Blog do Eliomar

Que venha o segundo turno

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Em artigo no O POVO desta terça-feira (23), a jornalista Adísia Sá comenta sobre o segundo turno da eleição à Prefeitura. Confira:

Tem opinião de todo jeito. Pois não é que houve quem dissesse que tudo estaria encerrado no domingo? Sucede que as pessoas não se lembraram do cabalismo que cerca o 7. Pois tudo começa de novo, só que com alguns “toques especiais”: dois estão no páreo e com padrinhos fortes. E mais: cada um já conta como certa a vitória. Isto é bom, pois significa que vão dar tudo de si e de seus “padrinhos” para chegar à Prefeitura de Fortaleza.

Aproveito a oportunidade para colocar o leitor na parede: se fosse você o vitorioso, o que faria se ganhasse as eleições? Varreria a cidade, que está suja demais para o nosso gosto? Plantaria árvores ao longo das avenidas, praças e ruas, do centro à periferia? Diminuiria o número de secretarias e departamentos, tudo do primeiro escalão? Procuraria gente de cada ramo para as pastas municipais? Cuidaria de ter uma boa assessoria de imprensa, mandando plantar batatas aqueles que só sabem bajular, bajular, bajular? Diminuiria também a frota de veículos de gabinetes. Decretaria o fim da troca de voto na Câmara por emprego? Acordaria cedo, não para flagrar os funcionários lotados na “casa”, mas para percorrer a cidade, bairro por bairro, anotando providências urgentes e inadiáveis? Convocaria “minha” bancada na Câmara Municipal e falaria grosso sobre projetos, votos de congratulações disto e daquilo? Fim do “puxassaquismo”.

Daria uma entrevista coletiva apontando os pontos iniciais da gestão, informando que as portas da assessoria de imprensa estariam abertas, não para empregar mais jornalistas, mas para colher dados sobre o que se está fazendo ou deixando de fazer? Uma revolução, não?

Como estamos no limbo, isto é, nem no céu nem no inferno, mas no campo minado de aspirantes a cargos disto e daquilo, que tal os dois já pensarem nos seus auxiliares diretos, sem o pálio protetor das indicações partidárias? Há gente boa na imprensa, nas universidades, nas repartições. Não seria a hora de convocar servidores para o primeiro escalão, conhecedores que são da máquina?

Deus que me perdoe, mas estava falando como se eu fosse uma das figurinhas carimbadas no primeiro turno. Toc toc (batendo na mesa): afasta de mim este cálice…