Blog do Eliomar

“Gigante” de 1,05 metro é exemplo de vida

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foto livia vasconcelos

Aos 17 anos de idade, a estudante de Direito da Universidade de Fortaleza (Unifor), Lívia Vasconcelos, ouviu do médico que a longevidade dos portadores de Displasia Espondilometafisária com frouxidão ligamentar não ultrapassaria aos 18 anos. O crescimento dos órgãos internos em um corpo de pouco mais de um metro de altura era a principal causa da morte. Quatro anos depois, a quase advogada não somente estabeleceu uma nova expectativa de vida para a síndrome, como surpreendeu todos os diagnósticos médicos.

“O médico disse que eu não andaria mais, após uma cirurgia. Meses depois, eu entrei correndo no consultório dele para uma consulta”, contou a cearense de 1,05 metro de altura, atualmente o único registro da síndrome no mundo. “No começo, confundiram o meu caso com nanismo. O diagnóstico correto somente ocorreu na minha adolescência”, comentou Lívia Vasconcelos, que se submeteu a algumas cirurgias para acomodação do coração.

A receita para superar a expectativa de vida dos portadores de Displasia Espondilometafisária com frouxidão ligamentar, Lívia Vasconcelos não conseguiu com nenhum médico. “Isso vale para qualquer pessoa: bom humor e sempre fazer planos para o futuro”, ressaltou.

Tamanha força de vontade e os momentos de superação levaram Lívia Vasconcelos ao campo motivacional. A estudante de Direito é quase sempre convidada a proferir palestras em universidades e empresas, por meio do contato livinhavasc@hotmail.com.

“Minha família foi muito importante porque nunca me mimou e sempre respeitou o fato de eu mesma conhecer os meus limites. Descobri que não poderia fazer balé e jazz, após tentar bastante. Mas também foi tentando que descobri que poderia dirigir (possui carro adaptado), entrar em uma faculdade, fazer teatro e ter minha liberdade. Não se pode tornar um deficiente mais deficiente ainda. É preciso incentivá-lo”, relatou.

A quatro dias de completar 22 anos, Lívia Vasconcelos fez mais uma grande descoberta na vida. “Meus exames mostraram que posso ser mãe, para desespero do meu pai (risos)”.