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Faltam mecanismos para coibir violência contra mulher na Internet, dizem especialistas

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher promoveu debate sobre a violência contra mulheres nas redes sociais e os novos tipos de crimes que são praticados, como a exposição pública de dados e da intimidade. O caso da professora Lola Aronovich, autora do blog Escreva Lola Escreva, que tem mais de 13 milhões de acessos, foi o exemplo discutido.

Desde 2011, Lola tem sido alvo de difamação digital e ameaças. Ela já registrou onze boletins de ocorrência, mas acredita que falta capacitação dos agentes de segurança pública para lidar com o problema. “Na hora da escrivã assinar, ela chama um escrivão homem, porque ela sabe que se ela assinar, também vai ser perseguida. Eu só consegui abrir um inquérito agora, depois de cinco anos da primeira ocorrência, e isso não quer dizer absolutamente nada, porque eu não acho que está tendo alguma investigação”, lamentou.

No Brasil, são 117 milhões de usuários ativos no Facebook, Instagram e Messenger, sem contar as demais redes sociais. A Gerente de Políticas Públicas do Facebook, Mônica Rosina, apresentou as políticas de proteção à privacidade dos usuários e garantiu que todas as denúncias são analisadas.

Mas a Chefe da Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal, Diana Calazans, afirmou que a legislação brasileira tem brechas que dificultam o trabalho de investigação, como a proibição de divulgação dos logs de acesso (IP do computador, data e hora de acesso), prevista no Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14). Ela alertou para a ausência de previsão legal da misoginia, como crime de ódio, o que impossibilita a atuação pela Polícia Federal, que não pode investigar crimes contra indivíduos.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) discordou. “Uma postagem expondo uma mulher chega a milhares de pessoas, portanto, as redes sociais exigem um novo tipo de interpretação. Elas são redes, então, as vítimas são todas as mulheres. A competência das investigações é da Polícia Federal”, defendeu.

A Ong Safernet tem um serviço de orientação para meninas e mulheres vítimas de violência on-line. De acordo com a coordenadora do projeto, Juliana Cunha, a organização já recebeu mais de 500 mil denúncias, em 11 anos. Qualquer pessoa pode denunciar atos de difamação ou intimidação por meio do site www.denuncie.org.br, ou pedir orientação pelo www.canaldeajuda.org.br.

(Agência Câmara Notícias)

Obrigar trabalhador a cantar o hino nacional como punição gera indenização

Obrigar um funcionário a cantar o hino nacional como forma de punição por atraso gera indenização por danos morais. Com esse entendimento, a 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou uma empresa do setor de café a indenizar um vendedor, considerando que foi imposta ao trabalhador uma atividade alheia àquelas para as quais foi admitido e sequer relevante para sua função. A informação é do site consultor Jurídico.

O auxiliar de vendedor considerava humilhante cantar o hino em frente aos colegas e disse que era motivo de chacota quando errava a letra. O Tribunal Regional do Trabalho, com base na prova oral, confirmou essa versão dos fatos. Uma das testemunhas disse que o viu cantar o hino com outro colega, também atrasado, e outra afirmou que a prática, já suspensa, foi instituída por um supervisor e admirador do hino, que escolhia os mais atrasados ou com menor desempenho para “puxar” o canto.

Citando casos semelhantes envolvendo a mesma empresa, o TRT entendeu que não se tratava da exaltação de um símbolo nacional, mas da “utilização de um suposto respeito cívico apenas para punir os empregados”. Concluindo pela ilicitude do ato, a corte deferiu indenização de R$ 3 mil.

No recurso ao TST, a empresa argumentou que cantar o hino nacional “não pode ser considerado como circunstância de trabalho degradante”. Mas, para o relator, ministro Brito Pereira, a exposição do trabalhador a situação degradante, obrigando a praticar uma atividade alheia à que desempenhava, configurou assédio moral.

Decisão do STF sobre ensino religioso pode desorganizar gestão das escolas

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar o ensino religioso de natureza confessional nas escolas públicas pode aumentar o número de escolas que oferecem aulas de religião destinadas a uma crença específica e desorganizar a gestão das escolas, segundo especialistas.

