Blog do Eliomar

Dilma e Serra confrontam juros e privatizações, enquanto Plínio vê contradições de Marina

Marina e contradições no discurso.

No quarto bloco, com perguntas de jornalistas como Joelmir Betting para Dilma e comentário de Serra. Ele falou sobre impostos elevados e perguntou se dá para a petista baixar juros na área privada sem forte enxugamento na área pública, no que a petista disse acreditar que o País caminha para crescimento com estabilidade. Disse acreditar na redução do endividmento público, que caiu de 60 para 41 por cento e em 2014 deve chegar a 30 por cento. Para ela, permitirá que se reduza a taxa de juros. No governo anterior, essa taxa era alta. É contra tentativa artificial de se baixar e disse defender reforma tributária que desonere investimentos e que não se cobre ICMS sobre mesmo produto entre vários Estados. Dilma disse que o Brasil começa a entrar numa reforma tributária com decréscimo.

Serra, ao comentar, disse que sai governo e entra governo e a taxa de juros continua a mais alta do mundo. Para ele, é preciso na questão tributária ter ação. Em São Paulo, disse que fez a nota fiscal paulista: as pessoas compram no varejo, eixam a nota e pedem de volta 30% (não explicou mais). A petista disse que acredita na queda de juros e que é contra spread elevado.

José Paulo de Andrade indagou sobre privatizações para Serra, no que o tucano prometeu valorizar e utilizar bem o patrîmônio público. Disse que não vai arrebentar como se viu nso Correios, por meio do loteamento, com gente que não entende nada da área e que usava o órgão para ações políticas. Prometeu estatizar as empresas que já são do governo para que fiquem servindo ao interesse público e nãoa partido ou a parlamentar, etc. Serra ressaltou ser fundamental prestar atenção na qualidade do investimento que se dá com crédito. Atualmente, o governo pega dinheiro alta e dá para o setor privado, sendo preciso ver essa questão.

Sobe FHC, disse ser um mistério porque o PT batia mas nada até agora foi reestatizado. Já Dilma disse que respeita contrato feito de forma juridicamente perfeita. Dilma falou sobre a Petrobras: ali havia deputados de outros partidos, que fazem oposição ao governo, ocupando cargos  na estatal. O tucano preferiu voltar ao caso dos Correios e prometeu fazer voltar a ser a melhor estatal do País. Serra disse que Antonio Palocci estava ali no debate e, quando ministro da Fazenda, elogiava a política econômica de FHJC e hoje é assessor da petista.

Joelmir Betting perguntou para Marina qual deve ser a prioridade: aquecimento global ou déficit de saneamento que prejudica crianças. Marina disse discordar da avaliação porque essas duas coisas não precisam ser colocadas em opoisção. A defesa das árvores, saneamento e ajuda às crianças são aspectos que devem trabalhar em conjunto e não seguir a linha da oposição meio ambiente e crianças sem saneamento. Defender meio ambiente, lembrou Marina, é defender mais empegos. Continuar contaminando o rio Pinheiros, por exemplo, é prejudiar meio ambiente e as crianças.

Já Plínio de Arruda lamentou que ali no debate havia discriminação. Mas voltando a comentar, lamentou também que Marina precisava mexer no lucro pois sem isso não há defesa real da natureza. Já Marina discordou e afirmou que o capitalista precisa de água fértil e terra boa, assim como criança e agricultor também. Marina disse que estamos diante de um imperativo ético que é salvar a vida, e nisso estão incluídos o pobre e o rico.

José Paulo de Andrade indagou por que Plínio defende ocupação de terra e é contra a construção da hidrelétrica Belo Monte e transposição do São Francisco.  Plínio disse ser contra porque é questão de distância. Defendeu ocupação de terra com direito do trabalhador e sobre a transposição é contra porque vai ser aproveitado apenas pelo agronegócio. Já Marina, comentando, disse ser a favor da diversidade econômica e social – espaço para o agronegócio, para a agricultura familiar e a favor da transposição do São Francisco com revitalização do ponto de vista ambiental. Sobre Belo Monte, defende a paralisação enquanto não se resolve a questão indígena. Plínio, por sua vez, disse que ela não precisava ter pedido demissão do Ministério do Meio Ambiente, porque é a favor de tudo. Insistiu Plínio que sua candidaturta é contra essa conciliação que os três candidatos expõem.