Blog do Eliomar

Bate-boca – Roberto Pessoa registra BO contra Ciro Gomes

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“O prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) contra o deputado federal Ciro Gomes (PSB), por causa de uma confusão ocorrida na madrugada de ontem, após debate entre os candidatos ao Governo do Estado promovido pela TV Verdes Mares.

Após o programa, o candidato à reeleição Cid Gomes (PSB) respondia à imprensa sobre um vídeo que mostra o governador, familiares e amigos em uma viagem de férias realizada em 2008. Nas imagens, Cid aparece em uma limusine, supostamente nas ruas de Nova Iorque, e em um jatinho, em possível volta ao Brasil.

Enquanto Cid se defendia das insinuações de adversários, alegando que a viagem foi paga com dinheiro do próprio bolso, Pessoa começou a gritar: “e os 300 milhões que pagaram o avião? Quem pagou o aviãozinho?”. A partir daí, teve início uma sessão de bate-boca que, por pouco, não acabou em socos e pontapés.

O questionamento do prefeito foi encarado como provocação pelos aliados do governador. “Cala a boca, vagabundo”, respondeu um assessor de Cid – que, durante todo o confronto, ficou sem reação, apenas com um sorriso de incômodo estampado no rosto.

Em seguida, Ciro entrou na briga e chamou Pessoa de “vagabundo” e “bandido”, tendo sido xingado pelo coordenador de Lúcio com palavras do mesmo nível. Os dois quase se agrediram fisicamente. A turma do “deixa disso” entrou em ação para evitar conflito maior.

Delegacia

Após a confusão, Pessoa registrou o B.O. porque, segundo ele, Ciro “puxou seu nariz” e o ameaçou. “Ele disse que eu ia me ver com ele”, relatou.

O prefeito negou que tenha começado a discussão, colocando a culpa na “turma” do governador e no suposto “descontrole emocional do Ciro”, conforme ele sugeriu. “Nós somos os pequenos. Eles é que são os grandes”, justificou Pessoa.

O POVO tentou conversar com Ciro logo após o confronto, mas ele preferiu não dar entrevista. Na noite de ontem, O POVO voltou a procurá-lo através de sua assessoria, que informou que o deputado não se pronunciaria sobre o assunto.”