Assaltantes mudam procedimento de abordagens e escapam das estatísticas do Sindiônibus

Na tarde da quarta-feira do dia 26 de abril último, três homens armados abordaram passageiros da linha 066 – Parangaba/Aeroporto/Papicu e levaram aparelhos celulares e alguns pertences das vítimas. O trio obrigou o motorista a parar na avenida Murilo Borges, nas proximidades da avenida Rogaciano Leite, no bairro Luciano Cavalcante.

Também em uma quarta-feira, no dia 24 de maio último, passageiros da linha 084 – Siqueira/Messejana/Perimetral também foram assaltados por três homens, no fim da tarde, que levaram aparelhos celulares e alguns pertences. Os assaltantes desceram na avenida Presidente Costa e Silva, entre o Parque Dois Irmãos e o Passaré, após obrigarem ao motorista a parar fora do ponto.

Nos dois casos, os assaltantes não levaram o aparelho celular do motorista e também não abordaram o trocador, apesar da boa movimentação na catraca.

O novo procedimento dos assaltantes é motivado por um manual de conduta do Sindiônibus, segundo o que revelam ao Blog motoristas e cobradores, quando o Boletim de Ocorrência é realizado somente quando há subtração de valores no caixa do ônibus ou objetos do motorista ou cobrador.

De acordo ainda com motoristas e cobradores, os objetos levados dos passageiros não resultariam dano às empresas, o que poderia ser classificado como “defesa do interesse de terceiros”. Nesse caso, caberia a cada passageiro registrar o próprio Boletim de Ocorrência.

Segundo motoristas e cobradores, é raro o passageiro que se mostra disposto a registrar a ocorrência em um Distrito Policial, ou mesmo pela Delegacia Eletrônica, após ter seu aparelho celular roubado. Segundo ainda motoristas e cobradores, uns passageiros desmotivam os outros a registrarem a ocorrência, pois “não irá dar em nada”.

Segundo a Polícia, a omissão das vítimas, além de estimular novos assaltos nesse tipo de modalidade, ainda prejudica uma estratégia de combate à prática criminosa, pois não há como mapear as áreas com maiores ocorrências.

A falta do registro das ocorrências, por parte das vítimas, também reflete no relatório diário da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), pois os casos de assaltos a coletivos somente aparecem quando na condição de flagrante.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

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