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Governo "vai pra cima dos casos de corrupção", avisa ministro Gilberto Carvalho

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“O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, tentou tranquilizar hoje os dirigentes petistas sobre as sucessivas crises no Planalto, que já culminaram com a queda de dois ministros: Antonio Palocci (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes).

O ministro não negou, no entanto, que o governo também vá investigar as denúncias de corrupção no Ministério da Agricultura. Demitido do governo, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR), acusou o PMDB e o PTB de lotearem o ministério.

– Tenha certeza de uma coisa: a presidenta, de praxe, nos orienta para que nenhuma denúncia fique sem averiguação ou da CGU (Controladoria Geral da União) ou de algum orgão de controle interno. Tudo isso vai ser verificado. Sobre o caso concreto, eu não quero falar ainda – disse o ministro.

Reunido com líderes da chapa de maioria do PT, a “Partido que Muda o Brasil”, Carvalho afirmou que a chamada faxina da presidente Dilma Rouseff não é uma “caça às bruxas”, mas que o governo deverá “ir para cima” dos casos de denúncia de corrupção. Ele também afirmou que a presidente não tem agido na esteira das denúncias feitas pela imprensa.

– Nessa questão do Palocci e do Alfredo não tem clima de caça às bruxas, mas é um clima de ir para cima, de cobrar sempre que houver algum tipo de erro. Eu demonstrei, contando como foi a história de bastidor do Alfredo, que em momento algum ela simplesmente acreditou numa reportagem e demitiu o ministro. Não foi isso. Foi um processo muito cuidadoso – disse ele, que concluiu: – Foi da iniciativa dele entregar a carta (de demissão). Fomos pegos de surpresa no Planalto.

Para o ministro, a presidente “emitiu um sinal para todos os partidos”:

– Não tem predisposição de ninguém ou qualquer tipo de vontade de fazer uma varredura geral. Isso não existe, o que existe é um cuidado para que o governo de fato otimize seus recursos e qualquer ato de corrupção não será tolerado.”

(Globo Online)

Júlio Trindade, mais um "pirata" no céu

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Será cremado nesta segunda-feira o empresário Júlio Trindade, um português que adotou o Ceará para fazer a vida e instalar em Fortaleza o Pirata Bar, empreendimento que ficou famoso pela sua “segunda-feira mais animada do muno”. Júlio lutou contra um câncer no cérebro, mas não resistiu e morreu por volta das 23 horas desse sábnado. Amigo de Julio de toda as horas, o jornalista Marcos André Borges mandou para o Blog texto feito pelo próprio Julio. No conteúdo, Júlio conta sua trajetória de vida e até o convívio com a dor. Confira:

JULIO PIRATA D’IRACEMA

Por Julio Trindade

Origem

Meu nome é Antonio Julio de Jesus Trindade, mas gosto de assinar como Julio Pirata d’Iracema. Nasci em Lisboa, em 10 de março de 1946 e orgulho-me de ser filho de mãe camponesa e de um pai torneiro mecânico, criado com todo amor e carinho que puderam me oferecer. Tive uma infância maravilhosa e quando adolescente, joguei como goleiro pela Seleção Juvenil de Portugal.  Meu pai tinha ideologias muito fortes, e com ele aprendi a defender meus princípios e contestar diretrizes que considero injustas. Sou da geração de 60, que viveu muito intensamente a quebra de paradigmas, período em que deixei Portugal (1964), pois não queria servir ao exército em uma guerra colonial na Angola, pois o Rambo americano já é triste, imagine o português!

Paris foi meu primeiro destino e me ensinou muitas coisas. Aprendi a falar francês fluente com sotaque parisiense e nenhum francês percebe que sou de fora. Conheci Yane em 1966 e então casamos, hoje somamos 45 anos de convivência. Em 68 tivemos o Rodolphe, nosso único filho. Fizemos muitas viagens pelo mundo, mas sempre retornávamos para a França, aquele país foi nossa casa durante 15 anos.

Viagens e Aventuras

Na minha concepção, passar a vida num lugar só porque nasceu ali é muito comodismo. Sempre procurei o lugar ideal para viver e este seria o que eu mais me identificasse. Em busca de qualidade de vida, passei um período de 5 anos em Nice, no Sul da França, como agricultor. Minha família foi a primeira a exercer uma postura ecológica na região que vivíamos. De forma autosustentável, experimentamos comer só o que plantávamos, sem qualquer agrotóxico. Criávamos cabras e nosso sustento vinha da venda de queijos da produção de leite. Por duas vezes o nosso queijo foi eleito o melhor da região em feiras agrícolas.

Nas viagens seguintes, conheci os Estados Unidos começando de San Diego até Seattle. Também subi para a British Columbia, no Canadá, que gostei mais pelo sistema político, por ser uma sociedade muito tranquila e democrática. Morei um tempo em Saint Martin, no Caribe. Para quem quer desbravar o mundo, é importante estar atento ao que está acontecendo no destino desejado. Eu procurava informações dos lugares que pretendia visitar, lia jornais e me atualizava a respeito dos países na minha rota e era infalível, isso facilitava minhas estadias.

