Blog do Eliomar

Por uma questão de Justiça

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (28):

Em meio ao show de horrores, as virtudes não devem jamais ser esquecidas. Da parte que cabe ao Ceará, a Lava Jato enviou para investigação a suposta formação de cartel para a modernização do estádio Castelão. No rol de delações, falou-se que a obra foi alvo de combinação de preços para que a concorrência beneficiasse membros do fechado clube de empreiteiras.

Bom, foi um raro caso de combinação que deu com os burrinhos n’água. Na petição do ministro Edson Fachin, enviada ao Ceará, consta que um executivo da Odebrecht relatou um “acordo entre empresas do Grupo Odebrecht e Carioca Engenharia a fim de frustrar o caráter competitivo” da licitação.

Estaria no rol das normalidades verificadas nas bandalheiras nacionais se uma ou outra tivessem ganhado a licitação, feito a obra e conseguido elevar o preço final à estratosfera. Nada disso. Deu-se um fato raríssimo. Fez-se uma licitação com valor inicial de R$ 623 milhões, mas o custo final foi de R$ 518 milhões.

Foi o oposto do que ocorreu com todas as outras 11 arenas. Milagre? Também não. Por obra e graça do então secretário Ferruccio Feitosa, o Castelão foi a primeira arena a ser entregue e tudo sem que houvesse nenhum aditivo financeiro ao contrato. Nenhum.