Blog do Eliomar

Parlamentar questiona obras do VLT. Haverá luz no fim destes túneis?

Com o título “Trens fora dos trilhos”, eis artigo do deputado estadual João Jaime (DEM). Ele aborda, com muitas queixas, obras da mobilidade como os VLTs do Cariri e de Sobral e o VLT de Fortaleza. Confira:

O trem (VLT) do Cariri, opera há três anos. Continua transportando, no máximo, 1.200 passageiros por dia, com a tarifa de R$ 1,00 por pessoa. Pensando nisso, paira a dúvida sobre os gastos com a obra referentes a investimento e manutenção. Isso, tendo em vista que a obra custou para o Estado aproximadamente R$ 60 milhões e a manutenção gira em torno de R$ 6 mil por ano.

Considerando essa demanda: 1.200 passageiros/dia, teremos : 1200×22(dias/mês , sábado e domingo quase não funciona ) x 12 (meses) = 316.800 passagens/ano. Considerando que o passageiro paga R$ 1,00 por viagem, teríamos um subsídio de R$ 18,94 por viagem de passageiro. Mais fácil e mais barato seria pagar um táxi para cada passageiro .

No que diz respeito a Sobral, o VLT, que deve ter custado mais do dobro, está pronto há quase um ano, inclusive com os trens comprados. Por que, até hoje, não operou? Quanto custou a obra? Quanto será a tarifa e quanto terá de custeio do Estado? Há informações sobre apontando que, por erro de projeto, os trens não fazem as curvas .

Já o VLT de Fortaleza está em obra. A qualidade da obra é vista a olhos nus. Basta ir à Avenida Jangadeiro e ver as muretas que devem servir de suporte para as grades de proteção da linha férrea. Sem padrão nem alinhamento. Também podemos observar as estruturas pre-moldadas dos viadutos. A construtora atual diz que o problema é a falta de reajuste; o governo não encontraria quem faça pelo atual orçamento.

E a marca do Governo é essa: falta de planejamento, desprezo pela boa técnica e obra barata, com serviço duvidoso e mal executado. O máximo da comprovação da tese foi a adutora de Itapipoca que nem o “bombeiro”, com formação de engenheiro, conseguiu ajeitar.

Quanto vai ser o custeio do VLT e o Metrô para o Estado? A obra total licitada é de R$ 3,5 bilhões. E o custeio da operação?  A Ivepar, vencedora da manifestação de interesse para operar as três linhas do Metrô (Sul, Oeste e Leste) mais o VLT Parangaba /Mucuripe, quer R$ 500 milhões ( quinhentos milhões/ano ) de contrapartida do Estado.

O sistema do metrô atenderá , no máximo, 35% da demanda atual do ônibus. Com o sistema total operando, teremos o modal ônibus com 65% da demanda e o metrô com 35%. Ou seja, temos condição orçamentária para subsidiar o modal metrô?

Apesar das deficiências, por falta de planejamento governamental, que sempre privilegiou o transporte individual, subsidiar o transporte de passageiros deve ser a prioridade de um Estado sem educação, saúde e onde as pessoas ainda sofrem de sede?

A compra dos tatuzoēs (vão perfurar a parte subterrânea do Metrofor) foi um grande erro. O Governo terá que construir uma termelétrica para atender a demanda de energia não prevista na compra . Mais prejuízo para o Estado. Depois da obra, o que vão fazer com esses equipamentos?

Falta planejamento e as decisões são por impulso .

* João Jaime,

Deputado estadual pelo DEM.