Trabalho

Por onde passei, exerci diversas funções e muitas delas pela primeira vez. Lavei pratos, faxinei banheiros, descarreguei caixas de frutas e legumes no antigo Mercado Les Halles em Paris, fui recepcionista noturno de hotel, garçom e maitre no Chez Antoine, um restaurante finíssimo de San Martin, no Caribe. Lá, servi grandes personalidades como o ex-presidente Richard Nixon e Jaqueline Kennedy Onassis, eu tinha um ótimo salário e recebia generosas gorjetas. Além disso, tive uma banca de jornal, e prestei serviço de analista de sistema para as Forças Armadas Francesas na década de 70. Ainda pesquei Salmão no Canadá, dirigi o Banzo Bar, o restaurante do Hotel Pelourinho e a Pousada da Praia do Forte na Bahia. No Ceará tentei pescar lagosta sem sucesso, até abrir o Pirata, minha caminhada foi longa e cheia de imprevistos.

O Brasil começou na Bahia

Entrei no Brasil em 1981, através da região Norte. Trindade não é só o nosso nome, eu, Yane e Rodolphe estamos juntos o tempo todo. Pegamos um ônibus semi-leito em Belém do Pará e descemos até Salvador, onde um dia após nossa chegada iniciei meu primeiro negócio, o Banzo Bar, no Pelourinho. Mais tarde também arrendei o restaurante do Hotel Pelourinho e abri uma pousada na Praia do Forte. Na Bahia fiz muitos contatos e vivi um momento privilegiado social e empresarialmente falando. Lembro da primeira vez em 1982 que o Olodum saiu no carnaval de Salvador. O grupo estava sem dinheiro para abastecer seu trio elétrico e eu fiquei sabendo. Decidi que o Olodum não podia ficar de fora da Avenida, e forneci todo o diesel necessário para o circuito.

O Projeto Tamar é outro trabalho que tive a oportunidade de participar no início, me orgulho de ter criado o primeiro logotipo da marca que é muito conhecida hoje em dia. Quando abri a Pousada da Praia do Forte, a região era muito primitiva, nesses tempos não existia ponte sobre o Rio Pojuca e a travessia para a praia era feita de balsa. A energia tinha acabado de chegar no local. Nenhum trabalhador tinha carteira profissional assinada, eu fui o primeiro empregador a assiná-las e praticar a legislação trabalhista. Por dois anos seguidos (83, 84), a nossa pousada foi eleita pela Revista Playboy como o melhor empreendimento do Brasil.

Um lar no Ceará

Morávamos na Bahia quando um amigo cearense convidou-nos a conhecer a Praia da Baleia. Em menos de seis meses após a visita nos mudamos para cá. A Família Trindade escolheu o Ceará, pois se apaixonou por ele. Vendemos todos os nossos negócios na Bahia e começamos do zero aqui. Em 85, comprei um barco lagosteiro de primeira linha e tinha uma equipe de oito homens para executar a pesca profissional. Nos anos anteriores, os pescadores voltavam com até 1 tonelada de calda. Mas no ano em que comecei a pescar, a lagosta sumiu do mar do Ceará, tudo conspirou para o fracasso, choveu muito, o clima mudou e anteriormente, houve muita pesca predatória.

Meses depois eu descobri que tinha iniciado um mau negócio, após investir grande parte do dinheiro. Mais tarde, investiguei a história do barco com proprietários anteriores que fizeram tudo certo e também quebraram, ouvi relatos de mortes no mar e em terra, durante consertos da embarcação. Eu o vendi para outro pescador profissional de lagosta que veio a quebrar. Hoje sei que o barco era amaldiçoado.

Queríamos muito viver num lugar tranquilo, em paz com a natureza, mas com o projeto lagosteiro arruinado, decidimos nos mudar para Fortaleza, que em 85 ainda era uma cidade provinciana. Enfrentei muito nariz torcido por causa do meu bigodão, cabelos compridos e as roupas coloridas. No comércio, as pessoas verificavam meu cheque várias vezes antes de recebê-lo. A Fortaleza de hoje é outra cidade, não para de crescer, tem muitos executivos formados, empreendedores e gente que entende de negócios.

O Pirata: dificuldades até o sucesso

Como empreendedor, o Pirata representa meu último suspiro. Não era novidade na minha vida abrir um negócio em que só eu acreditava. Para abrir o Pirata, vendi os últimos bens de valor fazendo fundo de caixa: uma coleção de whikys famosos, um excelente aparelho de som que quase ninguém tinha na época e até meu carro. Inaugurei o Bar às pressas sem estar pronto para isso, porque precisava levantar dinheiro e depositar alguma coisa na conta do banco evitando que ela fosse encerrada por falta de fundos.

O nome “Pirata” provocou comentários de rejeição entre os meus amigos. Encontrei dificuldade até para fazer os cartões de visita. Eu e meu filho Rodolphe, que já éramos sócios, custamos a encontrar o único tipógrafo no centro da cidade que usava a fonte que queríamos impressa nos cartões. Até a escolha pela cor do papel foi complicada, porque queríamos que fosse preto e não existia no mercado, o tipógrafo deu-se o trabalho de pintar.

