Blog do Eliomar

Censura à IstoÉ – Quem foi o mau conselheiro de Cid Gomes?

Com o título “A emoção é má conselheira”, eis tópico da coluna do jornalista Fábio Campos, nesta quinta-feira no O POVO. Ele comenta o caso da revista IstoÉ, que chegou a ter circulação barrada pela Justiça , mas voltando a circular por decisão do Supremo Tribunal Federal. Confira:

O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, derrubou ontem a decisão da juíza Maria Marleide Maciel Queiroz, da comarca de Fortaleza, e liberou a publicação de reportagem da revista IstoÉ que relata o suposto envolvimento do governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF).

A decisão que proibiu a publicação da reportagem e determinou que a edição fosse recolhida ganhou mais repercussão política no País do que o próprio conteúdo da revista. Para Cid, repercussão muito negativa. A decisão de Barroso ainda piorou as coisas para o governador. Vejam a seguir dois trechos do despacho do ministro.

O primeiro: “As liberdades de expressão, informação e imprensa são pressupostos para o funcionamento dos regimes democráticos, que dependem da existência de um mercado de livre circulação de fatos, ideias e opiniões. Existe interesse público no seu exercício, independentemente da qualidade do conteúdo que esteja sendo veiculado”.

O segundo: “A decisão reclamada impôs censura prévia a uma publicação jornalística em situação que não admite esse tipo de providência. Ao contrário, todos os parâmetros acima apontam no sentido de que a solução adequada é permitir a divulgação da notícia, podendo o interessado valer-se de mecanismos de reparação a posteriori (posterior à publicação)”.

O governador usou de bom senso e não fez pedido semelhante nem quando a capa da Veja, em 2010, trouxe, sem nenhuma prova efetiva, reportagem acusando a ele e a seu irmão Ciro pelo desvio de R$ 300 milhões.