Blog do Eliomar

Vamos terminar essas eleições! E pazear!

Com o título “Vamos terminar essas eleições! E pazear!, eis artigo do presidente da CDL Fortaleza, Assis Cavalcante. Ele apregoa uma trégua de 100 dias para o governo de Jair Bolsonaro. Confira:

Pedido de amigo, vamos fazer as pazes, restabelecer a harmonia após dura campanha política. As eleições para a presidência da República, sobremodo, deixaram feridas abertas e fortes marcas mesmo em relações de amizades que se julgavam solidificadas. Testemunhei contendas que cruzaram ruas e praças, debates acalorados nunca dantes pensados, instalando-se onde não deveriam: nos lares, colocando irmãos contra irmãos, dilacerando famílias. Algo que minhas lentes ainda não haviam captado. Mas é compreensível, é da natureza humana, como também juntar o que sobrou, bater a poeira, dar a volta por cima, juntar os “cacos”. Gente é o que somos.

Deixemos de lado o elemento discordante das urnas e voltemos à baila da concórdia, conjugando um verbo de essência cristã: “pazear” – acalmar os ânimos, tranquilizar, semear a paz e o amor, celebrar a vida, levando aos mais distantes rincões deste rico e belo País a mensagem da solidariedade que irá juntar o que ficou disperso. O Natal nos bate à porta, o Ano Novo se avizinha. Tempo de refletir. Sejamos liga de ouro, barro de olaria, pedra angular. “Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos”. Pazear os espíritos, pazear com fidalguia a nossa vivência. Findas as eleições, hora de depor as armas da intolerância e do preconceito.

Nos Estados Unidos, há tradicionalmente uma trégua de cem dias para avaliar o desempenho dos mandatários recém-chegados ao posto. O armistício informal foi instituído no governo Roosevelt, em 1933, durante a Grande Depressão americana. Ele assumiu após mandato desastroso de Herbert Hoover, com bancos e empresas quebrando, trabalhadores ameaçados de perder suas casas e a população clamando por reação. Atravessamos, aqui, momento crítico. Mas eu creio no trabalho, na união. Agora é com a gente.

“Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais, braços dados ou não”, diz o cancioneiro popular. Que vença a paz, pois. Busquemos vivenciar nas relações o tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e superação da violência”. Pazeemos, espalhando paz do Oiopoque ao Chuí, sarando feridas. Vamos terminar essas eleições. Pedido de amigo!

*Assis Cavalcante

assisvisao@secrel.com.br

Empresário, escritor e presidente da CDL Fortaleza