Depois de ter o Banzo e a Pousada da Praia do Forte, era evidente que eu tinha de recomeçar no ramo de bar e restaurante e que seria na Praia de Iracema, pois me identifiquei com o bairro. Em 1986 Fortaleza tinha uma lacuna nesta área e havia poucas opções que agradavam a juventude.

Hoje, em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, quando se fala de Fortaleza, na maioria das vezes fala-se do Pirata também. Como empresário isso me enche de orgulho e felicidade.

Julio e a música

O grande sanfoneiro Azeitona e seu trio pé-de-serra deram início ao Forró do Pirata e desde então este ritmo e suas tradições tem ocupado um espaço muito importante na programação da casa e na minha vida. Dorgival Dantas também fez parte da família Pirata durante cinco anos, e há mais de 11 anos que a quadrilha do Zé Testinha se apresenta todas as segundas-feiras no Pirata, mostrando toda a força da cultura do cangaço. O primeiro show Profissionalmente fuleiro do Falcão foi no Pirata, assim como Lailtinho brega vencedor da Meirinha e Rosicléa na final do 1º festival brega e corno do Brasil em 1989. E inúmeros músicos e artistas deixando um grande legado musical e cultural.

Foi propagando a música, o forró e a música brasileira para dançar a todos os cantos que o Pirata se tornou referência de Fortaleza e do Ceará para o Brasil e para o mundo. Oferecendo espaço e condições de trabalho para novos artistas, hoje, tenho a sensação de dever cumprido por lutar pela cultura de Fortaleza e do Ceará e perceber o valor dos artistas locais.

Um Pirata de princípios

O Pirata é um lugar que encontrou no Ceará sua razão de existir e para mim é muito mais que uma empresa, é um elo privilegiado à sociedade, me deu oportunidade de exercer cidadania de forma grandiosa, é bom sentir que podemos exercer boas influências nas pessoas, ter um discurso prático através do exemplo, mostrando como se faz.

Defendendo este pensamento, comprei uma briga nos anos 90, no Distrito de Caetanos, em Amontada, quando tentaram injustamente expulsar mais de cem famílias de pescadores a fim de criar um assentamento. Foram muitos anos de batalha sofrendo atentados, e graças a uma reportagem do Moacir Maia, no Fantástico denunciando tamanha crueldade, conseguimos com que estas famílias não fossem expulsas. De lá para cá sou visto como amigos por uns, e por outros como um empreendedor predatório do grande capital internacional querendo explorar o trabalhador. Talvez minha maior tristeza seja não ter o reconhecimento do trabalho feito nesta região, onde fundamos a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN de praia do Brasil em 1993 com mais de 500 hectares e mais de 2 km de praia. Como eu poderia preservar de um lado e destruir do outro?

Temos ações importantes há mais de 20 anos através da Fundação Pirata Marinheiros criada em 1991. Nunca saí gritando nas ruas nem fiz propaganda pelas minhas contribuições sociais, apenas fiz o que foi preciso e estava ao meu alcance para melhorar a vida das pessoas dentro das suas necessidades. O trabalho social não é apenas usufruir do mérito de fazê-lo, mas sim instinto, sensibilidade e o olhar que temos para com o outro. Por causa disso, fui agraciado em 99 com o título de Cidadão Fortalezense, concedido pela Prefeitura de Fortaleza. Em março de 2007, recebi outro título, o de Cidadão Amontadense, conferido pela Prefeitura Municipal de Amontada e em agosto do mesmo ano, a Assembléia Legislativa do Ceará me presenteou com o título de Cidadão Cearense. Tudo isso faz parte da pessoa que sou hoje, não somente porque me naturalizei brasileiro, mas porque me sinto verdadeiramente daqui, sem precisar me dissociar das outras origens.

Dói meu coração quando ouço comentários maldosos a respeito do Pirata. Infelizmente, ainda existe muita gente preconceituosa em Fortaleza, que desconhece nossa filosofia de trabalho, que nunca teve o prazer de brincar sequer uma segunda-feira, mas blasfema contra um dos patrimônios do Ceará e da Humanidade.

Sei que muitos me amam e muitos outros me odeiam, mas todos me respeitam, não sei ser metade, sou sempre inteiro! Sou Antonio Julio Pirata d’Iracema, devoto de Santo Antonio, filho de Ogum e brasileiro por amor.

O tumor na minha cabeça tem um lindo nome – astrocitoma, e me fez viver a maior de todas as minhas aventuras.” (Julio Pirata, falando de forma bem humorada da convivência com a doença)

PT está dividido sobre prévias e mudança nas regras de filiação

“O Campo Majoritário do PT – grupo que agrega as três tendências hegemônicas da sigla – não chegou a um consenso sobre mudanças nas regras de filiação e realização de prévias para definição de candidaturas majoritárias.

O assunto dominou parte dos debates no segundo dia de seminários do Campo Majoritário, no centro da capital paulista. Sem acordo, os líderes que planejavam elaborar uma proposta formal de alteração do estatuto, decidiram produzir um relatório interno, para dar continuidade às negociações. Um grupo comandado pelo deputado federal Ricardo Berzoini pregou o endurecimento nas regras de filiação, mas a tese foi recebida com hostilidade por outros líderes petistas.

