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O caos que a festa, com sua beleza, não pode encobrir

Com o título “O caos que a festa, com sua beleza, não pode encobrir”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira. Uma crítica à desorganização fora do espetáculo que foi o jogo do Fortaleza contra o Paysandu, no último sábado, na Arena Castelão. Confira:

O torcedor cearense tem dado exemplo ao País de comparecimento aos estádios, lotando-os em várias ocasiões. É uma demonstração repetida de amor ao clube, seja Ceará ou Fortaleza, considerando as competições das duas principais séries nacionais em disputa nesta temporada de 2018. Infelizmente, não correspondida à altura pelas autoridades e dirigentes quando se trata de oferecer condições mínimas de conforto e segurança nos equipamentos públicos onde os eventos são disputados.

No último sábado, mais de 57 mil torcedores lotaram a Arena Castelão, oferecendo ao Brasil um espetáculo que diz muito do espírito alegre, festivo e ordeiro do cearense. Enfim, uma imagem positiva que oferecemos ao restante do País e até ao mundo de nossa capacidade de organização em torno de um objetivo comum, qual seja apoiar um clube ou instituição no qual acreditamos e pelo qual temos paixão. Por trás de tudo, no entanto, há relatos de uma inaceitável falta de respeito com este cidadão, que paga para ser protagonista na festa e se vê objeto de um tratamento, como consumidor, que não se demonstra à altura na efetiva equivalência do seu custo.

O caos no trânsito do entorno do Castelão, na saída e chegada dos torcedores que não dispõem de qualquer orientação ou ajuda, filas homéricas e desnecessárias para adentrar o estádio, nenhum esquema organizado de apoio, espaços superlotados, policiais despreparados ou incapazes de estabelecer qualquer diálogo antes de partir para ação violenta, enfim, um conjunto de aspectos negativos que a beleza esportiva inquestionável da festa, captada por câmeras de TV e registros de celulares pessoais em imagens espalhadas mundo afora, não pode ser utilizada para encobrir ou relevar.

É imperativo que os responsáveis pela organização de eventos do gênero, na condição de administradores da praça esportiva, de representantes dos órgãos públicos, presentes e omissos, e de dirigentes de clubes, façam uma ampla reflexão a partir do que aconteceu no sábado passado. Até porque, ressalte-se, são problemas repetidos um evento após o outro, muitos deles, apenas levados à exaustão nos quadros em que a capacidade total do espaço é atingida.

O torcedor cearense merece respeito, que lhe é negado quando um conjunto de falhas tão gritantes e previsíveis se registra, como desafio à sua paixão, que, ao contrário, precisaria ser estimulada e protegida. É de se lamentar que um espetáculo de tamanha grandiosidade, apresentado ao País de maneira tão bela, encubra, na trajetória que levou à sua efetivação, um conjunto de falhas que resultam da incapacidade dos organizadores em garantir o que é mínimo para que a festa seja, como todos desejamos, a expressão final de um evento 100 por cento feliz.

(Foto – Fco Fontenele)

Jornal The New York Times faz editorial com críticas a Bolsonaro

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O The New York Times, jornal americano e entre os principais veículos de comunicação do mundo, publicou editorial nesse
domingo (21) em que considera a possível eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente como uma “escolha triste do Brasil”. No texto, escrito pelo conselho editorial da publicação, o NYT afirma que “é um dia triste para a democracia quando a desordem e a decepção levam eleitores à distração e abrem a porta para populistas ofensivos, rudes e agressivos”. A informação é do Portal Uol.

Para o jornal, Bolsonaro é um político de direita que tem “pontos de vista repulsivos”. O NYT lista declarações do candidato dizendo que preferia que seu filho morresse a ser homossexual; que a deputada Maria do Rosário, sua colega na Câmara, não merecia ser
estuprada porque seria “muito feia”; que quilombolas pesavam “sete arrobas” e não faziam nada; e seus questionamentos sobre o aquecimento global. A publicação diz ainda que Bolsonaro tem nostalgia pelos “generais e torturadores” da ditadura militar brasileira (1964-1985), abertamente defendida pelo candidato.

O editorial também traça um panorama do atual momento político e social do Brasil, citando a recessão econômica, a Operação Lava Jato, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o impeachment de Dilma Rousseff (PT), as denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB) e os altos índices de crimes violentos. “Os brasileiros estão desesperados por mudança”, diz o texto.

“Com este pano de fundo, os pontos de vista nojentos de Bolsonaro são interpretados como sinceridade, sua obscura carreira como parlamentar como a promessa de um forasteiro” que vai limpar a corrupção e “sua promessa de um punho de ferro como a esperança de um alívio” dos altos índices de homicídios, afirma o NYT.

