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Roberto Cláudio inaugura 47º Ecoponto de Fortaleza

O prefeito Roberto Cláudio inaugurou, nesse sábado (18), no bairro João XXIII, o 47º Ecoponto de Fortaleza. O equipamento é o quarto similar implantado na Regional III e reforça a política voltada à gestão responsável de resíduos sólidos na Capital.

A partir da troca de materiais recicláveis por vantagens do programa Recicla Fortaleza, a população obtém desconto na conta de energia e crédito no Bilhete Único.

“Com essa política, a Prefeitura busca transformar resíduos descartáveis em oportunidades. Um Ecoponto como este, após inaugurado, acaba com os lixões em um raio de 300 metros, em média. Desta forma, a partir do engajamento da comunidade, é possível promover mais limpeza, garantir mais saúde e transformar o lixo em renda para a população”, ressaltou Roberto Cláudio, ao acrescentar que, até o final deste ano, 13 novos equipamentos similares serão implantados.

Até o fim de 2020, a expectativa da Prefeitura é de que Fortaleza conte com 120 Ecopontos, estrategicamente distribuídos por todas as Regionais, contemplando todos os bairros de Fortaleza.

O Ecoponto oferece estrutura adequada ao descarte de pequenas proporções de entulho, restos de poda, móveis e estofados velhos, além de óleo de cozinha, papelão, plásticos, vidros e metais. O funcionamento é de segunda-feira a sábado, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

(Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Fortaleza / Foto: Divulgação)

ONU dá liminar para Lula

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (19):

Repercute no mundo inteiro a liminar concedida pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que possa concorrer às eleições mesmo estando na prisão. O jornal The New York Times, o mais importante do planeta (que já havia publicado um artigo do líder brasileiro no dia do registro de sua candidatura) publicou, nesta sexta feira, reportagem sobre a decisão do organismo mundial em que este insiste junto ao governo brasileiro para “que Lula possa desfrutar e exercer seus direitos políticos enquanto estiver na prisão, como candidato nas eleições presidenciais de 2018 (…) Isso inclui ter acesso apropriado à mídia e aos membros de seu partido político”.

Pediu ainda o governo brasileiro que “não o impeça de concorrer às eleições presidenciais de 2018, até que seus recursos sejam apresentados aos tribunais”. A iniciativa, inevitavelmente terá repercussão na campanha eleitoral. Para o embaixador Paulo Sérgio Pinheiro, ex-assessor da ONU, o Brasil está obrigado a acatar a liminar, pois assinou o pacto pelo qual se comprometeu a cumprir as resoluções do Comitê de Direitos Humanos da ONU, durante o governo José Sarney.

Aliás, o registro do candidato petista foi apresentado coletivamente por 50 mil pessoas vindas de todo o Brasil para acompanhar a formalidade no prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Não tardou a reação: mal tinham passado duas horas do registro e já a procuradora geral da República, Raquel Dodge, entrava com o pedido de impugnação. Com a mesma sofreguidão, o algoritmo do Judiciário entrou em cena e não decepcionou a Lava Jato: o ministro Luís Roberto Barroso – o principal formulador da nova ordem no STF – foi escolhido como relator para azar dos de sempre. Quem sabe se benzendo os mecanismos do algoritmo do Judiciário esse azar não seria afastado? – Indagam, ironicamente, os do campo aziago.

Juristas “das antigas” (isto é, de antes da nova ordem jurídica) até não veriam com desagrado tanta ansiedade em demonstrar “serviço”, desde que a legislação não fosse atropelada. Pois, o rito consagrado para oficializar um candidato deve seguir os seguintes passos: 1) registro da candidatura; 2) publicação do registro no Diário da Justiça Eletrônica, em até três dias; 3) a partir daí haverá um espaço de cinco dias para uma eventual contestação por parte de qualquer candidato, partido, coligação ou Ministério Público Eleitoral; 5) formulada a contestação, seguem-se os recursos dos advogados em todas as instâncias a que o candidato tem direito a apelar.

Assim o entende, por exemplo, Marco Aurélio de Mello, do STF – um ministro “das antigas” – em declaração à imprensa, após ser indagado sobre o açodamento no TSE: “Há a necessidade de se observar o rito. É o que eu costumo dizer: paga-se um preço por ser viver num Estado democrático – e é módico. Está ao alcance de todos o respeito ao figurino legal”.

Ter a convicção de que o devido processo legal está sendo cumprido e de que a Constituição está sendo respeitada seria um fator tranquilizante para o ambiente eleitoral. Esse é um consenso entre os observadores da cena política. Se os eleitores confiarem nas instituições, veda-se qualquer brecha para inseguranças e contestações desabridas.

Para tanto, as dúvidas que toldam o ambiente precisam ser esclarecidas. É o caso das gravíssimas revelações feitas esta semana ao Estadão pelo diretor geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, sobre o que se passou no dia 8 de julho, último, quando os carcereiros do ex-presidente da República se recusaram a acatar a ordem de soltura emitida pelo desembargador Rogério Favreto.

