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Policiais do Ceará devem ir a Goiás interrogar piloto do helicóptero

Equipe da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) do Ceará deverá interrogar o piloto Felipe Ramos Morais ainda nesta semana, em Goiás. Acusado de participação no assassinato de integrantes do PCC em fevereiro, numa reserva indígena em Aquiraz, Felipe está preso em Aparecida de Goiânia, em uma cela isolada dos outros presos. Documentos apreendidos no momento da prisão poderão ser valiosos para as investigações sobre o crime.

Ainda não se sabe o destino do preso. A Polícia cearense não quer que ele volte ao Estado — de onde provém o mandado de prisão. Para a Delegacia Estadual de Investigação Criminal (Deic) de Goiás, Felipe já deveria estar sob a custódia da Justiça do Ceará. Há a possibilidade ainda de ele ser levado para São Paulo, seu estado de origem.

De acordo com o delegado da Deic de Goiás, Valdemir Pereira, a previsão é de que os investigadores cearenses cheguem ainda hoje. “O interrogamos apenas sobre uso de documento falso. Vamos apresentar alguns documentos apreendidos para que seja feita perícia. O mandado de prisão é daí. Na minha opinião, ele já deveria estar no Ceará”.

“Provavelmente ele não vem. Na verdade, a equipe da Draco deve ir até lá… Não tem interesse dele aqui”, afirmou o titular da Secretaria da Segurança do Ceará, André Costa. Conforme ele, quando se cumpre mandado no Estado, o preso normalmente fica onde está — salvo se houver algum interesse do Judiciário na remoção.

Felipe foi preso segunda-feira, 14, em um condomínio de luxo de Caldas Novas, em Goiás. A denúncia foi de uso de documentos falsos. Só após a prisão os policiais descobriram o mandado em relação ao envolvimento dele nas mortes de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa, o Paca.

(O POVO – Repórter Sara Oliveira/ Colaborou Eduarda Talicy)