O jornal menciona que Bolsonaro já foi chamado de “Donald Trump brasileiro” por surfar uma “onda de descontentamento, frustração e desespero” rumo ao cargo mais alto do país.

Para o NYT, se Bolsonaro for eleito, o meio ambiente sairá perdendo, pois o candidato já propôs flexibilizar regras para o desmatamento da Amazônia, sugeriu tirar o Brasil do Acordo de Paris, acabar com o Ministério do Meio Ambiente e interromper a criação de terras indígenas. O editorial também aborda o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou Lula inelegível e sua substituição por Fernando Haddad (PT).

Segundo o jornal, Haddad “falhou em superar a associação de seu partido com corrupção e má administração”, o que teria alimentado o antipetismo. Segundo o Datafolha da última quinta-feira (18), Bolsonaro teve 59% das intenções
de votos válidos, contra 41% para Haddad.

Missão de observação eleitoral da OEA já está no Brasil

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as eleições gerais do Brasil retornou para o País para acompanhar o segundo turno presidencial, que ocorrerá no próximo domingo, 28.

De acordo com nota à imprensa divulgada neste domingo, a missão será encabeçada novamente pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e por 30 especialistas e observadores que serão distribuídos em 11 Estados do País e no Distrito Federal. Além disso, outras seis pessoas vão observar o processo de votação no exterior em Buenos Aires, Cidade do México, Montreal, Paris, Santiago do Chile e Washington.

Ainda segundo a nota, a missão retomará a análise dos principais aspectos do processo eleitoral. “Após a eleição, será apresentado um relatório consolidado que contém as conclusões e recomendações sobre a organização e tecnologia eleitoral, financiamento de campanhas, meios de comunicação e liberdade de expressão, a participação política das mulheres, a justiça eleitoral e participação dos povos indígenas e afrodescendentes”, diz a nota da missão.

(Agência Estado)

Deputado federal eleito Heitor Freire rebate críticas do PT

Para o deputado federal eleito Heitor Freire (PSL-CE), a esquerda está desesperada, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu as denúncias contra Bolsonato, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está em cima de Haddad por denúncia de caixa 2.

“Quem está sendo investigado por improbidade administrativa é o Haddad e quem está preso é o Lula. Então, o PT segue a cartilha dos nazistas, a de falar uma mentira mil vezes para torná-la verdade. Mentem descaradamente contra Bolsonaro, quando, na verdade, eles são os loucos que destruíram esta nação”, afirmou.

“A nossa defesa é a verdade, enquanto Haddad falta com respeito aos militares, quando chamou em Fortaleza o Bolsonaro (capitão da reserva do Exército) de soldadinho de araque”, completou.

Haddad fez essas críticas durante ato em Fortaleza, no Praça do Ferreira, no último sábado.

(Foto – Divulgação)

Mega-Sena pode pagar R$ 18 milhões nesta terça-feira

A Mega-Sena sorteia, nesta terça-feira, o prêmio de R$ 18 milhões do concurso 2090, que será realizado a partir das 20 horas (horário de Brasília) no Caminhão da Sorte da CAIXA, estacionado em Jequié, interior do estado da Bahia. Esta é a Mega-Semana da Sorte, com sorteios feitos na terça-feira (23), na quinta-feira (25) e no sábado (27). Durante as mega-semanas, os apostadores têm mais uma oportunidade de apostar na Mega-Sena.

Caso apenas um ganhador leve o prêmio e aplique todo o valor na Poupança da CAIXA, receberá mais de R$ 66 mil em rendimentos mensais. O dinheiro do prêmio é suficiente para comprar um iate com 78 pés.

As apostas podem ser feitas até às 19 horas (horário de Brasília), desta terça, em qualquer lotérica do país e também no Portal Loterias Online (www.loteriasonline.caixa.gov.br). Clientes com acesso ao Internet Banking CAIXA podem fazer suas apostas na Mega-Sena pelo seu computador pessoal, tablet ou smartphone. Para isso, basta ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos. O serviço funciona das 8 às 22 horas (horário de Brasília), exceto em dias de sorteios (quarta e sábado), quando as apostas se encerram às 19 horas, retornando às 21 horas para o concurso seguinte.

Sindicato dos Jornalistas entrega Carta da Fenaj a Haddad

A presidente do Sindjorce e Haddad.

A diretora da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e presidenta do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), Samira de Castro, entregou ao candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, a Carta Aberta da FENAJ aos presidenciáveis. Nela, a federação reafirma a importância do Jornalismo para a democracia e apresenta propostas para a área das comunicações.

