Blog do Eliomar

Os viadutos do Cocó, a mobilidade urbana e os ganhos socioambientais de Fortaleza

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Em artigo enviado ao Blog, o professor João Arruda destaca a importância para Fortaleza a construção dos viadutos do Cocó. Confira:

A administração Roberto Cláudio começou a entregar, aos fortalezenses, após um ano do início das obras, um dos maiores e mais importantes equipamentos viários da cidade de Fortaleza: os estratégicos viadutos do cruzamento das Avenidas Engenheiro Santana Júnior com Antônio Sales. Equipamentos emblemáticos e de grande importância na melhoria da mobilidade urbana de Fortaleza, eles permitirão a implantação definitiva do primeiro BRT – Bus Rapid Transit – da cidade, ligando os terminais do Papicu ao de Antônio Bezerra, com reflexos positivos sobre a qualidade de vida dos nossos munícipes.

Como cidadão fortalezense e como usuário diário daquele outrora congestionado cruzamento, assim como outras dezenas de milhares de fortalezenses, que sofriam diariamente com aqueles intermináveis engarrafamentos, sinto-me plenamente contemplado com a ousadia e com a determinação do prefeito Roberto Cláudio em viabilizar a sua construção. Como era de se esperar, o impacto do início da entrega dos viadutos foi imediato. Os meios de comunicação repercutiram, com insistência, o grau de satisfação dos usuários daquele espaço.  Houve unanimidade no reconhecimento da importância dos equipamentos e da oportunidade do gestor municipal ter insistido com a obra. Entre os que manifestaram regozijos pelo término dos viadutos, merece destaque a postura de alguns que relembraram, com uma ponta de indignação, a irracionalidade e o ressentimento dos “ativistas políticos” e de setores do Ministério Público que se opuseram à construção dos viadutos.

Mas valeu cada centavo do dinheiro público investido na obra; valeu o desconforto causado durante a sua construção; valeu até o aprendizado político conseguido ao longo do desgastante embate travado com alguns conhecidos e contumazes opositores da cidade.  Entre os fortalezenses que usam diariamente aquela área, o sentimento agora é de alívio e de vitória. Afinal, sofremos um ano com os transtornos provocados pelas obras, mas teremos a vida toda para usufruir dos seus benefícios.

Concebido para eliminar um dos grandes gargalos do trânsito de Fortaleza, os viadutos começam a impactar positivamente a qualidade de vida da população, além de um expressivo ganho ambiental. Com a entrada em operação dos viadutos, os seis semáforos instalados no local começam a ser retirados neste fim de semana, facilitando a rápida circulação dos mais de 70.000 automóveis e dos 300 coletivos que transportam aproximadamente 180.000 passageiros por dia, permitindo que, no horário de pico, o tempo médio gasto na área caia de 30 para 3 minutos. Se esses dados não fossem bastante para justificar a construção dos viadutos, o ganho ambiental conseguido com o fim desse gargalo, por si só, compensaria essa ousada empreitada da administração Roberto Cláudio.

Segundo cálculo do eminente professor da UFC, Afrânio Craveiro, em artigo publicado neste Blog, em 12 de agosto de 2013, a sua construção evitará a nada desprezível emissão diária de quase 50 toneladas de CO2, número infinitamente superior à capacidade de captura efetuada por algumas dezenas de castanholeiras sacrificadas.

Mas, seguramente, os ganhos mais expressivos terão as dezenas de milhares de passageiros dos transportes coletivos que circulam pelo corredor expresso que liga os terminais de Antônio Bezerra ao do Papicu. Com uma extensão de 17,4 Km, seus usuários, além dos benefícios ambientais, serão contemplados com significativo ganho de tempo, pois farão o percurso em um espaço de tempo até 40% menor, com ganhos expressivos em suas qualidades de vida.