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Ednilton Soàrez – Hora de apostar em Temer

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O  diretor-geral das Instituições Educadoras 7 de Setembro e diretor do Beach Park, Ednilton Soares, esteve, nessa quinta-feira, falando no Ciclo de Palestras do IBEF, no Marina Park Hotel. Confira um bate-papo rápido com ele sobre cenários.

1 – Há muitas dúvidas para o ano de 2016 em relação à economia do País, qual a sua expectativa para o cenário havendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff e não havendo o impeachment?

ES – Com impeachment ou sem impeachment o ano de 2016 vai ser sacrificado. O que poderá mudar é a expectativa. Com a presidente Dilma não existe mais nenhuma esperança, ela perdeu totalmente o poder de liderar qualquer mudança. Alguns ajustes profundos precisam ser feitos. É possível que o vice-presidente Temer consiga fazer um governo de alianças e possa também trazer mais segurança aos empresários. O Brasil precisa de reformas e esperança. Foram cometidos muitos erros. Mesmo corrigindo os mesmos, o resultado só vem a médio prazo.

2 – A crise econômica afetou o setor de educação? Houve estratégias específicas criadas pelo Grupo 7 Setembro para este momento?

ES – Nos Colégios não afetou. De 2015 para 2016 até tivemos um pequeno crescimento nas matrículas, mas na Faculdade tivemos que adiar o campus da Imperador. A crise do Brasil e do Fies atingiu os possíveis candidatos que ficaram mais temerosos de contrair dívidas. Em educação não existe estratégias a curto prazo. Tudo deve ser feito a médio e longo prazos.

3 – As crises costumam ser cíclicas, o senhor percebe o empresariado preparado para esse tipo de cenário?

 

ES – O grande problema é que sabemos que são cíclicas, mas não sabemos se o ciclo é curto ou longo. Além da extensão do ciclo temos que pensar na intensidade da mesma. Crise  é profunda ou mais superficial? Ser empresário no Brasil exige muito jogo de cintura.

4 – Quais os principais gargalos do empresariado cearense, hoje?

 

ES – No momento, sem dúvida é o crédito. Tenho ouvido muita queixa que os bancos estão muito exigentes. Tanto os bancos oficiais quanto os particulares.

6 – O IBEF-CE completa 30 anos em 2016. Qual a sua avaliação da Instituição? Como o senhor avalia o papel das entidades de classe em geral?

ES – O Ibef-CE tem desempenhado muito bem seu papel neste 30 anos. Traz sempre ao debate problemas que afligem os executivos financeiros. Cada dia é um novo desafio. Afinal ser executivo nesta área exige muito equilíbrio, daí o prêmio da categoria ser “O Equilibrista.

(Colaboração – Lena Ximenes)