A entrega ocorreu em Juazeiro do Norte, no último sábado à tarde, onde o candidato teve atividade de campanha e o Sindjorce, com a participação da FENAJ, realizava o seu I Encontro Regional de Jornalistas do Cariri.

(Foto – Divulgação)

Ministra rebate Eduardo Bolsonaro e diz que instituições são sólidas

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, rebateu hoje (21) as declarações feitas pelo deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que seriam necessários apenas “um cabo e um soldado” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). “No Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como inadequada”, disse Rosa Weber.

No vídeo que circulou nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro está em uma sala de aula e diz que “para fechar o STF nem precisa mandar um jeep, basta mandar um cabo e um soldado”.

Questionado sobre o tema, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse desconhecer o vídeo com as declarações do filho e afirmou que alguém tirou as falas de contexto.

A entrevista coletiva convocada pelo TSE para este domingo, em Brasília, serviu como um ato da Justiça e também dos órgãos de segurança e de inteligência para reafirmar a credibilidade e lisura do processo eleitoral no Brasil. Todos os participantes, que representaram o TSE, órgãos de segurança e inteligência do governo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Eleitoral, defenderam a inviolabilidade das urnas e a impossibilidade de fraude.

Questionados sobre as investigações quanto às denúncias de divulgação em massa por empresas pagas por meio de caixa 2, as autoridades foram protocolares. O processo corre sob sigilo e não foi divulgado prazo para conclusão do inquérito e outros encaminhamentos.

Segundo Elzio Vicente da Silva, delegado da Polícia Federal na área de combate ao crime organizado, o inquérito será concluído “em prazo razoável”, mas “imprevisível”.

O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, disse que, em caso de confirmação de fraude na campanha eleitoral, a entidade poderá questionar o resultado das eleições. “Se tivermos qualquer situação nesta linha vamos submeter ao plenário do Conselho da Ordem que, de forma independente, irá agir”, disse.

Lamachia reiterou que é preciso confiar na “higidez das instituições”. O advogado destacou que as fake news “não fazem bem” à democracia e que o país precisa de equilíbrio e serenidade.

Clima polarizado
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchengoyen, afirmou que esta semana não deve ser vista como “a véspera de um apocalipse”. Para ele, “o Brasil não é um país de radicalismos nem de radicais”.

Etchengoyen também afirmou que, até o momento, o setor de inteligência do governo não identificou “nenhuma operação sistemática de desestabilizar as eleições” e não há indício de ameaças ao pleito do próximo fim de semana.

“A partir da próxima segunda-feira (29), teremos um único presidente da República, que será obrigatoriamente o presidente de todos nós. Se o momento é difícil, o Brasil sempre encontrou a forma, o momento e as convergências para construir a conciliação necessária e a pacificação”, afirmou.

O ministro minimizou o impacto das notícias falsas (fake news) no curso da campanha presidencial.

“Existem muitos instrumentos para interferência do processo eleitoral. Fake news talvez seja o menor deles”, destacou.

(Agência Brasil)

Ceará é superior em campo, mas perde para o líder Palmeiras

Vinte e um chutes, contra doze. 62% de posse de bola. 443 passes, contra 299.Doze escanteios, contra apenas quatro. Esses são os números de Palmeiras e Ceará, na tarde deste domingo (21), no Pacaembu, na vitória da equipe paulista, por 2 a 1.

Engana-se, porém, quem pensa que os números favoráveis pertencem ao Palmeiras. Apesar dos números favoráveis, o Vozão não conseguiu tirar a vantagem do Palmeiras, no primeiro tempo, que deixou o campo com a vantagem de dois gols, por meio de Bruno, de pênalti, e Deyverson, nos acréscimos.

O Ceará só chegou ao primeiro gol aos aos 10 minutos da segunda etapa, quando Arthur aproveitou a bola na pequena área e completou de carrinho.

Com o resultado, o Palmeiras manteve a liderança na Série A, enquanto o Ceará segue na zona de rebaixamento. O Vozão volta a campo na quarta-feira (24), diante do Cruzeiro, em Belo Horizonte, pelo complemento da 29ª rodada, e depois na segunda-feira (29), no Castelão, contra o Atlético Mineiro.

(Foto: Reprodução)

Rosa Weber contesta questionamentos sobre segurança das urnas

A uma semana da realização do segundo turno das eleições, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, declarou que a Justiça Eleitoral “não tem partido” e que vai combater de forma constitucional qualquer tentativa de desacreditar ou deslegitimar o processo eleitoral brasileiro. Em declaração à imprensa neste domingo (21), a ministra reafirmou que o sistema eleitoral é seguro e repudiou as iniciativas que visam questionar a segurança das urnas eletrônicas.