De acordo com o questionário da Prova Brasil de 2015, respondido pelos diretores das escolas brasileiras, cerca de 3% das escolas aplicam o modelo confessional. “É difícil dizer se esta decisão causará aumento das aulas confessionais, mas é razoável esperar que sim, já que houve comemoração por parte de grupos de interesse após a decisão”, diz o diretor de Políticas Públicas do movimento Todos Pela Educação, Olavo Nogueira.

Nesse mesmo questionário, 37% dos diretores indicam que aulas de religião são obrigatórias em sua escola e 55% apontam que não há outra atividade prevista para os alunos que optam por não participar das aulas de religião, que são facultativas. “Então é plausível inferir que o risco de aprofundar uma perigosa relação entre a escola e grupos religiosos existe”, avalia Nogueira.

O coordenador-geral do Fórum Nacional Permanente de Ensino Religioso (Fonaper), Elcio Cecchetti, diz que a decisão do STF vai gerar um caos na organização interna das escolas e dificultar os processos pedagógicos. “Isso pressupõe contratar vários professores de vários credos, alocar diferentes espaços nas escolas, que já não há suficiente”, diz.

Para Cecchetti, a decisão é um retrocesso e coloca em cheque todo o esforço realizado nos últimos anos na busca de uma escola que promovesse o dialogo entre crenças e opiniões divergentes. “Não cabe mais, no contexto atual, da diversidade de crenças que nós temos na sociedade e de avanço na consolidação de uma escola laica plural e inclusiva, legitimar agora o ensino doutrinário ou de uma perspectiva religiosa exclusivista”.

Na última quarta-feira (27), o STF julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade na qual a Procuradoria-Geral da República pedia para estabelecer que o ensino religioso nas escolas públicas não fosse vinculado a uma religião específica e que fosse proibida a admissão de professores na qualidade de representantes das confissões religiosas. Por maioria dos votos (6 a 5), os ministros entenderam que o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras pode ter natureza confessional, ou seja, vinculado às diversas religiões.

Segundo a decisão, o ensino religioso nas escolas públicas deve ser estritamente facultativo, sendo ofertado dentro do horário normal de aula. Fica autorizada também a contratação de representantes de religiões para ministrar as aulas. O julgamento não tratou do ensino religioso em escolas particulares, que fica a critério de cada instituição.

(Agência Brasil)

Assis Cavalcante é consenso para presidente da CDL Fortaleza

O coordenador da Ação Novo Centro que promove o Natal de Luz, Assis Cavalcante, é o nome de consenso para presidir a CDL-Fortaleza, em eleição que ocorrerá agora em outubro.

Há 40 anos à frente da Ópticas Visão, Assis Cavalcante é advogado por formação e ingressou no ramo comercial aos 13 anos de idade. Aos 16 anos, ainda na adolescência, já era gerente de uma loja de óptica.

Brasil entra com recurso na OMC contra decisão sobre subsídios à indústria

A Organização Mundial do Comércio (OMC) informou que o Brasil entrou com recurso contra decisão do organismo internacional questionando subsídios à indústria nacional, entre eles os estímulos ao programa Inovar-Auto. O relatório da OMC sobre a decisão foi divulgado no dia 30 de agosto. O processo contra os subsídios brasileiros foi iniciado pela União Europeia e Japão. Segundo comunicado no site da OMC, os recursos à entidade devem ter base na lei, trazendo, por exemplo, interpretação de dispositivos legais, e não podem rediscutir questões já estabelecidas pelo painel que analisou o caso.

Cada recurso é avaliado por três membros de uma comissão permanente de análise de apelações. Geralmente, essa comissão tem até três meses para concluir seu relatório. A OMC divulgará nos próximos dias os detalhes dos argumentos apresentados pelo Brasil.

O governo brasileiro trabalha em uma nova política automotiva para substituir o Inovar-Auto, batizada de Rota 2030. O novo programa, que entra em vigor em janeiro de 2018, deverá conceder estímulos iguais à indústria nacional e a importadores, a fim de não suscitar questionamentos na OMC.

