Blog do Eliomar

Roberto Freire: Dilma banca a beata e quer apoio dos "Edir Macedos"

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“O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, criticou o presidente Lula (PT) e a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), pela discussão religiosa durante a campanha. Para o popular socialista, o assunto foi trazido para o debate político de forma “equivocada” pela própria ex-ministra da Casa Civil. “Pelas suas relações, ela imaginava iria se beneficiar dessas discussões de Lula fazendo concordata (acordo) com o Vaticano. Não tínhamos nenhuma questão religiosa para isso. Quem fez concordata, e Lula não quis se comparar a ele, foi Mussolini, porque havia uma crise religiosa com a Igreja Católica na Itália, exatamente pela existência do Vaticano. Lula teve que fazer por conta dos evangélicos, através de uma lei feita às pressas”, afirmou Freire.

Segundo o dirigente, por conta dessa postura, o presidente Lula privou o País de ter debates que estão acontecendo em outros países. “O Mundo todo está discutindo em relação à falta de costumes, de gênero, à luta das mulheres. Lula não discutiu, porque a sua filosofia é do pobrismo, é de dividir o Brasil entre pobre e rico. Isso é de um reducionismo que você impede um debate político que em oito anos não tivemos. Ele busca esse tipo de política, a política pobre, do pobre contra o rico”, criticou Freire. “E quando o PT veio falar em Plano Nacional de Direitos Humanos, gera um problema enorme com a Igreja. Aí faz concessão a Igreja, e pega uma candidata que tinha assumido a posição do Plano Nacional de Direitos Humanos, que é uma posição história das mulheres e da esquerda brasileira. Ela diz que é favorável e por conta das injunções do seu governo, ela desdiz. E trouxe esse tema que evidentemente está dominando o debate. Mas ainda bem que parece que está saindo. Mas a discussão religiosa foi trazida de forma equivocada pela candidata, que agora banca a beata para poder ter o voto dos Edir Macedos da vida e acalmar a Igreja”, completou o dirigente, eleito deputado federal por São Paulo.”

(Folha de Pernambuco)