“Vou dizer o óbvio, porque o óbvio precisa ser dito. Nessa eleição haverá vencedores e vencidos, o confronto de ideias e a diversidade são próprios da democracia. As regras do jogo devem ser respeitadas por todos. A Justiça Eleitoral não é e não tem partido, não é espectadora de eventos que envolvem as eleições, nem é parte interessada no mérito do desfecho”, declarou.

Ao destacar que a Constituição Federal completou 30 anos neste mês, Rosa Weber ressaltou que qualquer “desinformação deliberada ou involuntária que visa o descrédito da Justiça Eleitoral” será combatida com “informação responsável e objetiva”. A ministra reafirmou que o processo eleitoral é confiável e nunca registrou nenhuma irregularidade desde que foi implantado.

“Estão exacerbadas as paixões políticas? Estão acaloradas as discussões? Os níveis de discórdia atingiram graus inquietantes? Tudo isso é inevitável e é próprio do embate eleitoral. O certo é que o primeiro turno já transcorreu em clima de normalidade e as campanhas estão postas, com os projetos de cada candidato à escolha livre e consciente de cada eleitor”, disse.

Em seu pronunciamento, Rosa Weber também declarou que “a Justiça Eleitoral não combate boatos com boatos” e que “há um tempo para a resposta responsável”. A ministra destacou que as ações judicais devem observar as regras do processo legal e que devem ter respostas fundamentas na Constituição Federal.

Questionada se a Justiça Eleitoral falhou no combate às notícias falsas (fake news) durante a campanha, a ministra respondeu que não viu falhas na ação do tribunal, mas reconheceu que não esperava que a onda de desinformação se voltasse contra a própria instituição e que ainda não há uma solução para impedir o problema.

“Nós entendemos que não houve falha alguma da Justiça Eleitoral no que tange a isso que se chama fake news. A desinformação é um fenômeno mundial que se faz presente nas mais diferentes sociedades. Gostaríamos de ter uma solução pronta e eficaz, de fato, não temos”.

Rosa Weber se negou a comentar sobre a ação ingressada pelo PT para investigar a denúncia de que empresas teriam atuado na disseminação em massa nas redes sociais de notícias falsas contra o candidato Fernando Haddad (PT) em favor de seu oponente, Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o caso está sendo investigado e não é possível dar detalhes sobre o processo, pois o inquérito corre sob sigilo.

O ministro apresentou ainda um balanço das denúncias de crimes eleitorais durante o primeiro turno. Segundo ele, a Polícia Federal lavrou 245 termos circunstanciados e 469 inquéritos policiais. Além disso, 455 pessoas foram conduzidas para depoimentos e outros 266 apreendidos. Os principais crimes registrados foram propaganda eleitoral irregular, promoção de informações falsas e compra de votos.

“Aqueles que têm interesse de produzir notícias falsas fiquem sabendo que não existe anonimato na internet e a Polícia Federal tem tecnologia e recursos humanos para chegar neles aqui ou em qualquer lugar do mundo”, alertou o ministro.

O ministro também adiantou que o centro integrado de controle para as eleições retomará os trabalhos a partir desta segunda-feira (22), a partir das 15 horas e que os representantes dos dois candidatos à Presidência foram convidados a acompanhar a atuação do centro, que funcionará 24 horas por dia até o fim do segundo turno, no próximo dia 28 de outubro.

Também participaram da entrevista os ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, o vice-procurador do Ministério Público Eleitoral, Humberto Jacques, os ministros do Superior Tribunal de Justiça, Og Fernandes e do TSE, Tarcício Mello, o delegado da Polícia Federal, Elzio Vicente da Silva, além de técnicos de segurança da informação do Tribunal.

(Agência Brasil)

Turismo: A ordem é desinvestir

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Em artigo sobre turismo no Ceará, o ex-secretário do Turismo do Estado (Setur) Allan Aguiar lamenta a venda do resort Dom Pedro Laguna. Confira:

Quem investiu quer vender, apurar e repatriar o capital investido em empreendimentos turísticos/hoteleiros nos tempos das vacas gordas. Os estrangeiros estão arrependidos dos investimentos feitos na outrora interessante Terra da Luz e esse desinteresse guarda relação direta com os baixíssimos retornos que esses investimentos vem proporcionando aos seus sócios controladores.

Pequenos, médios e grandes investidores internacionais que alocaram grandes somas no turismo do Estado estão procurando compradores para seus negócios que não param de gerar prejuízos e frustrar as taxas de retorno projetadas em seus Planos de Negócios. Portugueses, espanhóis, alemães, finlandeses e italianos estão sofrendo para converter seus ativos turísticos situados aqui no Ceará em ativos financeiros. O arrependimento é grande e, curiosamente, cresceu muito depois da constatação de que o HUB Aéreo ainda não produziu melhoras na circulação e ocupação de gringos nos meios de hospedagem do Estado.

