Blog do Eliomar

O BNB não é moeda de troca

Com o título “O BNB é bem maior”, eis artigo de Rita Josina, presidente da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Ela reage contra informações dando conta de barganhas em torno do controle da Instituição. Confira:

O mês de dezembro começou com notícias de causar repulsa e vergonha entre os trabalhadores do BNB e à sociedade nordestina como um todo. Manchetes como “BNB entra na rifa” e “Eunício articula tirar Marcos Holanda do BNB” mostram que, mais uma vez, coloca-se à disposição da barganha política uma instituição que é o braço desenvolvimentista do Governo na região em que atua – e, por conseguinte, no próprio País – com uma história de 65 anos de crédito diferenciado e expertise em desenvolvimento como nenhuma outra: o Banco do Nordeste do Brasil.

Há tempos o BNB figura na mídia como moeda de troca, como se sua existência se resumisse à acomodação política ou à barganha de favores para este ou aquele segmento que tem mais ou menos “poder”. Isso demonstra desconhecimento da importância do Banco nos rincões do País, da história de incentivo ao empreendedorismo, à agricultura familiar, à pesquisa, à cultura; desconhecimento da capacidade técnica de seus trabalhadores e do compromisso destes com o papel da instituição.

Mudanças na gestão do Banco sempre ocorreram. O que não se pode permitir é a falta de transparência e a não observância aos aspectos técnicos nesses processos. Não se deve aceitar a instrumentalização para fins alheios ao papel da instituição para aprovação de medidas danosas à classe trabalhadora, como é o caso da Reforma da Previdência. Por isso, a Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) mais uma vez manifesta seu veemente repúdio e ratifica: o BNB não é moeda de troca; é, sim, um agente do desenvolvimento!

O momento é de fragilização com vistas à privatização. Processos de reestruturação e programas de demissão voluntária são uma ameaça real e concreta à instituição. Boatos dessa natureza, de dança de cadeiras sob a canção inaudível da política, só tendem a agravar essa situação. Toda atenção é pouca! Toda luta em contrário é necessária. A AFBNB seguirá mobilizada e em diálogo com os diversos segmentos da sociedade, reiterando seu posicionamento de respeito ao BNB e aos trabalhadores.

*Rita Josina Feitosa

ritajosina@afbnb.com.br

Diretora-presidente da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB).