Blog do Eliomar

Qual o futuro do MDB do Ceará?

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O MDB do Ceará saiu das eleições recentes combalido.

A sua principal liderança, o senador Eunício Oliveira, não obteve a reeleição. Paralelo a isso, o partido, que nos últimos dois anos encolheu – perdendo parlamentares estaduais para o PDT, e federais, como Aníbal Gomes e Danilo Forte, para o DEM e o PSDB, respectivamente -, entrará 2019 com apenas um deputado federal.

Já na Assembleia Legislativa ocupará quatro cadeiras que, de um passado recente de oposição, seus ocupantes se manterão de malas e bagagens juntinhos ao Abolição. Desses quatro, dois ligados a Eunício Oliveira – Danniel Oliveira, seu sobrinho, e Leonardo Araújo; e Agenor Neto e Walter Cavalcante, ambos com luz própria. Walter até foi para o PP e retornou para o MDB.

Bem, a derrota do último domingo do presidente do Congresso Nacional deve provocar uma situação não vivida pelo partido nas últimas décadas: o comando fica sem comando. Ao perder a eleição, Eunício terá que refazer seus planos e, com isso, toda sua base poderá até ficar órfã de padrinho para ocupar cargos importantes, como o atual BNB, Companhia Docas e a direção da Funasa, isso sem contar cargos em agências e superintendências.

O MDB do Ceará não será mais o mesmo depois de fevereiro de 2019. Eunício já anunciou que voltará a tocar seus negócios. Difícil também é saber como o emedebismo cearense, acostumado a ocupar cargos, vai ficar. A esperança, pelo visto, é que no rateio dos cargos da nova gestão Camilo, a sigla possa morder uma fatia.