Blog do Eliomar

Os rumo de Cid com a saída do irmão do páreo presidencial

Qual o destino do governador Cid Gomes (PSB) nas próxima eleições diante e um quadro onde seu irmão, Ciro Gomes (PSB), está sendo descartado do páreo presidencial. No O POVO desta segunda-feira, há um artigo do jornalsita Italo Coriolano sobre o tema. Confira:

Diante da iminente retirada do nome do deputado federal Ciro Gomes (PSB) da corrida pela Presidência da República, o personagem central para as definições do cenário político estadual deverá, enfim, entrar em campo: o governador Cid Gomes (PSB). Sempre relutante em comentar sobre os impasses que ainda atravancam a formação da aliança em torno de sua provável candidatura à reeleição, ele não terá mais como adiar o posicionamento sobre duas questões cruciais: a segunda vaga para o Senado e a vaga de vice na sua chapa. Perpassando essas decisões, a manutenção de PT e PSDB em seu palanque, que estará umbilicalmente ligada à postura diante da disputa pela Presidência.

Até então, Cid se esquivava de fazer comentários, argumentando que, pelo fato de o governador ser irmão de um dos presidenciáveis, a sucessão local era mais afetada que qualquer outra pelas intempéries nacionais.

Quando o assunto é a disputa pelas duas vagas no Senado, até o momento ele só garantiu apoio a um nome: o do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB). Suas bênçãos para a segunda vaga são cobiçadas pelo ex-ministro José Pimentel (PT) e pelo senador Tasso Jereissati (PSDB).

O argumento do PT para lançar um nome ao Senado é de que existe uma estratégia nacional para reforçar a presença na Casa que mais causou dores de cabeça ao presidente Lula. Para Cid, entretanto, será difícil ceder a esse anseio, diante da relação com Tasso, que ultrapassa o campo político – o governador até já afirmou que o tucano é o maior político cearense vivo.

Outra ambição do PT é emplacar, pela segunda vez, o nome do vice na chapa de Cid. Até o momento, três petistas disputam o posto: Francisco Pinheiro & que ocupa atualmente o cargo -, Waldemir Catanho & que tem o apoio da prefeita Luizianne Lins (PT) -, e Joaquim Cartaxo & nome defendido pelo deputado federal José Guimarães (PT).

Com a retirada de Ciro da disputa presidencial, contudo, o PT do Ceará poderá ficar sem forças para exigir esses dois espaços. O governador, afinal, terá respaldo maior para realizar a costura política que bem entender, uma vez que o PT nacional estará deveras satisfeito.

“Se sacrificar a candidatura do Ciro, o Cid vai ter liberdade para fazer o que quiser aqui. Quem sabe até lançar Tasso (Jereissati) e (José) Pimentel ao Senado?”, disse um aliado dos Ferreira Gomes, lembrando que neste caso, a vaga de vice-governador na aliança & hoje pertencente ao PT & ficaria com o PMDB.

Sobre a posição de Cid em relação ao palanque nacional, aliados acreditam que, com a saída de seu irmão da disputa, a tendência é de que ele apoie a candidatura da petista Dilma Rousseff. “Ciro não sendo candidato, naturalmente Cid vai apoiar a ex-ministra Dilma“, afirma o deputado Eunício Oliveira, que esteve ontem ao lado do governador durante a inauguração de obras no Interior.