Blog do Eliomar

Projeto prevê rede de solidariedade para crianças em risco em países de língua portuguesa

Organizações não governamentais (ONGs) dos países de língua portuguesa querem criar uma rede de solidariedade para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Na maior parte dos estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), há crianças e jovens expostos a diversos riscos relacionados à história de cada país.

Este é o caso dos jovens sem família em Angola desde os tempos da guerra civil, que terminada em 2002, ou dos órfãos em Moçambique, que perderam os pais por causa do vírus HIV/aids. A violência no Timor Leste ainda persegue e mata crianças e adolescentes por causa de rivalidades iniciadas no período da independência (1999), assim como na Guiné-Bissau alguns pais são enganados, porque, ao deixar seus filhos irem estudar o Alcorão (livro sagrado do islamismo) no Senegal, acabam perdendo contato com eles, que passam a ser exploradas como pedintes no país vizinho.

Além da vulnerabilidade extrema nos diferentes países, os jovens têm em comum histórias de vida marcadas pela ausência do Estado na promoção do bem-estar e na garantia de acesso a direitos mínimos e serviços básicos. No entanto, em todos os países lusófonos existem entidades que tentam proteger crianças e adolescentes, afirma a portuguesa Liliana Azevedo, gestora de projetos da Associação para a Cooperação Entre os Povos (Acep).

Apesar das semelhanças de causa e de atuação, e de um idioma em comum, as organizações trabalham isoladamente sem rede de apoio mútuo. “Falta uma iniciativa assim”, diz Liliana. Segundo ela, os países da CPLP já formam redes em outras áreas, como, por exemplo, segurança alimentar.

(Agência Brasil)