O danado é que sequer estão conseguindo compradores, como é o caso dos Italianos do então espetacular Boa Vista Resort, fechado em Camocim/CE há mais de quatro anos. No caso foram destruídos 94 empregos diretos na Região e cerca de 300 indiretos.

O símbolo maior da derrocada dos investimentos turístico do Ceará foi o bombástico anuncio da sociedade empresária controladora do sofisticado Resort Dom Pedro Laguna, que é a grande âncora e único Resort do complexo turístico/hoteleiro/imobiliário Aquiraz Riviera, de vender o empreendimento. O Governo do Estado, depois de enterrar no referido empreendimento mais de 120 milhões de reais em infraestruturas, assiste à revoada dos portugueses que lideraram a implantação do equipamento que é o único a contar com um premiado campo de golfe de padrão internacional. Depois de uma década de prejuízos, aguardando e pleiteando uma agenda capaz de viabilizar o salto de patamar do turismo cearense, decidiram vender tudo e atravessar do Atlântico Sul para o Atlântico Norte e apostar na terra em que o Turismo só cresce: a deles mesmo, Portugal.

Assim, vamos ficando para trás com nosso Turismo “Gabriela – Eu nasci assim/eu cresci assim/eu sou mesmo assim/vou ser sempre assim”, agravado pelo o ambiente de investimento no Estado cada vez mais hostil ao capital, tanto pelo retorno quando pela complexidade e burocracia.

Sem falar na fama, em consolidação, de Destino Turístico Inseguro.

Allan Aguiar

ex-secretário do Turismo do Ceará

Bolsonaro prepara pacotão de medidas e vai conversar com o Congresso

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse que, se eleito, as propostas de governo só serão encaminhadas ao Congresso Nacional, depois de conversas com senadores e deputados federais. De acordo com ele, pretende apresentar uma série de medidas que devem ser negociadas com os parlamentares.

“Não vamos apresentar nada sem conversar com os parlamentares. Para ter certeza que essas reformas serão aprovadas de forma racional pelo Parlamento.”

A afirmação foi dada durante entrevista exclusiva à TV Band e veiculada nas redes sociais do candidato neste domingo (21). Ele reiterou que não pretende participar de debates, como vem cobrando seu adversário Fernando Haddad (PT).

O candidato do PSL rebateu as acusações de envolvimento no esquema supostamente financiado por empresários para disseminar fake news anti-PT. Segundo ele, sua campanha é feita por simpatizantes e ele, pessoalmente, não tem amizade com empresários. “São milhões e milhões de pessoas que trabalham pela minha candidatura. São robôs do bem.”

Segundo Bolsonaro, na relação do “pacotão de medidas” estão propostas que se referem à segurança jurídica para o campo. “Não pode o fazendeiro hoje ouvir uma notícia que a terra dele vai ser demarcada.” Ele disse que o setor produtivo precisa ter garantias quando houver demarcação de terras ou reintegração de posse de terras.

Também examina a possibilidade de tipificar como “terrorismo” eventuais ocupações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). “Nós vivemos em paz e harmonia. Invasão de terra não pode continuar acontecendo no Brasil.”

O candidato reiterou os nomes que devem compor seu futuro ministério: o general Augusto Heleno para Defesa, o deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS) para Casa Civil, o astronauta Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia, e Paulo Guedes para Economia. Ele confirmou que pretende unir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

(Agência Brasil / Foto: Júlio Caesar/O POVO)

Tasso fez o gesto que o PT não quis entender

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Em artigo na Folha de S.Paulo, o economista Marcos Lisboa aponta que Tasso abriu caminho para o diálogo e o PT esnobou. Confira:

Tasso Jereissati estendeu a mão. Pouco antes do primeiro turno, fez o que se tornou produto raro no debate público brasileiro: reconheceu erros.

Para quem é do ramo, o gesto deveria ser óbvio. Em tempos de polarização, ele convidou o PT ao diálogo.

Vale lembrar que se tornou governador ao derrotar os velhos coronéis do Ceará e fez uma gestão admirável, iniciando uma sequência de administrações que, décadas depois, conseguiu alguns avanços importantes em um país carente de bons exemplos.

Tasso, de fala mansa e convicções firmes, foi fundamental para a aprovação de muitas reformas no começo do governo Lula. Apesar de estar na oposição, jamais compactuou com a miudeza da política de ocasião que tem como objetivo único derrotar o adversário.