(Agência Brasil)

A democracia é maior do que a crise

Editorial do O POVO neste sábado (30) avalia declaração do ministro Marco Aurélio que o Brasil vive uma “crise institucional”. Confira:

Que o Brasil vive uma crise grave não há dúvida alguma e qualquer pessoa pode observar facilmente, dando uma passada de olhos em qualquer meio de comunicação. Os assuntos dominantes dos noticiosos são confrontos políticos, prisões e acusações de corrupção, que atingem um número sem precedentes de empresários, parlamentares e integrantes do governo. Para fermentar ainda mais esse caldo venenoso, recentemente um general da ativa resolveu reviver o fantasma de um golpe militar, que foi imediatamente rechaçado pela consciências democráticas do País.

De qualquer modo, ouvir de um magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) que o Brasil vive uma “crise institucional” causa preocupação. Foi o que disse o ministro Marco Aurélio, do STF, acrescentando que a crise é grave, mas que será “suplantada, porque nossa democracia veio para ficar”.

O ministro deu a declaração depois de a Primeira Turma do STF ter decidido, por três votos a dois, pelo afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato e determinado o recolhimento noturno em sua residência. Marco Aurélio votou contra a decisão.

A medida, determinada pela Primeira Turma, pôs em campos opostos ministros do STF e provocou atrito com o Senado Federal, que sentiu-se usurpado de suas funções. Para alguns ministros, a medida equivale a uma prisão – o que somente poderia ser realizada com autorização do Senado; para outros, o “recolhimento noturno” é medida diversa da prisão, conforme estabelece o Código Penal.

Mas, se a crise é constitucional ou não, há divergência entre juristas e estudiosos do assunto.

Para alguns juristas, as instituições estão em pleno funcionamento, como é o caso do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, que continuam a trabalhar sem interferência em suas funções. Segundo outros especialistas, existem situações demonstrando que as instituições vêm perdendo legitimidade, apontando, inclusive, o conflito entre os poderes como agravante.

Sendo uma crise institucional ou não, fiquemos com as palavras do ministro Marco Aurélio: “Que reine, acima de tudo, o entendimento em prol da democracia. (…) Que prevaleça a ordem jurídica, a Lei Maior do País, que precisa ser um pouco mais amada pelos brasileiros em geral, que é a Constituição Federal”.

Carol Bezerra anuncia parceria União-Prefeitura pró-crianças em risco de vulnerabilidade

A primeira-dama de Fortaleza, Carol Bezerra, anunciou que está fechada a parceria do programa municipal “Cresça com seu Filho” com o programa federal “Criança Feliz”.

O programa “Cresça com o seu Filho” acompanha o desenvolvimento de crianças em risco de vulnerabilidade social, com idades de 0 a 3 anos.

Inédito no Brasil, o programa foi lançado há três anos e recebe acompanhamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Ministério da Saúde.

Já o programa “Criança Feliz”, de iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, foi lançado em outubro do ano passado e acompanha o desenvolvimento de crianças de até 3 anos.

(Foto – Arquivo)

Arce fiscaliza usinas eólicas até novembro

A Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) fiscaliza até o dia 17 de novembro as Usinas Eólico Elétricas (UEE). Serão avaliadas as usinas de Mundaú, Parque Eólico de Beberibe, Eólica Paracuru, Volta do Rio, Guajiru, Faísa IV e Fleixeiras I.

A ação, que tem como objetivo avaliar a performance das geradoras em operação, principalmente em termos de energia efetivamente gerada (EEG) ou geração comercial, segue o novo formato adotado pela Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração (FSG) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com a nova metodologia, as fiscalizações serão feitas em campanhas com objetivos específicos, buscando simplificar o processo e tendo como base a análise do comportamento do regulado. Com isso, espera-se elevar o potencial energético. O foco de cada campanha é escolhido pela Aneel, conforme os dados técnicos das geradoras e, após essa verificação, a Agência Nacional repassa para a Arce os detalhes da fiscalização, juntamente com a lista dos empreendimentos que passarão pelo crivo dos analistas.

A campanha está baseada em três níveis: monitoramento, ações à distância e ação presencial (Arce). Na última segunda-feira, dia 25, a Arce já começou a verificar itens que compõem o segundo nível ou seja: o de “ações à distância”. Tais itens consistem em atividades de fiscalização à distância centradas na investigação dos pontos de maior risco técnico-regulatório relativo à conformidade esperada, contando com avaliação de dados adicionais em maior detalhe que os da primeira etapa de monitoramento (já feita pela Aneel).

