Blog do Eliomar

O Brasil que eu quero…

Com o título “O Brasil que eu quero”, eis artigo de Joaquim Cartaxo, arquiteto urbanista e superintendente estadual do Sebrae. Ele abora a crise e a expectativa de que tudo só se resolve quando acabar a Era Temer. Confira:

Cotidianamente, vemos nas mídias impressas ou digitais manifestações de analistas especializados ou comuns de que o Brasil vive uma crise sem precedentes na sua história. Crise econômica, social, ambiental, política com responsáveis por ela das mais diversas natureza e porte, a partir da visão de mundo de cada um.

Fato. O atual Governo Federal não reúne as condições políticas e sociais para enfrentar os desafios e dificuldades dessa crise, pois é resultante de um golpe liderado pelas forças políticas inconformadas por haverem perdido as eleições de 2014. Portanto, sem legitimidade popular. O que se vê é o aprofundamento da crise, que se expressa no aumento vertiginoso do desemprego e no desmantelamento do estado mínimo de bem-estar social construído no Brasil nas últimas décadas.

Essa ilegitimidade do Governo Federal produziu, na campanha eleitoral de 2018, a proliferação de candidaturas que apresentam propostas para enfrentar a crise em que o País está imerso, desde as de caráter complexo até àquelas risíveis, como resolver os problemas no Brasil procurando soluções em um posto de gasolina, combinadas ao armamento da população para resolver a violência.

Para resolver os problemas do Brasil com radicalidade é preciso compreender o País com radicalidade; entender que a sociedade brasileira positivamente é um multiverso cultural, que por outro lado também é uma sociedade historicamente marcada pela desigualdade entre pessoas e regiões. Em 2017, por exemplo, os 10% mais ricos dos brasileiros detinham 43,3% da renda total do País, enquanto os 10% mais pobres detinham apenas 0,7%.

Utilizar nossa diversidade para erradicar essa desigualdade deve ser a prioridade estratégica de um projeto para o Brasil. Mas, no curto prazo é preciso um plano emergencial que combata a perversidade do desemprego, investindo no empreendedorismo, valorizando o salário mínimo, retomando um programa de obras e intensificando o acesso ao crédito e a transferência de renda, como o Bolsa Família que na prática é um importante instrumento de desenvolvimento local.

*Joaquim Cartaxo

cartaxojoaquim@bol.com.br

Arquiteto e urbanista e superintendente estadual do Sebrae.