Blog do Eliomar

Efeito Copas – Fortaleza desbanca baianos, que reagem com dor de cotovelo

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Chora Ivete!

Essa matéria é do Correio da Bahia, desta sexta-feira, e trata sobre o porque de Salvador ter perdido para Fortaleza espaçosna Copa das Confederações. Confira essa dor de cotovelo:

Depois de fazer campanha para receber a abertura da Copa do Mundo, de dar como certa a participação de Salvador na Copa das Confederações  e de alimentar a expectativa da cidade vir a figurar como um dos principais destinos turísticos durante esses eventos, o trade turístico baiano recebeu a tabela da Fifa como um balde de água fria. Os adjetivos mais usados foram decepcionante, frustrante, injusto. Tudo para  demonstrar o descontentamento do setor em não ser uma das cidades-sede em evidência, como o Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza.

No caso da capital cearense, o inconformismo é ainda maior. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih-BA), José Manuel Garrido, diz que Fortaleza tem as mesmas carências que Salvador e argumenta: “A nossa Arena não fica a dever; na mobilidade urbana, as duas cidades estão correndo atrás; a nossa estrutura hoteleira é melhor. Esta foi uma decisão política ou técnica”, critica Garrido.

Outro ponto que o dirigente chama a atenção é sobre o potencial turístico da Bahia. Para ele, nosso desenvolvimento econômico e cultural não se compara às outras capitais nordestinas. “É lamentável. Temos que indagar à Fifa o que aconteceu”, acredita.

Com relação ao potencial, os dados confirmam a Bahia como destino carimbado no imaginário dos visitantes. No último ano, recebeu 9 milhões de turistas, ultrapassando o número de visitantes dos estados do Ceará e Pernambuco juntos.

Setor de turismo na Bahia não ficou satisfeito com tabela da Copa 2014

“A Bahia está no imaginário do turista internacional. A justificativa para Fortaleza se destacar com relação ao nosso estado foi a articulação política do governo estadual cearense, que conseguiu ser melhor do que a da Bahia”, analisa o presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação do Estado da Bahia, Sílvio Pessoa.

Surpresa Enquanto Fortaleza sediará a Copa das Confederações, com um jogo da Seleção Brasileira, e poderá receber mais dois jogos do Brasil no Mundial 2014, Salvador só pode receber um jogo do Brasil se a seleção ficar em segundo lugar no seu grupo. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel Bahia), Luiz Henrique do Amaral, diz que o setor já não esperava mais receber um jogo da seleção brasileira, mas ninguém cogitava que Fortaleza fosse aparecer como uma das cidades-sede em evidência.

“Acredito que ainda temos um longo caminho a trilhar. Este é o momento de avaliar os critérios que nos fizeram perder esses eventos”, afirma Amaral. Ele ainda comenta que receber jogos importantes afetarão diretamente os negócios na cidade e que a expectativa inicial era de receber de 50 mil  a 60 mil visitantes a cada jogo na capital.

Questionado sobre a posição de Salvador na tabela da Fifa, Cláudio Tinoco, presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), disse que preferia não se pronunciar antes de comentar o assunto com o secretário municipal da Copa, Leonel Leal. Já o secretário de Turismo, Domingos Leonelli, manteve seu celular desligado.

Cobranças Ontem à tarde, as cobranças recaíram sobre o governo do estado. Os empresários comentaram que é preciso que o governador Jaques Wagner use a influência que tem junto à presidente Dilma para aumentar a participação da Bahia na Copa.

“Temos muitos investimentos aqui, como o projeto do metrô, um investimento de R$ 300 milhões para reformular o parque hoteleiro e projetos para modernizar o Aeroporto Internacional de Salvador”, enumera Sílvio Pessoa.  Caso receba mais seleções europeias, ou da América do Norte, Pessoa acredita que a situação da capital baiana pode melhorar, já que esses países atraem mais a atenção da mídia estrangeira.

Comércio está preocupado com a geração de negócios

Mesmo sem ter uma estimativa em números, por abrigar eventos de grande porte como o Carnaval, o comércio de Salvador já esperava bons negócios com a realização de jogos da Copa do Mundo na cidade. Ao saber que Salvador não está nem confirmada na Copa das Confederações, o presidente da Federação do Comércio do Estado da Bahia, Carlos Amaral, resumiu em poucas palavras: “Fico muito triste. A minha expectativa é que Salvador participe da Copa”, comenta Amaral.

Já o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav-BA), Pedro Galvão, acredita que a Bahia tem que continuar batalhando e resolver problemas como a capacitação da mão de obra, a mobilidade urbana e o aeroporto. “Nós recebemos essa notícia da abertura com uma pequena decepção, mas os seis jogos são importantes. Já a Copa das Confederações me traz preocupações”, diz. Para Galvão, a notícia foi um alerta para as autoridades ficarem mais atentas.

(Foto – Arquivo)