duas técnicas do Tribunal de Contas do Município (TCM). O edital do pregão presencial nº 01/2008, da Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet), prevê que “a empresa vencedora somente poderá subcontratar parte do serviço, desde que autorizado antecipadamente pela Funcet”. No item qualificação técnica, o edital exige às empresas licitantes “a comprovação de que a empresa possui em seu quadro permanente (…) profissional de nível superior ou outro devidamente reconhecido pelo Crea (…), detentor de Atestado de Responsabilidade Técnica por execução de obra ou serviço já concluído, de características semelhantes às do objeto deste edital”. Foi esse o argumento que deixou inabilitada a Andaimes Infra-Estrutura, Produção e Promoção de Eventos Ltda. De acordo com o documento, seria desclassificado o licitante que não cumprisse as exigências. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Funcet confirmou o que O POVO já havia apurado – que a empresa terceirizada pela DS&A Produções foi declarada inabilitada na licitação, porque não apresentou, durante o processo, a ART citada. A nota liberada pela assessoria informa que a DS&A “de forma legal sublocou os serviços da Andaimes Eventos, tomando para si a responsabilidade pelo andamento de todo o processo e o resultado final do mesmo”.

Do O POVO, com foto de Evilázio Bezerra, leia mais aqui

VAMOS NÓS – Pelo quadro aqui exposto na excelente matéria da jornalista Daniela Nogueira, já dá até para nós endossarmos o que disse o diretor-geral da Guarda Municipal, Arimá Rocha, sobre “sabotagem”. Diante de tal situação, conclui-se que a sabotagem veio de dentro de casa, significando assim negligência, incompetência, cochilo e falta de fiscalização de quem estava responsável pela montagem desse quase circo de horrores em plena Avenida Domingos Olímpio. E a tragédia só não foi maior porque, ainda bem, ninguém morreu.