Blog do Eliomar

A Fortaleza que temos e a Fortaleza que queremos

Em artigo no O POVO deste sábado (4), o jornalista Ítalo Coriolano avalia o debate que deverá dominar as campanhas à Prefeitura de Fortaleza. Confira:

Junho chegou trazendo um quadro praticamente consolidado para a disputa pela Prefeitura de Fortaleza. Oito nomes estão colocados, a maioria com peso suficiente para transformar essa campanha na mais disputada dos últimos tempos.

O atual prefeito Roberto Cláudio (PDT) buscará reeleição, tendo como adversários sua antecessora Luizianne Lins (PT), os deputados Capitão Wagner (PR), Heitor Férrer (PSB), Tin Gomes (PHS), Renato Roseno (Psol) e Ronaldo Martins (PRB), e o advogado Dimas Oliveira (Rede). Para além dos perfis, contudo, é necessário ressaltar que cidade estará em debate nos próximos meses.

A saúde deverá ganhar papel central. Ao longo da última década, a Capital ganhou importantes equipamentos, como postos, UPAs e um hospital voltado para mulheres. Entretanto, o atendimento continua sendo um gargalo, diante da falta de médicos e escassez de remédios. CAPs e Frotinhas estão sucateados. A educação, por sua vez, voltará a ocupar espaço relevante nos discursos dos candidatos. Nossa Cidade teve avanços nas últimas gestões: anexos foram desativados, escolas construídas, a merenda deu um salto. No entanto, a qualidade do ensino ainda deixa a desejar.

A mobilidade urbana é o eixo em que as conquistas são mais visíveis. Desde o governo Juraci Magalhães que a evolução é clara, com a criação dos terminais. Depois se seguiram a manutenção da tarifa de ônibus a preços módicos, Transfor, tarifa social, Bilhete Único, corredores exclusivos e a recente rede de ciclofaixas e bicicletas compartilhadas. Ao mesmo tempo, ônibus permanecem lotados, a integração com o metrô não se efetivou e as opções de modais na periferia ainda são limitadas.

É na limpeza, porém, que se observam retrocessos. Mudanças na legislação não deram o resultado esperado, sendo necessária a criação de novas estratégias para lidar com tanta sujeira. Basicamente, é em cima desses avanços e desafios que os concorrentes ao Paço precisam se debruçar. Mostrar como manter conquistas e superar problemas, sem recorrer a propostas mirabolantes e em sintonia com a nova realidade política que se impõe.