Blog do Eliomar

COPA 2014 – CBF LANÇA ALERTA E CEARÁ CONTINUA EM CLIMA DE TERCEIRA DIVISÃO


Cid Gomes já recebeu exigências de Ricardo Teixeira.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, admite, nesta segunda-feira, em artigo publicado na Folha de São Paulo, que a escolha das cidades-sedes para a Copa do Mundo de 2014 não será política. A ordem é levar em conta critério técnico. Confira:

O modelo de gestão da Copa de 2014

Tenho dito e repetido inúmeras vezes que defendo um modelo para a Copa do Mundo no Brasil com viés predominantemente privado. O que isso significa na prática? Começa pelo custeio do próprio Comitê Organizador da Copa, que não receberá um único centavo de dinheiro público. Todas as despesas do comitê serão bancadas com aportes feitos direta e exclusivamente pela Fifa. A entidade já definiu um montante de cerca de US$ 500 milhões de seu orçamento e fixou um cronograma de desembolso para fazer face ao funcionamento do comitê brasileiro até o fim da Copa. Caberá a esse comitê atuar como uma espécie de “agência regulatória” da Fifa no Brasil, acompanhando o cumprimento de prazos, os aperfeiçoamentos legais necessários ao evento, assim como todo o complexo planejamento nas inúmeras áreas, desde a segurança até o marketing. Todos os recursos transferidos ao Comitê Organizador serão objeto de auditoria internacional da Fifa, assim como de fiscalização por empresa de alta credibilidade a ser contratada pelo comitê, garantindo assim um ambiente de governança corporativa dentro dos mais elevados padrões.
A rigor, o comitê não será custeado nem mesmo com recursos de empresas brasileiras, ainda que privadas. Empresas interessadas em adquirir direitos de propriedade terão de firmar contratos e fazer pagamentos diretamente à Fifa. O Comitê Organizador funcionará como órgão auxiliar e de assessoramento nas negociações. Qual será então o papel do Estado? Eu diria que fundamental, pois caberá aos governos atuar nos setores tipicamente governamentais, fazendo intervenções que elevem a qualidade de serviços, como transporte, saúde, energia. Enfim, melhorando a infra-estrutura como um todo. Em países que sediaram Copas e tiraram o melhor proveito delas, os governos atuaram sobretudo antecipando obras que já estavam previstas, para que pudessem estar prontas e servir aos objetivos do evento. Portanto, Copa não significa aumento de despesas públicas, mas apenas a antecipação de projetos já definidos. Em uma Copa, os recursos públicos devem ser utilizados para deixar um legado de benefícios e realizações permanentes para o país.
Esse, a meu ver, ao lado da exposição mundial do Brasil e da movimentação na economia interna, é o grande ganho que uma Copa pode ensejar, pois deixa uma herança de melhorias palpáveis para a população ao final do processo. Todos esses investimentos públicos estarão sujeitos aos inúmeros mecanismos de fiscalização já existentes.

* Leia a íntegra do artigo de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014 no Brasil, aqui.

VAMOS NÓS – Pelas declarações do presidente da CBF, o Ceará não andaria nada bem. Nenhum plano de obras foi iniciado pela prefeitura de Fortaleza e governo estadual. Além disso, o episódio envolvendo o uso de areia no gramado do Castelão durante o joo Fortaleza-Paraná, pela Série B do Brasileirão, manchou a imagem do Estado, o que exige providência mais do que urgente por parte dos envolvidos. O estádio continua interditado.