Blog do Eliomar

Do déficit de táxis a outras melhorias no serviço local

A respeito da matéria “Táxis] Fortaleza tem déficit de 608 carros”, do repórter Átila Varela (Editoria Economia, página 26), na edição de sexta-feira passada, 17, do O POVO, o tema central diz respeito às próximas copas das Confederações, em junho próximo, e a do Mundo, em 2014, ambas com partidas de futebol também na capital cearense. No atendimento tanto ao visitante quanto ao habitante, a questão dos transportes coletivo, particular e fretado se torna fundamental.

O presidente do Sinditáxi-CE, Vicente de Paula Oliveira, declarou que a frota deve preencher a demanda da Copa das Confederações em Fortaleza. Mas ele admite que o número de veículos está insuficiente para a Copa do Mundo. São necessários mais 400 veículos nas ruas. A solução tem de ser mais abrangente. Turistas, por exemplo, aqueles com maior poder aquisitivo, devem vir a Fortaleza nem só para comparecer aos jogos de futebol. Se forem acompanhados por familiares, a exemplo das esposas, lógico que procurarão centros de compras que mais atraem viajantes, dos quais o Mercado Central.

Além disso, a categoria taxista, mesmo competente na sua maioria para conduzir o carro e tratar os passageiros com hospitalidade, precisa de outros aperfeiçoamentos na questão do desenvolvimento de recursos humanos. Pergunta-se: quantos receberam treinamentos para se comunicar, mesmo superficialmente, com pessoas falando idiomas estrangeiros?

As portadoras de língua espanhola e até italiana podem ter compreensão razoável por quem dialoga com elas. Mas existem as que podem se dirigir a outras apenas em francês ou inglês, o que deve dificultar na conversação.

De maneira nenhuma, Fortaleza é aquela cidade na qual, cerca de 50 anos atrás, só a introdução do taxímetro foi considerada revolução nesse meio de transporte. As entidades a exemplo do Sinditáxi, além das instituições públicas gerenciadoras da condução de pessoas, precisam planejar muito mais.

(O POVO / Editorial)