Segundo o analista de regulação Dickson Araújo, que está á frente da ação, foram encaminhados ofícios às geradoras, solicitando informações específicas para análise da Agência, dentre as quais lista-se: fator de capacidade da usina, deficit ou superavit de energia gerada e o índice de disponibilidade eólica da localidade.

“As usinas para as quais foram enviados ofícios têm até dia 6 de outubro (quarta-feira) para encaminhar as informações solicitadas. A partir daí, as manifestações serão analisadas, até o dia de 20 de outubro, pela Coordenadoria de Energia da Arce”, informou Dickson, que adianta que, após a análise inicial, poderão ser emitidos Dossiês ou Relatórios de Fiscalização, até o dia 17 de novembro.

Após a emissão do relatório, a Agência Cearense definirá quais usinas seguirão para o terceiro nível, que é a ação presencial, com foco na busca de evidências durante os trabalhos de fiscalização de campo.

(Arce)

Teto do funcionalismo será discutido com representantes da magistratura e do MP

A Comissão Especial sobre Teto Remuneratório do Funcionalismo Público (PL 6726/16) vai se reunir, na próxima terça-feira, para discutir o tema com representantes da magistratura e do Ministério Público (MP).

O deputado Rubens Bueno (PPS/PR), que é relator do projeto na comissão e solicitou o debate, argumenta que a matéria é tão complexa que os órgãos de controle externo da magistratura e do MP expediram regulamentos discrepantes sobre o tema, e por isso ele precisa ser debatido com representantes da área.

(Agência Câmara Notícias)

O Homem dos Talentos

Em artigo no O POVO deste sábado (30), o médico, antropólogo e professor universitário Antônio Mourão Cavalcante nos homenageia pelos 10 anos de Blog. Grato. Confira:

A Parábola dos Talentos parece reconhecer que não nascemos iguais. Alguns recebem mais que outros e, em causa, serão cobrados de forma distinta. Mas, ao longo da vida, é preciso descobrir onde se escondem esses dons.

De modo que superjovial e trepidante, ele adentra a Redação, solfejando música clássica, na altura que sua voz consegue. Na Redação, o clima muda: “Lá vem o Eliomar de Lima”. O ambiente se transforma em alegria. Seria um de seus talentos? A verificar.

Agora ele arranjou uma amante extremamente exigente que não lhe larga. Aliás, que lhe empurra do leito, ainda antes de o sol aparecer. É que deve sair correndo para o Aeroporto, onde circulam pessoas que lhe soltam informações preciosas. Autoridades que acabam soltando a manchete (furos!) para o jornal e o blog. No resto do dia, vai ser a mesma caçada.

Ele também tentou ser padre. Entusiasmo da adolescência. Provável que a rotina do claustro o entediou. A fé deixou raízes profundas em seu caráter. É um homem de convicções e profunda ética.

Eliomar vale por meia Redação. Um faro extraordinário. Sabe aquilo que dá repercussão. Aborda as questões que estão em voga, com os interlocutores mais adequados. Seja uma autoridade do alto escalão, seja o homem da rua. Tem uma imensidade de fontes. Está sempre checando com o olhar atento. Do futebol ao empresário. Da política à polícia.

Nessa tarefa de jornalista, jamais vamos encontrá-lo na Redação, chafurdando internet ou pacotes de release. Ele sempre vai onde as coisas estão acontecendo. Uma quase onipresença. Discreta. Confere tudo, daí nasce sua imensa credibilidade. “Rapaz, foi o Eliomar que disse, está no blog dele!” Vale como senha de respeitabilidade. Cria do O POVO – onde tem coluna e blog – comemora agora 10 anos de blog. Merece.

Por falar em talentos, ainda consegue ser um marido amoroso para dona Socorro e um pai exemplar para os filhos. A família, com certeza, sua maior riqueza.

Deveríamos outorgar-lhe o título de Conde da Parquelândia. Ou, para não fugir da parábola, o homem que soube honrar os talentos que Deus lhe deu.