A intenção de Berzoini era elaborar uma proposta de reformulação do estatuto do PT, incluindo como requisitos para a filiação de militantes a participação em cursos e seminários organizados pela legenda. “Estava brincando que o cara se filiar ao PT vai se tornar um castigo. Não podemos criar um ‘partido bolshevik’. O PT é um partido de massa”, disse o deputado federal Jilmar Tatto. Restrições à realização de prévias também não foram compactuadas pelos líderes das tendências. Correntes do partido defendiam mudanças no sistema, mas não houve acordo.

“Nós temos que fazer um balanço e ver que as últimas prévias que nós realizamos foram viciadas. Temos que ter a coragem de rever esse instrumento, e, em alguns casos específicos, não usar um instrumento quando ele se volta contra nós”, defendeu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que trabalha para evitar prévias na disputa pela candidatura à Prefeitura de São Paulo, hoje centrada entre a senadora Marta Suplicy e o ministro Fernando Haddad (Educação). Carvalho defende a tese de que as prévias podem acirrar disputas internas o que prejudicaria o PT nas próximas eleições municipais.”

(Folha.com)

Câmara dos Deputados conclui reforma de apartamentos agora avaliados em R$ 2,5 milhões

“Depois de passar por uma ampla reforma, os apartamentos funcionais da Câmara estão praticamente prontos. São 144 deputados que vão morar em imóveis avaliados em R$ 2,5 milhões. São quatro quartos, duas suítes, closet, banheira de hidromassagem e duas dependências de empregada, entre outros, distribuídos em cerca de 215 m2 de área privativa. Eles serão entregues com mobília “básica”: camas, sofá, mesa de jantar, geladeira, fogão, micro-ondas e máquina de lavar.

Dois blocos, com 24 apartamentos cada, foram entregues no mês passado. Outros quatro serão entregues quinzenalmente a partir de agosto. Todos estão localizados na superquadra 302 Norte, área nobre de Brasília. Para o quarto-secretário da Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG), responsável pelos imóveis, mesmo passando apenas parte da semana na capital, muitos deputados preferem se mudar com a família para a cidade, por isso a necessidade de um amplo apartamento.

OBRAS
Nas reformas, foram gastos cerca de R$ 10 milhões por bloco, ou seja, R$ 416,6 mil por apartamento, ao longo de três anos. A licitação para a reforma dos outros três blocos restantes na mesma quadra será aberta no mês que vem. Como o edital ainda não foi redigido, não há estimativa dos novos custos. Segundo Delgado, a previsão é que a nova reforma dure um ano e quatro meses. A Câmara diz que a intenção com as obras é diminuir os gastos com o auxílio-moradia. Atualmente, 200 deputados não moram em apartamentos funcionais e recebem R$ 3.000 por mês, resultando em gastos anuais de R$ 7,2 milhões.

A Câmara diz que vai economizar com a suspensão do pagamento desse auxílio aos congressistas que se mudarem para os imóveis. E o investimento, diz a assessoria da Casa, será recuperado em cerca de 12 anos.
Segundo o quarto-secretário, 80 dos 200 deputados que recebem o auxílio já pediram para se mudar para os apartamentos. O problema, de acordo com ele, é que há um deficit de imóveis. O ex-jogador Romário (PSB-RJ), por exemplo, mora em hotel, mas quer ir para um apartamento funcional. Já Tiririca (PR-SP) está em um imóvel da Câmara que não passou por reformas.

Ato recente da Mesa Diretora adotou critérios para a ocupação dos imóveis como prioridade para pessoas com deficiência, tempo de mandato e idade do parlamentar. A Câmara tem 432 apartamentos, mas apenas 350 em condições de uso para os 513 deputados. Os outros apresentam algum risco e, segundo a Câmara, desconforto aos congressistas. Nas obras, toda a infraestrutura dos prédios, construídos nos anos 70, foi substituída. Foram trocados elevadores, instalações elétricas e hidráulicas, entre outras.”

(Folha.com)

Asfaltar via em momento de chuva é recomendado?

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A Operação Tapa-Buracos, da Prefeitura de Fortaleza, está mostrando serviço também aos domingos como mostra esta foto do nosso Paulo Moska. Foi nesta manhã de domingo. O local que ganha reparo é a avenida Carapinima, quase esquina com a avenida 13 de Maio, pertinho do Shopping Benfica.

Quem passou por lá, no entanto, ficou a se perguntar: o serviço era realizado no momento em que caia uma chuvinha na cidade. Será que esse asfalto não apresentará problemas futuros por conta disso? 

A torcida é para que a cidade seja recapeada de forma correta e com asfalto de qualidade. Aliás, em vários pontos da cidade, há alguns trechos recapeados lembrando um tobogã.

OAB-CE reage a nota do Blog e promete instalar Comitê Permanente de Combate à Corrupção

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Sobre post deste Blog acerca da cobrança de uma postura da cúpula da OAB-CE a respeito do “Escãndalo dos banheiros” denunciado pori O POVO, o presidente em exercício da entidade, Júlio Ponte, nos manda nota sobre o assunto. Confira:

NOTA OAB-CEARÁ

O presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Ceará, Júlio Ponte, esclarece que a atual gestão da entidade tem se pautado na defesa dos interesses da sociedade e, em nenhum momento, ficou silente aos casos de corrupção envolvendo gestores públicos cearenses.

