Blog do Eliomar

A Uber e o fato consumado

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (7), pelo jornalista Érico Firmo:

Sobre a polêmica acerca da Uber em Fortaleza, a coluna comentou, na quarta-feira, 4, proposta do vereador Eulógio Neto (PDT) de proibir o serviço. Na prática, a Prefeitura já trata como se ilegal fosse. A esse respeito, procurou a coluna o vereador Ronivaldo Maia (PT). Ele critica o modus operandi da multinacional. Ronivaldo critica o fato de a empresa chegar como fato consumado, sem diálogo prévio com o poder público.

“É esperteza, para dizer o mínimo”. Enquanto se trava debate sobre haver regulação estatal ou não, o serviço vai sendo prestado. O parlamentar refuta a ideia de que os negócios possam funcionar “na base do cada um faz o que quer”. “Tem regra para abrir lanchonete e não tem para uma multinacional funcionar em nossas cidades?”, indaga.

Ronivaldo apresentou proposta não para proibir a Uber, como quer Eulógio e como a Prefeitura tem feito. Pretende regulamentar serviços de transporte via aplicativos. A própria Uber defende. O vereador propõe, por exemplo, que o serviço dependa de registro e autorização da Prefeitura. E que dados dos motoristas sejam abertos às instâncias de fiscalização. Isso é ótimo. O projeto não prevê, mas Uber precisa também pagar impostos.

É uma nova realidade, transformada pela tecnologia. O poder público precisa se adaptar à mudança do mundo. Mas a empresa também precisa se adequar a regras de onde atua.