Blog do Eliomar

O esquema que mancha toda uma categoria

Em artigo no O POVO deste sábado (1°), a repórter do núcleo de Cotidiano do O POVO, Camila Holanda, denuncia o abuso de taxistas em shows. Confira:

Palavras de baixo calão que não cabem em uma página de jornal. Quando me recusei a pagar corrida com valor fixado arbitrariamente em R$ 100, com o taxímetro desligado, ouvi absurdos que prefiro não reproduzir. A triste situação aconteceu nesta semana, em frente à Arena Castelão, logo após o alardeado show de Elton John. Não, eu não segui no táxi.

Se fazemos a opção de não usar veículo próprio, ficamos à mercê da boa ou da má vontade dos taxistas de nossa cidade? Uma meia dúzia de espertalhões estaria se baseando na tal lei da oferta e da procura para cometer irregularidades? Pois bem, neste caso, prefiro não compreender o que se passa pela cabeça do profissional que opta por violentar o bom senso, burlar a lei (que estabelece preço fixo via taxímetro) e desrespeitar a população. Vale lembrar que as vagas dos taxistas são concessões públicas municipais, portanto, eles estão cientes de que devem seguir uma legislação específica.

A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) é a encarregada pela fiscalização de táxis e taxistas na Capital. Uma rápida pesquisa no site e podemos encontrar a seguinte recomendação direta: “o que o taxista não pode fazer: violar o taxímetro”. (link da página: http://migre.me/i5msm). Então, o que fazer nesses casos? O esquema é sabido pelo Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi) e pela Etufor. Dentro do contexto, o que é feito para que isto mude?

O desfecho da minha estória foi sair a pé, pela lateral do Castelão perguntando de taxista em taxista se eles iriam me levar para casa com o taxímetro ligado (caso desse R$ 100, eu pagaria sem pestanejar). Abordei quatro profissionais, mas a resposta foi unânime: “a gente tá fazendo assim hoje, moça”. Finalmente, consegui encontrar um motorista de táxi que estava fora do circuito dos reloginhos desligados. Para ele, paguei R$ 42, preço acusado no aparelho.

Esta não foi a primeira vez em que uma parte da categoria achou por bem se aproveitar da grande demanda de clientes procurando um táxi. Há diversos relatos do episódio, que se repete no Réveillon, no Carnaval e em outros grandes eventos que acontecem na Capital.

O esquema é feio e mancha a imagem do taxista em Fortaleza. Para o usuário do transporte, isso causa desgaste e, no meu caso, tristeza. Muito dela.