A entidade está instalando o Comitê Institucional Permanente de Combate à Corrupção Pública, “numa real e pronta ação da OAB-CE aos desmandos de agentes públicos, que nos atingem frontal e impiedosamente”.

A proposta, do próprio Júlio Ponte e do conselheiro Edimir Martins, será votada pelo Conselho da entidade na seção do próximo dia 4, quinta-feira.

A OAB-CE se une aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, CNBB e à Transparência Brasil no combate à corrupção pública.

* OAB-CEARÁ

Assessoria de Imprensa.

Vida de Dom Fragoso em documentário

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A vida do saudoso Dom Fragoso, que foi bispo de Crateús (1964-1998), virou documentário. Elaborado pelo cineasta Francis Vale, será exibido, pela primeira vez, nesta terça-feira, às 19 horas, no Cine Clube Avenida (Shopping Avenida).

Dom Antonio Batista de Fragoso morreu em agosto de 2006 durante uma cirurgia do coração, no Piauí. Era um defensor a Teologia da Libertação.

O que segura Nelson Jobim no Governo?

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Com o título “O que segura Jobim no governo”, eis um dos destaque da revista semanal IstoÉ. Aborda um ministro que confessou ter votado em José Serra, adversário ferrenho dos petistas. Confira:

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, sempre correu em raia própria. Filiado ao PMDB gaúcho, foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso e mantém uma relação histórica com o tucano José Serra, com quem dividiu apartamento em Brasília nos tempos da Constituinte. Também goza da confiança de Lula, especialmente depois que, ao assumir a Defesa em 2007, conseguiu debelar a crise do setor aéreo e pacificar a relação com os militares, que até então resistiam a um comando civil. O êxito em sua missão foi essencial para que a presidente Dilma Rousseff o mantivesse no cargo, embora não cultive grande simpatia por ele. Incomoda a Dilma o jeito falastrão de Jobim, que volta e meia faz declarações deselegantes como na quarta-feira 27, quando disse que votou em Serra. Novamente, o ministro criou um mal-estar desnecessário, dando razão aos radicais do PT que não veem a hora de pôr as mãos numa pasta com orçamento bilionário. Diante de tanta pressão, é de se perguntar o que afinal segura o ministro no governo.

A força de Jobim, em parte, reside no apoio que o peemedebista tem na caserna. Em quatro anos, ele conquistou, como nenhum antecessor, o respeito da tropa ao recolocar a questão militar na lista de prioridades do governo. Jobim mostrou firmeza ao defender reajustes salariais e a modernização das Forças Armadas, com a compra de material bélico associada à transferência de tecnologia. Fechou o contrato para a construção de um submarino de propulsão nuclear e tem insistido na compra dos 36 jatos de combate. Esses e outros projetos reaproximaram generais e empresários, numa relação que retirou a indústria bélica nacional do ostracismo. Jobim também tomou a frente das articulações para a criação da Comissão da Verdade e convenceu a caserna de que é hora de apurar os crimes da ditadura, por questões históricas, garantindo que não haverá abertura de processos penais contra militares. Essa, aliás, é uma questão de honra para o ministro. “Ele só deixará o ministério quando instalar a comissão”, diz uma fonte do Palácio do Planalto. As declarações de Jobim, segundo a mesma fonte, não terão maiores consequências. “Dilma sabe que Jobim é assim mesmo”, afirma.

Como Dnit, outros órgãos precisariam de faxina

“Se a presidente Dilma Rousseff fosse faxinar todos os cantos do governo onde a ingerência política contamina a gestão, permitindo, inclusive, a proliferação de bilionários aditivos nas obras públicas, a limpeza teria que ir além dos Transportes. Órgãos estratégicos como o Banco do Nordeste (BNB), a Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) protagonizam disputas por poder entrelaçadas a graves falhas de gestão, que abrem a porta a irregularidades.

Outros, como as superintendências de Desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste (Sudam e Sudene), além do Banco da Amazônia (Basa), são alvos de acirrada disputa entre caciques partidários da base aliada, mas a presidente está segurando as indicações políticas até agora.

Embora tenha tentado emplacar um técnico de Santa Catarina para presidir o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com o aval de Dilma, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teve de ceder à pressão do PT cearense e aceitar a indicação para o cargo de Jurandir Santiago, afilhado político do deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE).

Funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal (CEF), Santiago comandava a Secretaria de Cidades do governo cearense antes de assumir o banco. Deixou a pasta sob suspeita do Ministério Público do Ceará, que investiga desvio de verbas públicas para a construção de banheiros em comunidades pobres do estado. As apurações mostraram que o dinheiro foi desviado, por meio de convênios, para entidades fantasmas ou que, embora funcionem, não fizeram as obras.

Sob suspeita, 56 convênios no CE

Estão sob suspeita 56 convênios de 2010 do governo cearense para obras em 37 municípios. Como secretário, Santiago assinou ao menos sete, cujos valores foram transferidos a entidades ligadas a parentes e funcionários do ex-presidente do Tribunal de Contas do Ceará, Teodorico Menezes, que se afastou do cargo em meio à crise.

