Blog do Eliomar

Tasso Jereissati diz no CIC que “a indústria está se acabando”

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“A política econômica do governo Dilma Rousseff (PT) virou saco de pancadas no debate promovido, na noite de ontem, pelo Centro Industrial do Ceará (CIC) com o candidato a senador e ex-presidente da entidade, Tasso Jereissati (PSDB-CE). O tucano criticou o que chamou de “arrogância” do Executivo federal e, diante de uma plateia de empresários, tocou em pontos nevrálgicos da campanha presidencial deste ano: inflação, crescimento econômico e geração de emprego.

“A indústria está se acabando (…). Temos um dos maiores juros do mundo e uma das maiores inflações do mundo. (…) E há uma situação de preços represados, da gasolina, da energia. Nós, como empresários, sabemos que isso tem limites”, afirmou Tasso, em contraposição ao que o governo Dilma tem dito sobre controle inflacionário.

Na pauta política, Tasso não se referiu nenhuma vez nominalmente à dupla de ex-aliados Cid e Ciro Gomes (Pros), mas voltou a criticar o “grupo” do poder no Estado e creditou à falta de oposição no Cerará sua decisão, na última hora, de entrar na disputa eleitoral ao lado do candidato a governador Eunício Oliveira (PMDB) – este, também pouco mencionado pelo tucano durante o evento.

Ao responder uma das perguntas da plateia, Tasso disse não acreditar em um salto muito expressivo do próprio nome nas pesquisas de intenção de voto – que, hoje, o colocam com cerca de 58% das preferências do eleitorado. Questionado pelo O POVO se estaria pessimista em relação a seu desempenho nas urnas após derrota em 2010, o ex-senador rebateu: “Não é pessimismo. É um sinal de não ser presunçoso. A gente tem que ser muito cauteloso com pesquisa. Sei que é um retrato, porque eu sou mais conhecido. É uma questão técnica. Se eu estou em cima, tenho menos espaço para crescer”, afirmou.

Apesar de críticas duras a políticas nacional e estadual, Tasso fugiu de polêmicas e não quis comentar a pecha de “milionários” que integrantes da coligação encabeçada por Camilo Santana (PT) têm jogado sobre sua candidatura e a de Eunício. “Eu não gosto, não vou xingar, não vou bater, vou criticar. Eu simplesmente fico um pouco surpreso, mas a vida é assim”, disse ele, sobre a postura dos ex-aliados. Ele também negou incômodo sobre não ter sido escolhido como vice na chapa presidencial de Aécio Neves (PSDB) e disse que gostou da escolha do nome de Aloysio Nunes (PSDB-SP) para o posto.

(O POVO)