VAMOS NÓS – O que dizer? Marejamos.

Mega-Sena tem prêmio de R$ 47 milhões neste sábado

O concurso 1.973 da Mega-Sena paga neste sábado (30) um prêmio de R$ 47 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal (CEF). O sorteio dos seis números ocorre às 20 horas, no Caminhão da Sorte da CAIXA, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

As apostas podem ser feitas em qualquer lotérica até as 19 horas. Os clientes com acesso ao Internet Banking CAIXA podem fazer as apostas na Mega-Sena pelo computador pessoal, tablet ou smartphone. Para isso, basta ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos.

O que segura um governo impopular

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (30), pelo jornalista Érico Firmo:

Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment com 9% de aprovação e Michel Temer (PMDB) não será afastado, mesmo com 3%. Isso ocorre por dois motivos: 1) A maneira como a impopularidade se expressa e 2) o fato de que a reprovação foi condição necessária, mas não foi a motivação para tirar Dilma.

Temer é alvo de desaprovação passiva. As pessoas não gostam do presidente nem de nada do governo dele, mas tampouco estão dispostas a qualquer coisa contra ele. É muito diferente da forma como se deu a desaprovação de Dilma. Ninguém está na rua para protestar contra o governo. Caso houvesse mobilizações de massa, nesse momento no qual a Câmara dos Deputados avalia a segunda denúncia contra o presidente, a situação poderia se complicar.

Não há protesto dos que se mobilizaram para derrubar Dilma e também reprovam o governo Temer. Mais que isso, também não tem protesto dos que defendiam o governo petista e foram contra o impeachment. Partidos de esquerda, sindicatos e movimentos sociais também não estão na rua contra o governo. Diante do presidente de maior impopularidade já medida, as ruas do Brasil estão silenciosas. Intrigante fenômeno. Isso é o primeiro aspecto.

O segundo ponto: Dilma não teria caído se não fosse tão impopular, mas a impopularidade, sozinha, não a derrubaria. As condições para que ela fosse afastada não se repetem com Temer, embora haja hoje mais motivos para impeachment do peemedebista do que havia em relação à petista.
Para tirar Dilma, foram determinantes a deterioração da economia, a perda de apoio político e a oposição dos meios empresariais. Essa equação foi fatal para a petista. Temer, por sua vez, mantém ambos os apoios e isso o tem blindado contra a rejeição popular.

Outro fator é conjuntural. A saída de Dilma tinha no vice, Temer, opção considerada segura pelos atores interessados no impeachment. Agora, a eventual destituição do presidente criaria cenário de incerteza, com eleição indireta.

Daqui a um ano, estaremos na semana da eleição. No meio político, mesmo quem defendia a saída do presidente parece convencido de que o mais simples talvez seja deixar o governo ir se arrastando enquanto a eleição do ano que vem não chega.

Morre a atriz Solange Badim

Morreu na noite dessa sexta-feira (30) a atriz Solange Badim, 53, vítima de câncer. A atriz estava internada no Hospital Badim, no Rio de Janeiro, desde o último dia 8.

Solange participou de produções da Rede Globo como as novelas Porto dos Milagres, Malhação e Salve Jorge, além de séries como A Diarista e Sob Nova Direção.

No teatro, participou das peças A Noviça Rebelde e As Bodas de Fígaro, entre outras. Era uma das produtoras da peça Lifting, uma Comédia Cirúrgica, estrelada por Ângela Rebello, Lorena da Silva, Drica Moraes e Luisa Pitta.

(Com Agências / Foto: Divulgação)

MPCE fiscaliza unidade de acolhimento e abrigo a mulheres, famílias em situação de rua e pessoas trans

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) realizou nessa sexta-feira (29) uma fiscalização no serviço de acolhimento e abrigo a mulheres, famílias em situação de rua e pessoas trans, na rua Oswaldo Aranha, 31, no bairro Parangaba.

Foram constatadas irregularidades que serão objeto de relatórios técnicos. A visita fez parte de um trabalho de acompanhamento dos equipamentos que atendem a população em situação de rua, verificando as condições, capacidade e adequação do imóvel, bem como o atendimento feito ao usuário.

