Blog do Eliomar

Dnocs em ritmo de esvaziamento

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cassioborges

Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira (8):

A Associação dos Servidores do Dnocs (Assecas), por meio do seu associado Cássio Borges, manda a seguinte nota para a Vertical:

Li nota, nesta Coluna, sob o título “Casa fantasma” na qual você faz referência a um imóvel do Dnocs (não é da Assecas) em estado de abandono e se deteriorando na avenida Bezerra de Menezes. Ainda me admira o suntuoso prédio do Dnocs, na avenida Duque de Caxias, não estar na mesma situação. Como utilizar e ocupar essas edificações se o órgão não dispõe mais de pessoal suficiente nem mesmo para manter o mínimo de suas atividades técnico/administrativas?

Para você ter uma ideia, a Cogerh tem mais de 700 funcionários para exercer uma única atividade que é o “monitoramento dos açudes existentes no Estado”. Para essa atividade, no Ceará, o Dnocs dispõe (acredite) de apenas dois engenheiros e três servidores técnicos/administrativos. Além dessa atividade, o órgão tem sobre si a operação e manutenção dos seus 326 açudes e de 15 perímetros de irrigação em todo o Nordeste, sem falarmos na importante atividade que é a piscicultura, etc. etc. Para tudo isto, o Dnocs dispõe de 1.620 funcionários. Em outras palavras, o que a Cogerh, a Secretaria de Recursos Hídricos e a Sohidra fazem no Ceará, o Dnocs faz em todo o Nordeste com apenas, repito, 1.620 servidores.

A sua nota foi oportuna, porque a sociedade cearense e a nordestina têm que saber desta nua e crua verdade.