O primeiro Lula reforçou a política de estabilidade econômica e aperfeiçoou a agenda social iniciada por FHC. Ele teve o mérito adicional de, por meio do seu discurso, trazer os grupos mais vulneráveis, incluindo as minorias, para o centro da política pública.

Paulatinamente, porém, o governo deixou de dialogar com a oposição, optando pela aliança com pequenos partidos em troca de cargos. Sabemos das consequências.

Para piorar, a partir de 2008 resgatou o nacional-desenvolvimentismo tentado por Geisel e que nos levou à severa crise dos anos 1980.

O resultado com o PT não foi diferente. Fracassaram quase todos os grandiosos projetos iniciados sob a euforia do pré-sal, ainda na década passada. Apesar disso, lideranças do partido insistem em atribuir a crise recente aos erros cometidos após 2013.

A intervenção do setor de óleo e gás começou com Lula, assim como a expansão do crédito subsidiado e as medidas para estimular setores como a indústria naval. O fracasso imenso custou caro. Não se despreza a incompetência incomparável da gestão Dilma, mas Lula iniciou a agenda equivocada.

Em 2014, o governo abusou da expansão dos gastos públicos em meio a uma campanha eleitoral em que demonizou a oposição e prometeu uma coisa para depois fazer outra. O resultado foi uma ruptura que inviabilizou a reconciliação política e a reconstrução da economia.

Por tudo isso, surpreendeu a generosidade de Tasso ao estender a mão em um país dividido, onde ambos os lados têm medo da alternativa por boas razões.

O PT, porém, optou pela soberba. Arrogou-se senhor da razão em vez de reconhecer seus imensos erros na economia, na falta de condenação da opressão na Venezuela e na opção pela política de balcão.

Tasso fez o gesto que o PT não quis entender. Recusar o seu convite ao diálogo foi mais um exemplo da pequenez que nos trouxe a essa polarização disfuncional e preocupante.

Marcos Lisboa

Presidente do Insper, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2003-2005) e Doutor em Economia.

Enem: estudantes podem confirmar inscrição a partir desta 2ª feira

A partir desta segunda-feira (22), os estudantes que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 podem acessar os cartões de confirmação da inscrição. Para consultar o documento, é necessário acessar a página do participante, onde deve ser colocado o CPF e senha ou baixar em seu celular o aplicativo Enem 2018. A primeira etapa do exame será aplicada no domingo, dia 4 de novembro.

O cartão contem os dados do estudante, o endereço do local, a data e hora da aplicação da prova, além das informações sobre a língua estrangeira escolhida e recursos de acessibilidade, se tiverem sido solicitados. Caso tenha problema com as informações do cartão ou dificuldade de acesso ao documento, o estudante pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800616161 ou pelo link Fale Conosco, no site do Enem.

Com a entrada em vigor do horário de verão no mesmo dia da primeira etapa do Exame, em 4 de novembro, o Ministério da Educação recomenda que os inscritos fiquem atentos aos horários de abertura e fechamento dos portões dos locais de prova em cada estado.

Para evitar imprevistos, o MEC recomenda que o estudante planeje o trajeto até o local da prova. O ministério sugere também que os participantes comecem a ajustar o horário de sono e dormir mais cedo uma semana antes do dia da prova.

Confira os horários do fechamento dos portões

No Distrito Federal e nos estados do Espírito Santo, de Goiás, Minas Gerais, do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e São Paulo, os portões abrem às 12h e fecham às 13h.

Nos estados de Alagoas, do Amapá, da Bahia, do Ceará, Maranhão, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí, Rio Grande do Norte, de Sergipe, do Tocantins, os portões abrem às 11h e fecham às 12h.

No Amazonas, em Rondônia e Roraima, os portões abrem às 10h e fecham às 11h. No Acre, os portões abrem às 9h e fecham às 10h, no horário local.

(Agência Brasil)

Filho de Bolsonaro diz que bastam um soldado e um cabo para fechar o STF

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O deputado eleito Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que “para fechar o STF (Supremo Tribunal Federal) você manda um soldado e um cabo”. O comentário foi feito após ele ser questionado sobre a possibilidade de a Corte impugnar a candidatura do pai. “O que que é o STF, cara? Tipo, tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua?”, indaga ele. O vídeo, feito durante uma palestra, foi divulgado nas redes sociais neste domingo, 21, e está gerando críticas.

Durante visita a São Luís, no Maranhão, neste domingo, 21, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou que, no vídeo, Bolsonaro está ameaçando fechar o STF. “Há muito medo de violência por parte de Bolsonaro. Um filho dele chegou a gravar, de um pensamento, se é que se pode chamar de pensamento o que eles falam, é uma coisa tão impressionante que não sei se pensam para falar. Disse que iam prender, fechar o Supremo Tribunal Federal caso batessem de frente com o executivo”, comentou o candidato. A informação é da Folha de S. Paulo.