A promotoria pretende ouvir o presidente do BNB esta semana. Será pedida a quebra do sigilo fiscal e bancário dos envolvidos, de acordo com o promotor Eloilson Landim, responsável pelo caso.

O PT cearense controla o BNB desde 2003. As suspeitas sobre o novo presidente se somam a problemas de gestão. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada em 2010, mostrou que o banco deixou de cobrar R$1,5 bilhão em dívidas.

– Ações concretas não foram feitas nem na esfera administrativa nem na judicial. Analisamos 33% dos ativos do banco, o que significa que o valor pode ser ainda maior – explica a responsável pela Secretaria de Controle Externo do TCU no Ceará, Shirley Cavalcante.

Da mesma forma que no Dnit, o Ministério da Integração Nacional é área de risco sistêmico por causa do binômio “orçamento bilionário e atuação política”, que abrange a Codevasf. Enquanto o governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), trava uma batalha com o senador Wellington Dias (PT-PI) para indicar o presidente da companhia que administra a obra de transposição do Rio São Francisco, o atual diretor-presidente é Clementino Coelho, irmão do ministro Fernando Bezerra Coelho. O órgão é subordinado ao Ministério da Integração Nacional.

Por trás do jogo político está a poderosa Secretaria Nacional de Infraestrutura Hidrica, que executa a bilionária obra de transposição. Após enterrar mais de R$3,9 bilhões em obras sem projeto executivo, com base apenas no projeto-base, os consórcios de empreiteiras paralisaram as obras há mais de oito meses, demitiram 5.300 operários e estão esperando a negociação de aditivos contratuais ao valor de cerca de R$1 bilhão para retomar os trabalhos na maioria dos lotes licitados. Diante das dificuldades, o governo divulgou sexta-feira novo cronograma de aprovação de aditivos e prazos de conclusão da obra.

Malfeitos da Funasa começam a surgir

Atualmente, só o Exército continua atuando para tentar preservar o que já foi feito. Há recursos no Orçamento para a obra este ano, dentro do PAC, mas não há garantias para os aditivos que as empreiteiras cobram.

“A estimativa da elevação de preços da obra é da ordem de R$771 milhões. Além disso, há demandas de novas compensações ambientais para renovação da licença ambiental. A previsão desses adicionais de compensação ambiental pode chegar a R$200 milhões. A obra estaria sendo encarecida em torno de R$1 bilhão”, informa o Ministério da Integração Nacional.

Na Funasa, ligada ao Ministério da Saúde, com longa ficha corrida, malfeitos começam a ser revelados com a retirada das ações de saúde indígena da esfera do órgão, que passaram à Secretaria de Saúde Indígena. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal receberam farta munição para investigar desvios de recursos na compra de combustível e no pagamento de horas de voo na região amazônica, sem contar gastos irregulares em convênios sem prestação de contas.

Nos estados, há uma batalha política. O presidente da Funasa, Gilson de Carvalho Queiróz Filho, é do PT, mas o PMDB tem as superintendências regionais. Em Roraima, a comunidade Ianomâmi, dona de área de 96.000km², denunciou o grupo político do senador Romero Jucá (PMDB), que teria tentado impedir a indicação da antropóloga Joana Claudete das Mercês Schuertz para chefiar a saúde indígena.

Claudete afirmou que foi desencorajada a brigar pela indicação:

– Diziam que era perigoso, que tinha muito interesse envolvido, mas não podia abandonar os ianomâmis. Por isso, aceitei.

Mas até hoje, diz, não entender por que tanto interesse em uma área com grande dificuldade de atuação:

– É tão complicado o trabalho lá que não entendo o motivo dessa disputa. Não sei se tem a ver com algum contrato, alguma coisa assim.”

(O Globo)

Presidente da OAB-CE tem postura de defesa de prefeitos questionada

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Vários advogados estão se queixando com saudade, dizem, dos bons tempos em que a Ordem dos Advogados do Brasil, regional Ceará, quando surgia algum tipo de escândalo como o caso dos banheiros denunciado por O POVO, era uma das primeiras a se manifestar em favor da cidadania.

Grupos que questionam a atual direção da entidade lamentam essa postura e lamentam mais ainda que o presidente da Ordem, Valdetário Monteiro, esteja, no momento, atuando como consultor jurídico da Associação dos Prefeitos e Prefeituras do Ceará (Aprece) na defesa de gestores questionados pelo Ministério Público por seus atos.

Eis um quadro que merece boas reflexões de todos.

Dono do falido Banco Santos tem ação penal arquivada

“A Justiça Federal rejeitou denúncia e mandou arquivar ação penal proposta pelo Ministério Público Estadual contra o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo. O juiz Douglas Camarinha Gonzales, da 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo, observou que os fatos atribuídos a Edemar — crimes tributários — na Justiça Estadual já tinham sido alvo de ação penal na instância federal que culminou com a condenação do ex-controlador do Banco Santos a 21 anos de reclusão.

