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Greve dos professores da rede municipal de Fortaleza chega ao fim

Representantes dos professores, setor jurídico da Secretaria da Educação de Fortaleza e da Câmara Municipal deram um fim à greve da categoria, que já superava os 20 dias. Foi durante reunião, nessa quinta-feira, 10, quando saiu acordo em torno de um calendário de atendimento às reivindicações dos grevistas.

A paralisação durou, mais precisamente, 22 dias, mesmo com decreto de ilegalidade da Justiça. No acordo, porém, a Prefeitura aceitou não executar a multa de R$ 10 mil por dia de greve, o que custaria R$ 200 mil aos cofres do sindicato (contabilizando desde o decreto, no último dia 20).

Gardênia Baima, da direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), considera que a greve atingiu os objetivos da classe. “Demos um largo passo. Greve é instrumento de mobilização que foi preservado e reconhecido. Foi importante a resistência da categoria, a qual sai fortalecida”, completa.

De acordo com Gardênia, a greve foi suspensa com calendário de mobilização e nesta sexta-feira, 11, reunião entre representantes do comando de greve com o prefeito Roberto Cláudio (PDT) deve formalizar o acordo.

Ganhos

Os grevistas pediam melhorias na infraestrutura nas escolas, reajuste salarial compatível com a lei do piso dos docentes e o pagamento das pecúnias, remuneração relativa a licenças anuais, dentre outras questões. Além das conquistas dos professores, assistentes da Educação Infantil (profissionais das creches municipais) também serão beneficiados.

Do reajuste de 6,81%, além da inflação, foi pago 2,95%. O restante será pago em duas parcelas de aproximadamente 1,9% no segundo semestre. Outros pontos foram a readaptação funcional a professores com problemas de saúde e aceleração da regulamentação da lei que garante redução de 50% na jornada de profissionais que têm filhos com necessidades especiais.

Quanto às pecúnias, serão três lotes ainda em 2018: junho, agosto e setembro, com retomada dos pagamentos em janeiro de 2019. Por fim, foi acordado que nenhum grevista será punido, assim como será elaborado calendário de reposição das horas/aula que os estudantes não tiveram desde o dia 18.

“A Prefeitura negociou com a categoria ainda em greve. É reconhecimento da nossa luta. Tivemos autonomia para debates, incluindo pais e alunos”, finalizou Gardênia.

Prefeitura

A Secretaria Municipal da Educação (SME) confirmou que, na manhã desta quinta, recebeu a diretoria do Sindiute e apresentou como proposta à categoria reajuste de 6,81% no piso salarial dividido em três parcelas, garantindo a integralidade do Piso no 13º salário, extensivo aos assistentes da Educação Infantil.

A proposta também contemplou o pagamento de cinco parcelas das pecúnias em 2018 (duas já pagas e três que serão pagas em junho, agosto e setembro), além de acordo de anistia da greve, com elaboração de calendário de reposição, dentre outras reivindicações.

(Com O POVO Online – Repórter Lucas Braga)