CNI diz que PIB deve encerrar o ano com crescimento de 0,7%

EDUCA«√O PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL – INDUSTRIA DE CAL«ADOS VULCABRAS., 30NE0144, 30/11/2015, NEGOCIOS, JOSE LEOMAR,

Com a recessão tecnicamente superada, após dois trimestres seguidos de crescimento, a economia brasileira apresenta sinais mais consistentes de recuperação, disse hoje (10), em Brasília, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Informe Conjuntural, divulgado na internet.

Assim, impulsionado pela alta no consumo e pela forte queda na inflação, a expectativa da CNI é que Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, encerrará 2017 com crescimento de 0,7%. A previsão anterior, divulgada em junho, era de crescimento de 0,3%.

A indústria crescerá 0,8%, o primeiro resultado positivo desde 2013. A estimativa anterior era 0,5% de expansão para este ano.

“As estimativas foram revisadas para cima, diante do conjunto mais robusto de dados positivos na economia e de avanços na agenda de reformas – como a atualização das leis do trabalho e o anúncio de nova rodada de privatizações e concessões”, disse a CNI, em nota.

Além disso, a forte queda na taxa de inflação amplia a renda disponível e ajuda a recuperar o consumo, efeito já sentido no comércio, afirmou a CNI. “Na indústria, a gradual recuperação do consumo das famílias criará condições para o aumento da produção de forma mais disseminada”, explicou o relatório.

No entanto, a expansão da atividade econômica ainda não será sentida por toda indústria. A alta de 0,8% no PIB industrial será liderada pelo crescimento de 7,2% na indústria extrativa e de 1,4% na indústria de transformação. A indústria de construção, por sua vez, deve cair 2,3% em 2017.

A CNI avalia ainda que, apesar de a crise ter ficado para trás, ainda permanecem dúvidas quanto a intensidade e  duração da retomada do crescimento. Para a confederação, a principal fonte de incertezas permanece com a questão fiscal e a agenda de reequilíbrio das contas públicas.

“O processo de ajuste fiscal caminha em ritmo lento. A revisão recente das metas fiscais para este ano e o próximo é um sinal de alerta”, aponta o Informe Conjuntural. “A reforma da Previdência, principal item da agenda fiscal, é essencial e urgente”, acrescenta.

Inflação e juros

Para a CNI, o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2017 em 3,1%. Assim, o indicador chegará ao fim do ano 1,4 ponto abaixo do centro da meta de 4,5% estabelecida para este ano. O processo de desinflação tem ocorrido, sobretudo, pelo comportamento dos preços de alimentos, que subiram abaixo do usual por conta da safra recorde, explicou a CNI.

A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2017, é 7% ao ano. Atualmente, a taxa está em 8,25% ao ano.

Balança comercial

O saldo comercial ficará em US$ 64 bilhões em 2017, resultado do crescimento de 16,1% nas exportações (US$ 215 bilhões) e de 9,8% nas importações (US$ 151 bilhões). A taxa de câmbio deve ficar encerrar o ano em torno de R$ 3,20.

Contas públicas e emprego

O déficit primário do governo federal e suas estatais será de R$ 159 bilhões, equivalente a 2,4% do PIB, e dentro do novo limite de R$ 162 bilhões fixado para 2017 (R$ 159 bilhões para o governo federal e R$ 3 bilhões para as estatais federais), revisto em agosto pelo governo federal.

A projeção da CNI para a taxa de desemprego no fim de 2017 foi revisada de 13,5% para 12,9%.

(Agência Brasil)

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

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