Blog do Eliomar

Por Dilma – Cid e Luizianne fazem campanhas separadas

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“Ninguém assume o racha, mas o fato é que o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita Luizianne Lins (PT) estão fazendo campanhas paralelas para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Desde a semana passada, cada um segue rumo diferente, e em nenhum momento sentaram-se na mesma mesa para traçar estratégias que fortaleçam o nome da petista no 2º turno.

A mais nova ação isolada acontecerá hoje, durante reunião entre Luizianne, membros do diretório estadual, prefeitos e parlamentares.

Na semana passada, Cid – que acumula a presidência estadual do PSB – também convocou reuniões para discutir a campanha de Dilma no Ceará. Uma foi na quinta-feira, com os presidentes regionais de 15 partidos que apoiaram sua reeleição, e outra na no dia seguinte, com parlamentares recém-eleitos. Em nenhum dos encontros a prefeita esteve presente. Foi representa pelo 1º e 2º vice-presidentes do PT, deputado José Guimarães e Antônio Carlos.

Desde o 1º turno que Cid e Luizianne estão afastados politicamente. A petista não participou de nenhum evento de campanha pela reeleição do governador, assim como não foi convidada para gravar nem sequer um programa eleitoral.

Para agravar a situação, Dilma indicou Cid para ser seu coordenador de campanha no Ceará – posto que Luizianne ocupava – e seu irmão, Ciro Gomes (PSB), como coordenador nacional no Nordeste. A prefeita chegou a afirmar que poderia abandonar a campanha caso Ciro assumisse o comando. Acabou voltando atrás e encabeça agora o chamado “outubro vermelho”, uma série de atividades no Estado pró-Dilma.

Lavando as mãos

Tentando abafar a crise, José Guimarães argumenta que cada um faz campanha do jeito que quiser. “Se eles (Cid e Luizianne) não se entendem, o problema não é meu, não”, afirmou. Em seguida, deixou bem claro que não vai tentar reaproximar a prefeita e o governador. “Eu lá vou me meter numa cumbuca dessa. Me meto na campanha da Dilma”.

Já Antônio Carlos argumenta que um partido como o PT não pode abrir mão de suas simbologias, e que os atos de campanha promovidos apenas pela sigla irão garantir ainda mais votos para Dilma. “Na campanha para o Senado deu certo, e nós elegemos nossos dois candidatos”.”

(O POVO)