Blog do Eliomar

Oba! Inventaram uma cerveja que não dá ressaca

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Com o título “Australianos inventam a cerveja que não dá ressaca”, eis a coluna “Papo de botequim”, do jornalista Felipe Araújo, no O POVO desta sexta-feira. Ele aborda uma invenção australiana que promete acabar com o que estamos sentindo nesta manhã, depois de um coquetel promovido pelo jornal. Confira:

“Um grupo de pesquisadores da Australia pode estar promovendo uma revolução no campo da boemia: uma cerveja que não dá ressaca. Isso mesmo, uma bebida – com aspecto de cerveja, com gosto de cerveja, com os mesmos ingredientes da cerveja (ou quase todos) e que, melhor de tudo, é cerveja(!) – que imuniza seu portador daquela sensação de rebordosa que, para muitos, é um dos maiores dissabores da existência.

Cientistas da área de nutrição da Griffith University’s Health Institute criaram uma fórmula que evita que os bebedores fiquem desidratados após o consumo de cerveja. O segredo é a adição de eletrólitos à composição, o mesmo tipo de ingrediente encontrado nas bebidas esportivas. Segundo os pesquisadores , os eletrólitos ajudam a manter o corpo hidratado e por isso atenuam a ressaca. Com o detalhe: sem alterar o gosto da cerveja . A única mudança foi uma pequena redução do teor alcóolico.

Os cientistas acrescentaram o ingrediente em quatro cervejas com teores alcoólicos diferentes. A cerveja mais leve com eletrólitos revelou-se 30% mais eficaz em evitar a ressaca que as demais. “Das quatro cervejas consumidas, a com baixo teor alcoólico foi, de longe, a mais bem retida pelo corpo, o que significa que foi a mais eficaz para reidratar os consumidores”, disse o líder do estudo, Ben Desbrow, professor associado do Instituto de Saúde da Universidade de Griffith, em entrevista ao jornal Sydney Morning Herald. (bit.ly/16gje7e)

Este hebdomadário balcão tem lá suas dúvidas sobre se a descoberta representa efetivamente um dia histórico para os bebedores porque considera que a ressaca possui certas virtudes e prerrogativas morais. Gosto de pensar, por exemplo, que a ressaca restitui ao ser humano sua percepção de finitude. Ou como diria Luiz Fernando Veríssimo: “As bebedeiras de antigamente eram mais dignas, porque você as tomava sabendo que no dia seguinte estaria no inferno. Além de saúde era preciso coragem. As novas gerações não conhecem ressaca, o que talvez explique a falência dos velhos valores. A ressaca era a prova de que a retribuição divina existe e que nenhum prazer ficará sem castigo”.