Blog do Eliomar

Vereador do PT defende gestão Luizianne Lins

31 2

Com o título “O padrão moral de um franco atirador”, eis artigo do vereador petista Ronivaldo Maia, em resposta ao artigo do professor João Arruda, assessor municipal que, neste Blog, fez comparações da gestão de Luizianne Lins (PT) com a do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).Confira:

A desonestidade intelectual tem sido a tônica das intervenções do professor João Arruda na imprensa local. Esse é o “padrão moral” de seus textos, para usar a expressão utilizada pelo próprio ao tentar, mais uma vez, desconstruir o legado da gestão Luizianne Lins à frente da Prefeitura de Fortaleza.

Em oito anos de administração petista, a educação municipal vivenciou conquistas históricas. Os alunos da rede pública municipal passaram a receber fardamento completo; a educação em tempo integral atendia quase 27 mil alunos; havia excelência na qualidade nutricional da merenda escolar; a rede de creches foi ampliada de 55 unidades (em 2005), para 139 (em 2012); mais de 50 laboratórios de informática foram reequipados e outros 240 foram construídos; os professores tiveram ganho real de 80% acima da inflação entre 2005 e 2011, além dos planos de cargos, carreira e salários; 900 novas salas de aula foram construídas; 80 novas escolas foram criadas – 31 das quais no padrão MEC – e outras 287 foram reformadas e ampliadas; e quase 70 novas bibliotecas foram colocadas em funcionamento.

Nas demais áreas da administração, também houve inúmeros avanços, resultado dos esforços republicanos de um governo que trouxe consigo a marca petista de trabalhar por uma sociedade mais justa e por uma cidade menos desigual. Essa preocupação com a população mais humilde, aliás, é também uma das características do governo Camilo Santana, também petista e em relação a quem, portanto, o “professor” deve ter várias ressalvas, na medida em que ataca publicamente o “padrão moral” do nosso partido.

Já em relação à gestão Roberto Claudio, o que se vê na “nova realidade” da educação municipal, ao contrário do ufanismo extravagante de Arruda, é o fim da integralidade no atendimento das creches, a desativação de bibliotecas e laboratórios de informática, desarticulação de fóruns e conselhos, merenda escolar incompleta e de qualidade cada vez mais precária, contra-turno sem atividade curricular, alunos que deixaram de receber o fardamento, carência de profissionais, falta de transparência nos dados de avaliação da educação e por aí em diante.

Some-se a isso o panorama de completa degradação pelo qual passam os serviços públicos nas demais áreas. Pessoas são atendidas no chão do IJF; não há médicos nem medicamentos nas UPAS e nos postos de saúde; a rede de assistência social foi completamente desestruturada; as políticas públicas de cultura retrocederam; os CAPS ficaram à míngua; os alagamentos voltaram a fazer parte do cenário urbano durante a quadra chuvosa; a limpeza urbana tornou-se um verdadeiro ultraje aos fortalezenses (o que, entre outras graves consequências para a saúde pública, fez disparar em nossa cidade os casos de doenças como a dengue, a zica e a chikunguya). Isso para citar apenas alguns exemplos do “padrão moral” do atual prefeito no trato com a Cidade.

Arruda poderia comentar, num próximo artigo, o enorme salto no número de cargos comissionados na estrutura administrativa da prefeitura, estatística que o “professor” diligentemente esqueceu de citar. O que é compreensível, afinal ele nunca se apresenta em seus artigos como aquilo que efetivamente é: um “aspone” da atual prefeitura de Fortaleza, de quem recebe generosos R$ 16 mil de salário para não prestar absolutamente nenhum serviço de relevância à Cidade. Em outras palavras, trata-se de um “assecla” do prefeito Roberto Cláudio, em nome de quem e a soldo do qual atua como franco atirador em blogs e jornais, falseando números e distorcendo estatísticas.

Se talvez se dispusesse a percorrer a Cidade, a ultrapassar os limites urbanos e sociais que separam ricos e pobres em nosso município; se tivesse a honestidade de encarar e discutir a realidade que Roberto Claudio quer esconder por meio de pesadas campanhas publicitárias e obras mambembes que não passam de “maquiagem” eleitoreira, o “professor” poderia verificar qual é efetivamente o tamanho do estrago que a atual gestão está promovendo em nossa periferia e em desfavor de nosso povo mais humilde.

*Ronivaldo Maia,

Vereador do PT.