Articulista quase pega o “Trem do além” na Via Expressa

O publicitário e poeta Ricardo Alcântara, que confere a fala do secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, coronel Bezerra, manda nota, em tom de desabafo, com título bem curioso: “Fortaleza, minha Bagdá!” Ele relata ter sido mais uma das muitas vítimas da violência que reina neste Ceará de Mãe Preta e Paio João. Confira: 

Caro Eliomar,

Sábado, 19 horas. Em ponto mal iluminado da Via Expressa, a cancela baixou para a passagem de um trem de muitos vagões, tempo suficiente para que um grupo de marginais realizasse mais uma operação rotineira de assalto em massa.

O apurado: cinco veículos assaltados em menos de dez minutos. Com uma barra de ferro e visivelmente drogado, um menor de idade arrombou o vidro do meu carro. Escapei com vida e ferimentos leves. Parabéns, governador! Tá ficando lindo…

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

2 comentários sobre “Articulista quase pega o “Trem do além” na Via Expressa

  1. Como diz Adísia Sá em artigo BANDIDOS AOS 16:

    O documento DA cnt aponta ainda que 69,1% dos brasileiros acreditam que os crimes cometidos por menores de idade aumentaram muito nos últimos anos.”

    Infelizmente isso é verdadeiro: rara a notícia sobre crimes – assaltos, assassinatos – que não traga a presença de menores. Acredito até que exista a “indústria da menoridade”, ou seja, qualquer gangue, quadrilha tem sempre um menor no meio. E não é coincidência, não, é de propósito: flagrado o delito, o dedo é logo apontado – “foi ele” e o “foi ele” é um menor de idade. Já li na imprensa local que o menor – assaltante, ladrão, criminoso – chegado à Delegacia se apresenta logo “sou de menor” e, como tal, é liberado. Sai rindo…

    A maioridade, no meu entender, não deve ser limitada à idade: quantos adolescentes não são flagrados como assassinos, ladrões, bandidos da pior espécie? A maioridade, isto sim, deve levar em consideração a natureza do delito. Crime frio, meticulosamente tramado não é sinônimo de imaturidade e, sim, de ardilosa e astuciosa “maioridade”.

    —————-Meu comentário:
    A culpa também é de muitos defensores do ECA que não aceitam sequer discutir o assunto e nos jogam logo no mármore do inferno.

    Quem anda com uma barra de ferro também se aproveita da ardilosa e astuciosa “maioridade”.

  2. Nossa! Sr. Ricardo Alcântara!

    Deve ter sido uma sensação horrível e de impotência frente a tamanha VIOLÊNCIA que assola essa nossa cidade, infelizmente!

    Tenho evitado aquele trecho, até porque sou internauta assídua da fanpage do FORTALEZA APAVORADA, que divulga tristes relatos de assaltos cotidianos naquela área!

    FORTALEZA DANGEROUS!!!

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