Blog do Eliomar

Debate Band – Serra critica infraestrutura, Dilma compara gestões e fala de crack

O tucano insistiu na tese da saúde.

No segundo bloco do debate, Serra indagou Dilma sobre o trabalho das Apaes, que conheceu em Belo Horizonte, e perguntou no que o governo federal discrimina. Dilma destacou que respeita o trabalho da Apae e garantiu que o governo federal tem a posição de apoio a essas entidades, que fazem um “trabalho excepcional” no que se refere aos deficientes. Revelou que na área do MEC houve esforço para integrar essas crianças à educação. Disse não ser correto afirmar que o governo federal não olha para essa questão, observando que isso é parte do direito do cidadão. Prometeu apoio e tratamento especial, com investimentos, à acessibilidade.

Serra lamentou por que o governo federal deixou as Apaes, adiantano que cortaram ajuda em transporte para as crianças irem ás escolas e sugeriu a ela que ligue para Fernando Haddad e resolva isso. Lamentou com ela, que era ministra forte, ter deixado as Apaes serem perseguidas. Dilma discordou do tucano e disse que o governo federal se comprometeu com transporte escolar, com ajuda à criança e ao adulto excepcional foi o atual governo. Com apoio à educação e garantias à acessibilidade, destacou. Dilma considera ser importante uma política especial de educação para as Apaes, com garntia de matrícula para crianças nessa situação.

Plínio protestou sobre o blocão feito por Serra e Dilma. Plinio indagou a Serra sobre plebiscito, redução da jornada de trabalho e desmatamento. O tucano disse que há estoque de hectares à vontade para sobrar, mas o governo não distribuiu. Indo atrás de quem tem mais de mil hectares é procurar sarna pra se coçar. Não faz sentido, disse. Sobre jornada de trabalho, lembrou que Plínio estava no debate durante a Constituinte, e sugeriu que seria discussão de sindicato para sindicato e regional, com saída racional. Engessamento constitucional seria exagero. Sobre a anistia do desmatador disse ser a favor.

O candidato do PSOL reiterou que essas perguntas suas eram dos movimentos sociais. Disse que Serra era a favor de latifundio, por exemplo, no que Serra reagiu; Plínio, não brinca. O tucano aproveitou para voltar ao tema de políticas agrícolas para pequenos e médios agricultores.

Marina indagou para Dilma. Ressaltou que educação é fundamental e que pode investir até 6% do PIB nessa área, no que Marina disse que pode essa ideia ser feita de imediato. A petista disse ser viável e que cada vez mais o governo vem fazendo isso. Lembrou que vai ser crescente a necessidade de recursos para a área, buscando qualidade. Reiterou investimentos do governo federal em escolas profissionalizantes e considerou importante que as crianças tenham testado, sem a progressão, seu conhecimento até para reforçar quando não estiver adequado. Prometeu continuar interiorizando o ensino universitário. Para Marina, hoje se investe 5% do PIB em educação, estando o Chile, por exemplo, 30 anos à frente do Brasil. Bateu na tecla de mais investimentos em educação para gerar igualdade de oportunidade. Educação é a única forma de enfrentar a miséria no País.

Dilma garantiu que o Brasil tem hoje visão estatégica de educação: da creche à universidade e disse que a questão é ética, mas tem que haver comprometimento do governo investindo mais ainda no setor. Garantiu que o atual governo tem essa meta.

A candidata do PT indagou para Marina sobre o crack, um mal que afeta a juventude, o que ela fará de estatégia contra essa droga. Marina disse que só no RS tem 52 mil pessoas viciadas em crack e, por onde tem andado, ouve mães desesperadas falando que seu filho está viciado. Em apenas uma vez de uso dessa droga, a pessoa fica viciada, no que é fundamental governos federal e estadual e prefeituras, com entidades que enfrentam o prob lema, agirem numa visão estratégica. Marina informou que seu assessor de segurança havia repassado para Tarso Genro, então ministro da Justiça, proposta de combate ao crak que seria dela. Mas Marina revelou-se feliz pela implantação da proposta no RS, que seria muito semelhante à proposta de Luis Eduardo, seu assessor de segurança.

Para Dilma, tem que agir com autoridade no combate ao crack, observando as fronteiras e utilizar comunidades terapêuticas nessa luta. Marina insistiu que combate à droga não é só questão moral, mas um “adoecimento” da sociedade e de boa parte da jventude. Insistiu numa política integrada.