Blog do Eliomar

E não é só MP de São Paulo que faz das suas…

Essa é da revista Carta Capital. Aborda um tal de Bakunin, que surgiu como o cabeça que vem influenciando os black blocs do Rio e mundo afora. Confira:

Está coberta de razão a polícia do Rio ao se mobilizar, por determinação judicial, para a captura do suspeito Bakunin, de prenome não sabido e suposta nacionalidade estrangeira, criatura reconhecidamente de alta periculosidade, bastando para isso uma rápida consulta à sua folha corrida de anarquista, inimigo das instituições, da fé e da família, com vasta literatura publicada em prol de seus propósitos subversivos.

Embora não exista registro material, fotográfico ou documental de sua presença efetiva nas recentes ações de baderna, depredação e vandalismo na cidade do Rio ou em outros focos de insurgência no rastilho dos protestos que pipocam no País desde junho do ano passado, o citado Bakunin goza de notória proeminência intelectual entre os militantes do chamado coletivo Black Bloc, sendo sistematicamente citado pelos ditos-cujos nas conversas telefônicas interceptadas pelos afiados ouvidos da Lei. Não cabe às autoridades senão dar fim à nefasta ação desse indigitado elemento. Citado no inquérito de mais de 1,2 mil páginas finalmente liberado para os advogados dos 23 acusados, Bakunin ainda não foi indiciado. Está foragido.

Consta que certo Mikhail Bakunin, de cidadania russa, faleceu em seu exílio em Berna, na Suíça, a 1º de julho de 1876, aos 62 anos, e por lá estaria bem morto e enterrado, mas sempre convém desconfiar das dissimulações e artimanhas desses notórios agentes da desordem. Tal Bakunin se dizia “filósofo”, o que denuncia, obviamente, sua indisposição para o trabalho e para a vida social num quadro de normalidade, como é também o caso, está comprovado nos autos judiciais, de seus discípulos cariocas, mesmo aqueles que se intitulam “advogados” ou “universitários”.

O mencionado Bakunin investiu-se de tamanho menosprezo pelos fundamentos da sociedade que achava meio careta aquele seu contemporâneo alemão igualmente barbudo e pretensamente revolucionário chamado Karl Marx. Se Marx ansiava por transformar o Estado com a energia vital do proletariado, para Bakunin o Estado tinha de ser pura e simplesmente aniquilado (leia quadro).

Como é nas redes sociais que muito da ação política – e também um inútil blá-blá-blá – se desenvolve hoje em dia, seria fatal que esse obscuro episódio viesse a repercutir no Facebook. Um “Bakunin Suspeito” criou seu perfil, anunciando-se, em despiste manhoso, “personagem fictício”. Felizmente as forças da Ordem estão atentas. Apresenta-se assim o personagem: “Sou suspeito de uma acusação no Rio de Janeiro, resolvi fazer melhor que Jesus, estou voltando dos mortos para responder esse pessoal”. Este “Rio de Janeiro” denuncia um forasteiro à Cidade Maravilhosa (lá se diz Rio, simplesmente), a menção ao Cristo só podia vir de um herege e a intenção de provocar a Justiça é cristalina. Até a quarta-feira 6, o perfil já tinha mais de 20 mil likes.