“Vislumbro a existência de dupla imputação sobre os mesmos fatos, o que é vedado pela garantia do ne bis in idem”, afirmou o juiz, invocando o artigo 5º da Constituição. “A garantia de que ninguém pode ser julgado mais de uma vez pelos mesmos fatos decorre da própria noção de segurança jurídica. Uma vez submetido ao processo penal, não é legítimo que continue a pesar sobre o cidadão, qual Espada de Dâmocles, a ameaça de nova persecução penal.”

Camarinha destacou que a acusação do delito do artigo 7º da Lei 8137/90 (crimes contra a ordem tributária), segundo a qual Edemar e outros denunciados induziram tomadores de empréstimos a erro, também foi absorvida pelo delito de gestão fraudulenta. “Os fatos apontados repetem a acusação formulada e ainda em deliberação pela Justiça Federal”, afirmou. Procurado, Edemar preferiu não comentar a decisão.

O processo que levou à falência do Banco Santos começou em 12 de novembro de 2004, quando o Banco Central decretou a intervenção na instituição financeira. Após descobrir que a situação financeira do banco vinha se deteriorando rapidamente e que o déficit patrimonial (diferença entre dívidas e os bens e créditos) seria de R$ 700 milhões, o BC afastou Edemar Cid Ferreira e então diretores do controle da instituição e nomeou Vanio César Aguiar como interventor.

Sua responsabilidade seria apurar possíveis irregularidades cometidas por dirigentes da instituição e levantar informações necessárias para que fosse decidido seu futuro.

Na época, os correntistas do banco tiveram saques limitados a R$ 20 mil para contas à vista e cadernetas de poupança. Os demais recursos ficariam bloqueados à espera de que fosse encontrada uma solução para a instituição financeira. Após a intervenção, no entanto, o BC recalculou o rombo na instituição e chegou à conclusão de que o déficit seria de R$ 2,2 bilhões, e não de R$ 700 milhões.”

(Site Consultor Jurídico)

Parlamentar tucano bate no escândalo dos banheiros, mas não cita colega de bancada envolvido

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O deputado estadual Fernando Hugo (PSDB) ocupou espaços, na última semana, em programas de rádio para bater duro no chamado “Escândalo dos banheiros”, aquele onde a Secretaria das Cidades do Estado andou liberando, vai convênios, recursos para associações sem endereço definido e que não entregaram os kits sanitários prometidos para populações rurais como a de Pindoretama (Região Metropolitana de Fortaleza).

O escândalo foi exposto por O POVO em uma série de matérias que resultaram no afastamento até do presidente do TCE, Teodorico Menezes, e de vários comissionados desse tribunal. Teodorico é pai do deputado estadual Teo Menezes, o mais votado em Pindoretama, que afirmou não existir problema nesse episódio.

Mas o que chamou a atenção do eleitorado do parlamentar é que, em nenhum momento, Hugo citou Teo Menezes, por sinal, seu colega de PSDB.

O PSDB também não sinalizou para a convocação de sua comissão de ética para avaliar essa situação.

Cantor Falcão será cidadão de Fortaleza

CIDADÃO BREGA

O cantor e bregastar Falcão vai receber título de cidadão de Fortaleza no dia 20 de agosto. A data foi acertada entre o artista e o cerimonial da Câmara Municipal. Falcão é de Pereiro e hoje mora em São Paulo, onde realiza shows e participação em convenções de empresas. Também, vez em quando, aparece em programas de redes de tevês nacionais.

O artista, no entanto, está devendo um trabalho musical novo. Há tempos que seus fãs fazem essa cobrança.

Copa 2012 – Festa de R$ 30 milhões para sorteio de eliminatórias

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“A festa para o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014 ficou cara para a população do Rio de Janeiro. O evento custou R$ 30 milhões, inteiramente pagos pela Prefeitura do Rio, e pelo governo estadual. Este valor seria suficiente para custear o salário de 17,6 mil policiais das UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora). A Geo Eventos, empresa que organiza o sorteio e recebeu toda essa bolada, pertence à Rede Globo e sua parceira no Sul do Brasil, a RBS.

O jornal Folha de S. Paulo informou, na última sexta-feira (29), que diversos eventos durante a Copa do Mundo serão organizados pela Geo Eventos. Representantes de prefeituras e governos estaduais das cidades-sedes da Copa contaram ao jornal que foram abordados, em tom de imposição, para escolher a Geo como promotora dos eventos. Representantes do setor público rebateram, dizendo que seria necessária uma licitação para escolher a empresa organizadora.

Enquanto o dinheiro público vai para os cofres de empresas parceiras de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), a três anos do Mundial, a cidade de Londres dá o bom exemplo. A festa realizada nesta semana, lembrando que os Jogos Olímpicos de 2012 vão começar daqui a exatamente um ano, foi barata e sem luxo.

Os ingleses projetaram as Olimpíadas pensando no legado que os jogos trarão para a cidade. Cinco instalações já estão prontas, construídas no prazo e dentro do orçamento inicial. Para comparar, o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, realizado em 2007, custou aos cofres públicos locais o equivalente a R$ 2 milhões. A festa brasileira, que deveria ser custeada pelo COL, vai custar 15 vezes mais.”

