Blog do Eliomar

Afinal, onde estão os candidatos?

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O bloco de prefeituráveis do PT caiu de 13 integrantes para cinco. Ainda assim, os que restaram há muito angariavam votos nas ruas. Agora surge o senador Pimentel, “numa estratégia para ‘obrigar’ o governador Cid Gomes a manter o seu PSB como aliado”. É o que avalia o editor executivo do Núcleo de Cultura e Entretenimento do O POVO, Magela Lima, em artigo publicado nesta segunda-feira (6), no O POVO. Confira:

Primeiro, eram 13. Por força quase natural, o número foi despencando. Gente sem bala na agulha nem para disputar vaga na Câmara sendo cotado a concorrer para prefeito? Enfim. Balela eleitoral. O fato é que, enquanto o Partido dos Trabalhadores da prefeita Luizianne Lins queria demonstrar todo um excesso de opções fortes para sucedê-la no comando da Capital, nos bastidores o jogo tinha foco único. Para surpresa geral, Waldemir Catanho pulou fora.

Abalado ainda com a desistência, o PT se reinventa (porque sempre faz isso muito bem) e chega com nova lista de prefeituráveis. Desta vez, uma versão mais econômica traz cinco apostas do partido: o secretário da Educação de Fortaleza, Elmano Freitas; o deputado federal Artur Bruno; o secretário das Cidades do Estado, Camilo Santana; o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Acrísio Sena; e o vereador Guilherme Sampaio. Maravilha! Não fosse o problema de nem todos estes cinco em evidência estarem com o bloco já na rua, angariando voto.

O PT tanto sabe que este time é fraco, que, mal anunciou a lista, já voltou atrás. O senador José Pimentel, do grupo dos 13 original, reapareceu na última semana em alta cotação, numa estratégia para “obrigar” o governador Cid Gomes a manter o seu PSB como aliado. Pela moderação de suas declarações até o momento, Pimentel demonstra ter consciência de que não está no páreo para valer. A sorte do PT – tanto da ala que a prefeita controla, quanto das demais que querem mais destaque no partido – é que a oposição dorme ainda em berço esplêndido.

Também na última semana, ressuscitaram Moroni Torgan (DEM). Nome forte em disputas anteriores, ele pode até ter uma cota de reserva no eleitorado local, mas é uma vergonha que, na “ausência” dele, os grupos contrários à gestão Luizianne não tenham conseguido forjar uma só liderança expressiva para a Cidade. Na falta de nomes para animar o debate eleitoral próximo, Fortaleza perde a oportunidade de ecoar e aprofundar uma discussão política mais consistente. Neste vácuo, a Cidade é que sai fragilizada.