Apae Fortaleza em crise

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Cerca de 400 pessoas com necessidades especiais podem ficar desassistidas caso a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Fortaleza feche as portas este ano. A possibilidade é relatada pelas pedagogas Maristela Alencar, 73, e Maria Lúcia Barbosa, 72, que trabalham voluntariamente na entidade filantrópica desde a sua criação, no ano de 1972.

Recursos financeiros são poucos. Segundo elas, quase não dão para custear a manutenção do espaço, muito menos para pagar os honorários dos 65 funcionários responsáveis pelas diferentes unidades de atendimento da instituição. “Sem os técnicos a gente não faz o essencial”, admite Maristela Alencar. A crise, ela conta, se agravou após mudanças das políticas públicas educacionais a níveis federal, estadual e municipal, que passaram a inserir o sistema educacional inclusivo na rede regular de ensino.

Atualmente, a Apae conta com recursos da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Estado destinados ao atendimento de apenas dois dos projetos da associação. Para se manter, a instituição pede donativos à comunidade e vende produtos artesanais produzidos nas oficinas de capacitação.

SERVIÇO

Apae – Avenida Rogaciano Leite, 2001, bairro Luciano Cavalcante.

Saiba como ajudar ligando para o número: (85) 4012 1403.

(O POVO)

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

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