Blog do Eliomar

Camilo e RC poderão encontrar resistência no Senado para liberação de empréstimos internacionais

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (13):

Aviso aos navegantes: fontes em Brasília garantem que se tornou bastante improvável a liberação dos empréstimos internacionais para bancar obras públicas. Quanto mais se aprofunda a crise econômica, mas difícil será aprovar a liberação dos empréstimos, mesmo que estados e prefeituras tenham boas condições para se endividar e pagar. Esse ponto se relaciona com decisões técnicas do Ministério da Fazenda. Há outro obstáculo político que não deve ser descartado. A última instância para a liberação dos empréstimos é o Senado. No caso do Governo do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, haverá resistências. No caso, por parte do senador Eunício Oliveira (PMDB), cada vez mais influente na Casa.

Governo do Estado está ansioso pelo empréstimo do Acquario. O processo burocrático emperrou e ainda será preciso ser aprovado pelo Senado. O prazo, que se encerra em novembro, está ficando curto. A propósito, o Estado é capaz de erigir uma estátua para quem conseguir emplacar um projeto de privatização desse equipamento encravado na Praia de Iracema. Já a Prefeitura de Fortaleza deu o primeiro passo ao aprovar o empréstimo de 250 milhões de dólares junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) que serão aplicados em infraestrutura. Até aí, tudo bem, mas ainda falta o aval do Governo Federal e do Senado.

No âmbito do Governo do Estado, não é apenas o Acquario que precisa de financiamento internacional para que suas obras possam prosseguir. Em agosto passado, o secretário da Fazenda do Ceará (Sefaz), Mauro Filho, afirmou manter a expectativa de que Ministério da Fazenda daria o aval para liberar nada mais, nada menos que R$ 1 bilhão (no câmbio da época) para o Ceará. Vejam a lista de ações: US$ 105 milhões do Acquario Ceará, US$ 100 milhões do Proares III, US$ 140 milhões para a saúde, US$ 65 milhões do Profisco e, por fim, US$ 200 milhões para o Cinturão das Águas. Esta última obra está quase que totalmente parada.