Não há confirmação sobre quando o vídeo foi feito.

A palestra, que ocorreu antes do primeiro turno, foi gravada por participantes. Em determinado momento, alguém da plateia, que não pode ser visto pela câmera, questiona a Eduardo Bolsonaro: “Teu pai sendo eleito no 1º turno, há possibilidade do STF, que há uma previsibilidade, dele agir e impedir que o seu pai assuma? E isso acontecendo, o Exército pode agir sem ser invocado lá, salvo engano, acho que o artigo primeiro, se isso acontecer?”.

“Aí já está caminhando para um estado de exceção, né?”, começa a responder Eduardo. “O STF vai ter que pagar pra ver, e aí quando ele pagar pra ver vai ser ele contra nós”, comenta o deputado.

“O pessoal até brinca lá, cara. Se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe, cara, manda um soldado e um cabo. Num é querer desmerecer o soldado e o cabo, não. O que que é o STF, cara? Tipo, tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua? (…) Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular à favor dos ministros do STF? Milhões na rua? ‘Solta o Gilmar, solta o Gilmar’? Com todo respeito que eu tenho ao excelentíssimo ministro Gilmar Mendes, que deve gozar de uma imensa credibilidade com os senhores”.

No Twitter, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) repudiou a fala da Eduardo Bolsonaro. “Prega a ação direta, ameaça o STF. Não apoio chicanas contra os vencedores, mas estas cruzaram a linha, cheiram a fascismo”.

Eduardo Bolsonaro não se pronunciou até a publicação desta matéria.

(O POVO Online)

TSE prepara anúncio de medidas de combate às fake news

A uma semana do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para hoje (21) à tarde uma entrevista à imprensa em que devem ser anunciadas medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais. A entrevista ocorre no momento de acirramento de acusações entre as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Além da presidente do TSE, ministra Rosa Weber, deverão participar da entrevista os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

No TSE, há decisão para abertura das investigações em torno das denúncias sobre a existência de empresários que financiariam um esquema criminoso para a propagação de fake news anti-PT via WhatsApp. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral Eleitoral também estão nas apurações.

A semana que passou foi tensa, pois Haddad acusou Bolsonaro de estar por trás do esquema. Os adversários trocaram acusações. Bolsonaro negou envolvimento. Pelo Twitter, o candidato do PSL afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e que o PT não está sendo prejudicado por fake news, e sim pela “verdade”.

Partidos políticos, que apoiam ambos os candidatos, recorreram à Justiça Eleitoral em busca de providências. O PT pediu ao TSE para declarar Bolsonaro inelegível por 8 anos com base nas denúncias publicadas na imprensa.

(Agência Brasil)

Khashoggi: vítima da tirania

Editorial do O POVO deste domingo (21) aponta a liberdade de expressão como sentença de orte de jornalista árabe. Confira:

O mundo não cansa de externar o seu horror ao tomar conhecimento dos detalhes horripilantes da morte, sob tortura, dentro do consulado da Arábia Saudita na Turquia, do jornalista do Washington Post, Jamal Khashoggi. Ele foi visto entrando, no último dia 2, na sede da representação diplomática de seu país, em Istambul – onde acorrera para obter um documento – e nunca mais foi visto. Sabe-se, agora, que foi detido, no interior prédio, torturado (teve os dedos de uma das mãos decepados cruamente), decapitado e teve seu corpo retalhado. Tudo praticado por agentes da polícia política da monarquia saudita. Supostas razões: artigos críticos ao príncipe herdeiro de um regime absolutista paparicado pelo Ocidente.

Ele não era propriamente um dissidente, mas sim, um jornalista crítico, inconformado com os padrões medievais do regime. Tanto que teve de abandonar o país, em 2017, por conta da pressão das autoridades locais. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, 32, parece não ter gostado de sua “insolência”. Embora desde que assumiu a direção do gabinete real tenha anunciado tímidas reformas modernizadoras, no entanto, reprimiu, ao mesmo tempo, e levou à prisão ativistas do movimento pelos direitos humanos, feministas, intelectuais e artistas inconformistas.

A última contribuição de Khashoggi no Washington Post (“O que o mundo árabe precisa é de mais liberdade de expressão” – publicada postumamente) recebeu um comentário muito pertinente de sua editora-chefe, Karen Attiah: “Este artigo reflete perfeitamente seu compromisso e paixão pela liberdade no mundo árabe, uma liberdade para a qual parece que ele deu a vida”. Nele, o jornalista lamentava: “Os árabes [com exceção da Tunísia] não recebem informações ou estão mal informados. Não podem falar adequadamente e muito menos falar em público sobre as questões que afetam a região e sua vida cotidiana”.

