Blog do Eliomar

O esvaziamento de Moroni

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (12), pelo jornalista Érico Firmo:

Se você acompanha política há pelo menos dez anos, dificilmente algum nome da política virá à sua cabeça quando fala de segurança no Ceará que não seja o de Moroni Torgan (DEM).

Houve três ocasiões nas quais ele teve o poder na mão para sair do discurso para a prática. A primeira foi quando se projetou, nos anos 1980, como secretário da Segurança Pública no primeiro governo Tasso Jereissati (PSDB). A segunda foi nos anos 1990, no segundo governo Tasso, quando foi vice-governador, indicou o secretário e foi o coordenador do Sistema Integrado de Defesa Social (Sindes), que pretendia integrar as polícias e coordenar as ações do setor. O Sindes foi implodido pelo escândalo de corrupção policial que ficou conhecido como caso França. Moroni saiu rompido, e duramente criticado, por Tasso. Daí foi criada nos moldes atuais a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Desde então, Moroni virou oposição, sempre com discurso de que faz e acontece contra a criminalidade. Em 2017, assumiu como vice-prefeito da Capital e passou a coordenar a área de segurança no Município.

Hoje, Fortaleza atravessa sua mais aguda crise na segurança. O que fez Moroni Bing Torgan? Cadê ele? O que colocou em prática da experiência acumulada? Qual a contribuição para resolver a crise?

Moroni teve dura derrota na última eleição, ao não eleger o filho Mosiah deputado federal. A postura, ou falta dela, na atual crise, ameaça demarcar sua derrocada política.