Blog do Eliomar

Ideli é dura e defende o governo com unhas e dentes

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“Aliados tentaram dissuadir a presidente Dilma Rousseff da escolha da ministra Ideli Salvatti para a Relações Institucionais, mas sem sucesso. Nas conversas que teve com alguns senadores, Dilma argumentou que Ideli seria uma boa escolha porque é dura e já defendeu o governo Lula e o seu com unhas e dentes.

— Os consultados têm dito à presidente que esse é perfil para liderança do governo, não para a Secretaria das Relações Institucionais. Mas não adianta. Ela já formou opinião. O PT da Câmara quer o (Cândido) Vaccarezza para Relações Institucionais e o Pepe Vargas para a liderança do governo. Mas vão ser obrigados a aceitar o que Dilma impuser. Mas vão criar dificuldades. O PMDB também não aceita. Ideli não tem condições de ficar uma semana no ministério — relatou um dos interlocutores do PT ontem ao final de um dia inteiro de reuniões.

Outro problema será acalmar o PT do Rio, que passou a tarde reunida, com a presença de Luiz Sérgio. O PT fluminense queria divulgar uma nota de protesto e solidariedade, mas o ministro argumentou que isso só pioraria sua situação.

Luiz Sérgio ficou indignado com o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que articulou reuniões para escolher seu substituto antes mesmo da decisão de sua demissão.

— Fizeram isso pelas minhas costas. Fui esfaqueado! — reagiu Luiz Sérgio durante conversas com aliados do Rio de Janeiro.

O PMDB também não está satisfeito. O líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), foi avisado pelo líder do PT, senador Humberto Costa (PE), no início da tarde, de que a escolha poderia recair sobre Ideli. Isso depois que Renan e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já haviam se reunido com Vaccarezza e dado aval para que ele levasse adiante as negociações para tentar assumir o lugar de Luiz Sérgio.

Anteontem à noite, ainda sem qualquer indicação de Dilma sobre quem poderia assumir o comando da articulação política, Sarney convocou uma reunião com Renan, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) para avaliar a situação. Ontem de manhã, foi a vez de Temer reunir o grupo no Palácio do Jaburu.

(O Globo)