Ainda em 2014 ele protestara contra a onda de prisões de ativistas: “Existe uma maneira melhor para o reino evitar as críticas do Ocidente: simplesmente libertar ativistas de direitos humanos e interromper as prisões desnecessárias que prejudicaram a imagem da Arábia Saudita”.

Exaltar a memória de mais este mártir da liberdade de imprensa é alertar os povos a não baixar a guarda contra a tirania, pois nunca se sabe qual é sua próxima investida. Antes prevenir, do que tentar remediar tardiamente.

Carreata pró-Bolsonaro ocupa principais vias de Fortaleza

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André Fernandes, Heitor Freire, Capitão Wagner e Delegado Cavalcante puxam a carreata.

Apoiadores do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, realizam carreata pelas principais vias de Fortaleza neste domingo.O grupo saiu da sede do comitê central do presidenciável, na avenida Antônio Sales, que foi inaugurado na última terça-feira, 16.

No trajeto, avenidas Engenheiro Santana Júnior e Padre Antônio Tomás, pela rua Otávio Lobo e pelas avenidas Santos Dumont, Dom Luís, Desembargador Moreira e Abolição. O encerramento do percurso será no Aterro da Praia de Iracema.

O presidente do PSL do Ceará, deputado federal eleito, Heitor Freire, o deputado federal eleito Capitão Wagner (Pros), e os deputados estaduais eleitos André Fernandes e Delgado Cavalcante puxam a carreata.

Segundo o presidente do PSL cearense, Heitor Freire, ainda ocorrerão atos, neste domingo, no Interior. Às 14 horas, haverá carreta em São Gonçalo do Amarante (RMF); às 16 horas, carreata em Brejo Santo (Cariri); às 16 horas, carreata em Icapuí (Litoral Leste); às 16h30min, carreata em Forquilha (Zona Norte); e às 17 horas, carreata em Santa Quitéria (Zona Norte).

Congresso pode votar vetos presidenciais na quarta-feira

Apesar de não haver sessão de votações da Câmara dos Deputados na próxima semana, os parlamentares têm agendada uma sessão conjunta do Congresso Nacional para quarta-feira (24), às 11 horas, com sete vetos trancando a pauta. Entre eles, o veto total ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 500/18, do deputado Jorginho Mello (PR-SC), que permitia o retorno ao Simples Nacional (Supersimples) das empresas desligadas desse regime especial de tributação por falta de pagamento de tributos posteriormente renegociados.

Esse projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional para permitir que empresas excluídas antes da derrubada de outro veto ao projeto de lei sobre parcelamento pudessem voltar ao Simples Nacional.

Com a regulamentação da lei do parcelamento pela Receita Federal, as microempresas excluídas esperavam poder ser reincluídas no Simples Nacional com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2018.

O veto do Poder Executivo à matéria baseia-se no argumento de que o retorno dos inadimplentes ampliaria a renúncia de receita sem atender a Lei de Responsabilidade Fiscal e a emenda constitucional do teto de gastos.

Veja a relação dos vetos pendentes de votação:

Veto 19/18: permite que até 20% dos gastos em pesquisa e desenvolvimento por parte de empresas de tecnologia beneficiadas por isenção tributária sejam destinados à administração e na compra, implantação, ampliação ou modernização de infraestrutura física e de laboratórios de pesquisa (MP 810/17);

Veto 20/18: inclui no Sistema Único de Segurança Pública (Susp) as ações socioeducativas; e considera atividades de agentes penitenciários e peritos criminais como de natureza policial, permitindo à categoria pleitear esse tempo de serviço para se aposentar segundo as regras de policiais (PL 3734/12);

Veto 22/18: muda o método de cálculo dos encargos incidentes sobre empréstimos não rurais junto aos fundos constitucionais de financiamento (MP 812/17);

Veto 25/18: incluía a Polícia Ferroviária Federal e a guarda portuária entre os órgãos integrantes da estrutura do Ministério da Segurança Pública e permitia ao ministro dessa pasta solicitar, ao presidente da República, militares das Forças Armadas (MP 821/18);

Veto 31/18: implantação do referencial de qualidade na educação, chamado de Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi); uso de recursos federais em qualquer estrada vicinal e não apenas naquelas que margeiam rodovias federais; e garantia de recursos para ações do Fundo Nacional de Assistência Social em montante igual ao de 2016 (PLN 2/18 – LDO 2019).

(Agência Câmara Notícias)