Blog do Eliomar

Telefonia celular: desafios da qualidade e do preço reduzido

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Uma matéria publicada pelo O POVO, na sexta-feira (14), baseada no Relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) constatou falhas nos serviços oferecidos pelas operadoras de telefonia móvel, no Ceará. O alto índice de chamadas não completadas constitui uma das grandes dores de cabeça enfrentados pelos usuários cearenses.

É certo que a Anatel tem aumentado a fiscalização sobre as telefônicas multando-as, como vem acontecendo com as operadoras existentes no Ceará. Contudo, é preciso avançar mais para que estas ofereçam serviços de qualidade, conforme se obrigaram nos contratos com os consumidores e com o próprio Estado brasileiro. Pois, a verdade é que a telefonia celular é o setor com maior número de reclamações consolidadas no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) da Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça.

A contínua evolução tecnológica exige uma adequação constante por parte das operadoras para ficar em dia com as inovações a fim de oferecer uma maior eficiência operacional. Assim, o desenho regulatório das telecomunicações, segundo especialistas, deve também priorizar o estímulo ao investimento das concessionárias na expansão e modernização de suas redes e também a entrega de serviços de qualidade pelas empresas reguladas. Evidentemente, não se pode ignorar o desafio da infraestrutura. Para superá-lo, especialistas defendem que a Anatel tenha uma posição mais incisiva de cobrança do cumprimento das metas de qualidade e investimentos, por parte das operadoras.

Além da insatisfação com a qualidade do serviço, o mesmo se dá em relação ao seu preço elevado. Um levantamento das Nações Unidas divulgado em fevereiro de 2012 apontou que o custo da ligação de celular no Brasil é o mais alto entre os países em desenvolvimento. Por seu lado, um relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT), divulgado no ano passado, demonstrou que o brasileiro é o 10º que mais gasta sua renda (7,3%) com telefonia celular.

Como se vê, a Anatel tem pela frente a tarefa de não só criar as condições para um serviço de telefonia celular de qualidade, mas também de reduzir seus preços a níveis razoáveis. Não há razão para a continuação das insuficiências atuais.

(O POVO / Editorial)