Segundo a promotora Fátima Correia, todos os abrigos para pessoas em situação de Fortaleza serão fiscalizados. “Todos os nove abrigos serão visitados por nós. O nosso objetivo é verificar como as pessoas estão sendo atendidas, oferecendo um olhar mais sensível às necessidades de quem já está numa situação vulnerável e as irregularidades serão cobradas junto à Prefeitura de Fortaleza, pedindo agilidade e executando as medidas cabíveis para regularizar os problemas que forem encontrados”, disse.

O espaço para abrigar mulheres e famílias em situação de rua foi entregue em março de 2016, por meio da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Setra) de Fortaleza. A unidade conta com sala de atendimento, brinquedoteca, espaço de convivência, nove quartos, dez banheiros, seis lavanderias, refeitório, cozinha, almoxarifado, espaço de convivência, biblioteca e playground para as crianças. O equipamento oferece ainda os serviços de atendimento técnico especializado (psicológico e assistencial) e encaminhamento para a rede de serviços socioassistenciais.

(MPCE)

Comissão mista vota na terça-feira o relatório sobre medida provisória que altera o Fies

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 785/17 se reúne na terça-feira (3) para votar o relatório do deputado Alex Canziani (PTB-PR), que reformula o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), alterando as formas de concessão e pagamento e o modelo de gestão. A MP recebeu 278 emendas na comissão.

O texto altera seis leis que tratam do Fies. De acordo com o Ministério da Educação, o objetivo é evitar o risco fiscal e operacional. A medida também trata da adesão dos bancos, da constituição de um novo fundo garantidor e de novos sistemas de tecnologia de informação para a seleção e o financiamento; e cria o Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil (CG-Fies), incluindo como fontes de recursos para os fundos constitucionais do Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

O novo Fies será dividido em três modalidades e começa a vigorar em 2018. Na primeira, funcionará com um fundo garantidor com recursos da União e ofertará 100 mil vagas por ano, com juros zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de três salários mínimos. Nessa modalidade, o governo vai compartilhar o risco do financiamento com as universidades privadas, o que não ocorre atualmente.

(Agência Câmara Notícias)

G4 x Z4 – Vozão enfrenta o desespero do Luverdense neste sábado

As vitórias do Figueirense (1 a 0 Paraná) e do Goiás (1 a 0 ABC), na noite dessa sexta-feira (29), levaram o Luverdense para a zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro. Para deixar a incômoda posição na tabela de classificação, o time de Mato Grosso terá que vencer o Ceará, na noite deste sábado (30), a partir das 19 horas, no estádio Passo das Emas.

Para isso, o Luverdense aposta no histórico entre as duas equipes, que aponta três vitórias em três partidas no estádio Passo das Emas, a favor do time da casa. Para completar, o Ceará nunca marcou um gol, diante do adversário, fora de casa.

Indiferente ao desespero do Luverdense e do histórico desfavorável (o Ceará venceu apenas uma partida em seis confrontos), o Vozão também precisa da vitória para continuar na disputa pelo G4.

A equipe foi favorecida pela derrota do Paraná e, na terça-feira (3), abre a 28ª rodada, no Castelão, contra o Vila Nova, em partida que poderá definir os rumos do G4. Para isso, terá primeiro que derrotar o Luverdense, logo mais.

Na partida de ida, no Castelão, em junho último, o Ceará não passou de um empate em 1 a 1, diante do Luverdense, após vencendo desde o início da partida e permitir a reação do adversário (foto), a 15 minutos do final do jogo.

Vendas e segurança – Ônibus voltam a circular na General Sampaio

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Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (30):

Nem só de multar vivem a AMC e a Etufor. Atendendo aos apelos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), esses dois órgãos municipais decidiram fazer circular as linhas de ônibus que só passavam pela Avenida do Imperador e trazê-las também para a rua General Sampaio.

A medida foi tão satisfatória, que fez alguns comerciantes do trecho, prontos para passar o ponto em razão da falta de compradores , mudar de ideia.

A volta dessas linhas não só aqueceu o comércio da área, como ajudou no quesito segurança para os vendedores que não precisam mais, no fim do expediente, se deslocar para a Avenida do Imperador.

Há um outro dado: além de simples, essa providência não custou um só centavo para a Prefeitura.