Blog do Eliomar

Iniciativa do Unicef esclarece jovens de Fortaleza sobre doenças sexualmente transmissíveis

Com o objetivo de melhorar o acesso de adolescentes e jovens aos serviços de saúde e garantir o diagnóstico precoce de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como aids, sífilis e hepatite B, uma unidade móvel percorre diversos bairros de Fortaleza (CE), oferecendo atendimento multiprofissional gratuito. A iniciativa é a primeira etapa do projeto Fique Sabendo Jovem, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza. O organismo da ONU pretende firmar parcerias com gestores de outros municípios e levar as ações para várias cidades do país.

De acordo com a oficial de programas do Unicef, Tati Andrade, que coordena o projeto em Fortaleza, a proposta é alcançar jovens que, em geral, não procuram os serviços tradicionais por vergonha ou medo de um possível resultado positivo nos exames de doenças sexualmente transmissíveis. Ela esclarece que o aumento no número de casos de contaminação por HIV entre essa parcela da população preocupa autoridades e profissionais ligados à área.

“Isso é preocupante porque, com os medicamentos disponíveis atualmente, é possível lidar razoavelmente bem com os efeitos colaterais da doença e de seu tratamento, mas o tratamento precisa ser iniciado precocemente. Pelo relato dos próprios jovens, percebemos que o maior problema nessa questão é o preconceito, notamos que eles viveriam muito melhor se não houvesse isto”, disse ela. Tati Andrade acrescentou que o cronograma do projeto vai promover ações voltadas a adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e estudantes da rede pública de ensino.

Dados do Unicef apontam que o número global de mortes de adolescentes em razão da aids subiu quase 50% entre 2005 e 2012, em forte contraste com a queda de 30% registrada no mesmo período, considerando a população mundial. Ainda segundo o Fundo, somente em 2012, cerca de 110 mil pessoas entre 10 e 19 anos com aids morreram em todo o mundo. Em 2005, o número era 71 mil.

(Agência Brasil)