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Acrísio Sena: Equipamentos da Coelce e da Oi prejudicam mobilidade do deficiente

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O vereador Acrísio Sena (PT) ocupou a tribuna da Câmara Municipal, nesta quarta-feira, para protestar contra as caixas de medição, fios e postes da Coelce, além de orelhões da Oi que, conforme ele, estão prejudicando a mobilidade de pessoas com deficiência. “Alguns destes equipamentos representam hoje uma dificuldade a mais na vida das pessoas com deficiência, principalmente cadeirantes e com problemas visuais, e precisam se adaptar às leis de Uso e Ocupação do Solo e ao Código de Obras e Posturas”, alertou o petista.

O número de telefones públicos, os populares “orelhões”, vem sendo reduzido drasticamente com o advento da telefonia celular. Em 2007 eram 22.796. Hoje são pouco mais de 10 mil. Uma redução de mais de 50%. Segundo Acrísio, boa parte deles não funciona, não são consertados, são alvo de vândalos e ainda viram sucata, complicando a mobilidade. “Poucos são, aliás, os orelhões adaptados para pessoas com deficiência”, ressaltou.

Por sua vez, a COELCE também vem atrapalhando a vida de pessoas com deficiência motora e visual. “São centenas de anéis preenchidos de barro e cercados de concreto ao redor de postes, construídos para evitar tombamentos em Fortaleza, ocupando irregularmente o espaço público, causando poluição visual e impedindo o livre transitar nas calçadas pelos pedestres”, denunciou o petista.No caso de calçada estreita, as defensas ocupam parte do passeio público. Quem é cadeirante não consegue passar.

Há ainda o problema dos medidores externos instalados nos muros das residências e comércios. As caixas representam insegurança para quem anda na calçada e para proprietários de imóveis. Até porque elas são instaladas de 1,40 metro a 1,50 metro do chão, segundo a Norma Técnica 001/2012 da empresa, podendo resultar em colisão dos transeuntes, notadamente se forem pessoas com deficiência. Isso sem falar nos fios de alta tensão soltos ou rebaixados, por conta da ação de vândalos ou ladrões, colocando a vida das pessoas em risco.

“Vários trechos de piso tátil são interrompidos, sem aviso, por orelhões, postes e caixas”, completou Acrísio. Os reforços dos postes muitas vezes se apresentam quebrados, com ferros e pedaços de cimentos aparentes, e acabam virando suporte para colocação de lixo. O piso tátil serve para orientar pessoas com deficiência visual, ou cegas, dando autonomia e segurança para essas pessoas transitarem pela cidade.”

(Com Site da Câmara Municipal)