(R7.com)

Irmão de Romero Jucá denuncia corrupção no Ministério da Agricultura

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A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado levanta indícios de que mais um esquema de desvio de recursos e dilapidação do patrimônio público corroi o Planalto. Desta vez, os escândalos envolvem o Ministério da Agricultura, tendo a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, como posto avançado, e o ministro Wagner Rossi, do PMDB, como virtual comandante do esquema.

O esquema de corrupção foi denunciado por Oscar Jucá Neto, o Jucazinho, irmão do senador Romero Jucá, líder do governo no Senado. Jucazinho foi exonerado na semana passada do cargo de diretor financeiro da Conab. A demissão aconteceu depois de VEJA revelar que ele havia autorizado um pagamento de 8 milhões de reais a uma empresa-fantasma que já foi ligada à sua família e que hoje tem como “sócios” um pedreiro e um vendedor de carros – laranjas dos verdadeiros donos, evidentemente.

Jucazinho decidiu contar o que sabe porque atribuiu sua saída a uma armação de peemedebistas contra seu irmão – e também porque se sentiu humilhado com a exoneração. O caso azedou as relações entre o senador Jucá e o vice-presidente, Michel Temer, padrinho do ministro Wagner Rossi. Os dois trocaram ameaças e xingamentos por telefone.

Em entrevista a VEJA, Jucazinho contou que existe um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do Ministério da Agricultura com o objetivo de arrecadar dinheiro. Suas informações incluem dois casos concretos de negócios nebulosos envolvendo a Conab.

Em um deles, a estatal estaria protelando o repasse de 14,9 milhões de reais à gigante do mercado agrícola Caramuru Alimentos. O pagamento foi determinado pela Justiça e se refere a dívidas contratuais reclamadas há quase vinte anos. O motivo da demora: representantes da Conab negociam um “acerto” para aumentar o montante a ser pago para 20 milhões de reais. Desse total, 5 milhões seriam repassados por fora a autoridades do ministério.

O segundo caso envolve a venda, em janeiro deste ano, de um terreno da Conab numa das regiões mais valorizadas de Brasília, distante menos de 2 quilômetros do Congresso e do Palácio do Planalto. Apesar de ser uma área cobiçada, uma pequena empresa da cidade apareceu no leilão e adquiriu o imóvel pelo preço mínimo: 8 milhões de reais – um quarto do valor estimado de mercado. O comprador, Hanna Massouh, é amigo e vizinho do senador Gim Argello do PTB, mandachuva do partido e influente na Conab.

Nas mais de seis horas de entrevista, Oscar Jucá Neto não poupa seus antigos companheiros de ministério. Diz que o ministro Wagner Rossi lhe ofereceu dinheiro quando sua situação ficou insustentável. “Era para eu ficar quieto”, afirma. “Ali só tem bandido.”

Aqui, nota do ministro da Agricultura negando todas as denúncias de Jucazinho

(Veja com BlogdoNoblat)

Copa 2014 – Veja o discurso de Dilma na festa das eliminatórias

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A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (30) durante cerimônia do sorteio preliminar para a Copa do Mundo, no Rio de Janeiro, que o Brasil estará “muito bem preparado” para receber os jogos em 2014. Durante pronunciamento de cerca de três minutos, Dilma afirmou que o Brasil tem uma “economia estável e em crescimento” e disse que, nos oitos anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva, o governo elevou para classe média 40 milhões de pessoas.

“Somos um país que promove a inclusão social e que tem na diversidade étnica, cultural e religiosa uma de suas maiores riquezas, que convive respeitosamente com o meio ambiente. Por isso, o Brasil é admirado muito mais que seu futebol, música e festas populares”, afirmou a presidente.

Dilma aproveitou o discurso para convidar os “povos do mundo inteiro” a conhecer o Brasil.

“Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa de 2014 seja a melhor de todos os tempos. Estejam certos que esse novo Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014 [..] O Brasil inteiro está jogando junto para realizar uma Copa inesquecível “, disse a presidente.

No evento, Dilma também homenageou o ex-jogador Pelé, nomeado nesta semana embaixador do Brasil para a Copa de 2014. oda a infraestrutura necessária, eficiente sistema de transporte, avançada tecnologia de comunicação e muita segurança. Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa seja a melhor de todos os tempos”, afirmou Dilma Rousseff.

Cid e Luizianne unidos pela Copa 2014

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A prefeita Luizianne Lins (PT) e governador Cid Gomes (PSB) antes da festa do sorteio das eliminatórias da Copa 2014, neste sábado, na Marina da Glória, no Rio.

Com eles, nessa foto, no estande de Fortaleza, o secretário especial da Copa, Ferrucio Feitoza, o presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, o senador Inácio Arruda (PCdoB) e Arialdo Pinho, este o chefe da Casa Civil que sempre3 anda ás turras com a prefeita em seu twitter.

Mas aqui todo mundo agora prometer ser um só time para preparar a Copa em Fortaleza.

Com eleição 2012 passando nesse meio de campo.

(Foto – J. Demetrius-RJ)

* VEJA OS GRUPOS DAS ELIMINATÓRIAS DA COPA 2014 CLICANDO aqui.