Blog do Eliomar

PPL decide por “apoio crítico” a Haddad

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A Executiva Nacional do PPL manda nota para o Blog. Decidiu por um “apoio crítico” ao candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, informa o presidente regional da legenda, André Ramos, que participou de encontro em São Paulo. Confira:

O Partido Pátria Livre (PPL), através de sua Executiva Nacional, reunida no dia 09/10/2018 em São Paulo, resolve dar apoio crítico ao candidato Fernando Haddad, do PT, no segundo turno das eleições presidenciais.

Haddad e seu partido, do ponto de vista das questões econômicas fundamentais para o crescimento do país e a saída da crise, não são muito diferentes de seu adversário.

Nenhum deles pretende dar fim à política neoliberal de “ajuste”, nenhum dos dois pretende acabar com a sangria do país através dos juros; nenhum deles pretende aumentar substancialmente o salário mínimo real, isto é, o piso dos salários do país, condição para tirar o país da crise; todos os dois querem, de um jeito ou de outro, atacar a previdência pública; nenhum deles pretende uma política de independência e desenvolvimento para o país.

No entanto, há uma diferença decisiva entre os dois.

A candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL, é, claramente, a tentativa de instalar no país uma ditadura obscurantista, atrasada, retrógrada, antipopular, antinacional – e corrupta. Pois, uma ditadura não será um regime menos corrupto que o atual – ou do que os governos do PT. Ao contrário, é próprio das ditaduras abafar os casos de corrupção e reprimir aqueles que os denunciam.

Sobre isso, não faltam, ao povo brasileiro, experiências – nos 21 anos da ditadura instalada em 1964.

A ditadura que Bolsonaro quer restaurar é, portanto, uma tentativa de retroceder na História – tentativa confessa, inclusive, pela suposta elevação de facínoras, covardes, assassinos, ao status de heróis; tentativa confessa no propósito de rasgar a Constituição, que condensou as conquistas democráticas do povo brasileiro após 21 anos de luta contra a ditadura tão elogiada por Bolsonaro.

É assim, através de uma ditadura, que Bolsonaro e sequazes querem impor um arrocho salarial ainda mais brutal do que existe hoje, a privatização de todas as estatais, a destruição da Previdência Social, o aumento da drenagem de recursos públicos, dos trabalhadores e dos empresários nacionais produtivos para os bancos, fundos e demais rentistas, a título de juros.

A candidatura de Haddad, em si, não é uma esperança para o Brasil, para o povo brasileiro.

Esta esperança reside na luta do povo, na luta de toda a Nação.

Neste sentido, as condições de luta do povo serão melhores com a eleição de Haddad, do que com a eleição de Bolsonaro e a instalação de uma ditadura contra o povo e contra a Nação.

Daí, nosso apoio crítico à candidatura de Haddad.

*São Paulo, 09 de outubro de 2018,

Executiva Nacional do Partido Pátria Livre.