Não cabia aos carcereiros nenhuma atitude que não fosse a de liberar o prisioneiro, imediatamente, sem consulta a mais ninguém (conforme a legislação). O juiz Sérgio Moro, de primeira instância, não poderia suspender a ordem de um superior; ademais o caso não estava mais sob sua jurisdição (mas na 2ª instância) e ele próprio estava de férias. Nem poderia intervir o relator do processo, Gebran Neto, pois estava de recesso. Enquanto durasse o plantão de seu substituto (até 11 horas do dia seguinte), só este tinha a autoridade maior. Tampouco a tinha o presidente do TRF-4, Thompson Flores, pois não podia passar por cima do plantonista. Muito menos a procuradora-geral Rachel Dodge. Todos teriam atuado à margem da ordem jurídica, que exige prazos e procedimentos formais – na visão majoritária dos juristas. É o que se espera seja esclarecido antes das eleições.

Projeto cria benefício extra ao Bolsa Família vinculado a desempenho escolar

Proposta em análise na Câmara dos Deputados altera o Programa Bolsa Família (Lei 10.836/04) para criar um benefício complementar, no valor de R$ 85, para famílias com filhos entre 13 e 17 anos que atendam a metas de desempenho escolar.

O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), autor do Projeto de Lei 9287/17, explica que o benefício extra será pago mensalmente, por um ano, após o estudante ser aprovado em avaliação anual a ser realizada pelo órgão federal competente.

“É preciso avançar na melhoria dos índices educacionais dos beneficiários, não apenas mediante a exigência de frequência escolar, mas também por meio da criação de incentivos à melhoria do desempenho escolar”, argumenta Matos.

Segundo ele, a avaliação deverá exigir esforço dos estudantes para o alcance de metas individualizadas, proporcionais ao histórico de acesso a direitos e garantias fundamentais por parte do possível beneficiário e de seus familiares.

“As metas deverão levar em conta eventuais impedimentos ou limitações de natureza física, mental, intelectual ou sensorial do aluno”, disse Matos.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Ciro diz ter “vergonha” de aliança e rejeita palanque com Eunício

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Candidato à Presidência e maior líder da base aliada no Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) disse ontem ter “vergonha” da aliança formada entre a base do governador Camilo Santana (PT) e o senador Eunício Oliveira (MDB). Além de afirmar que não votará nem pedirá votos ao emedebista, Ciro disse ainda se recusar a subir em palanques com Eunício neste ano.

“Eu não voto [em Eunício]. Eu me sinto envergonhado com essa contradição, mas respeito porque na vida pública é assim que acontece. Mas eu tenho muita vergonha desse momento”, disse, durante evento de lançamento de sua candidatura ao Planalto em Fortaleza. “Essa foto de eu com o Eunício em qualquer palanque, daqui até o fim da minha vida, ninguém terá, nunca mesmo”, disse.

Afirmando que votará no irmão Cid Gomes (PDT) para uma das vagas, Ciro disse ainda que deverá escolher, ao longo da campanha, qual dos candidatos da oposição ao Senado receberá o seu voto para a segunda vaga. “Eu nunca anulei voto, então vou ver qual dos outros candidatos merece”, disse. “Mas nele [Eunício] eu não voto”, acrescenta logo depois.

Posição dura de Ciro difere significativamente de falas dos demais irmãos Ferreira Gomes sobre a aliança. Na última quarta-feira, Eunício cumpriu agenda em Sobral – berço político da família – ao lado de Cid e do prefeito Ivo Gomes (PDT). No evento, Ivo fez diversos elogios à parceria com o senador e chegou inclusive a pedir votos para o emedebista.

Presente no ato de ontem, Cid adotou postura diplomática, dizendo estar tranquilo em “recomendar” voto a Eunício. “Nunca fiz de divergências políticas inimizades pessoais. Não é que eu ou ele tenhamos mudado, é só que a gente está em um projeto agora, então estou tranquilo fazendo a campanha do Eunício, recomendando voto a ele e pedindo voto para o Camilo”.

Formalizada com discurso de Camilo na convenção que lançou Eunício à reeleição, aliança “informal” – com o PDT só lançando um candidato ao Senado – ainda não se efetivou na Região Metropolitana de Fortaleza. Até agora, eventos de campanha que uniram o senador e governistas só ocorreram no Interior.

Presentes no evento, diversos deputados do PDT afirmaram que aprovam a reaproximação de Camilo e Eunício. O presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, no entanto, descarta aliança com o MDB. “Nós só temos um candidato, que é o Cid”, diz. (Carlos Mazza)

(O POVO Online/Repórter Carlos Mazza/Foto – Paulo MOska).

Aquarela do Brasil – Francisco Alves, pelos 120 anos de nascimento, neste domingo

Conhecido como o “Rei da Voz”, Francisco de Morais Alves começou a cantar profissionalmente aos 20 anos de idade, após trabalhar como engraxate, taxista e em uma fábrica de chapéus. O sucesso, no entanto, chegou somente 12 anos depois. Enquanto isso, sua vida fora marcada pelo casamento com uma prostituta, pela qual se apaixonara ao acreditar que a tiraria do bordel. Porém, a união durou somente nove dias, após a esposa confessar que gostava da profissão. Alves morreu aos 54 anos, em acidente automobilístico.

Lei de Proteção de Dados trará impactos a pessoas, empresas e governos

A Lei Geral de Proteção de Dados (13.709) foi sancionada nesta semana pelo presidente Michel Temer. A norma traz regras sobre a coleta e o tratamento de informações de pessoas por empresas e órgãos do poder público. A norma, que ainda terá um período de transição de 18 meses antes de entrar em vigor, terá impactos nas atividades cotidianas de usuários, empresas e órgãos da administração pública.

A lei trará consequências especialmente no mundo online, uma vez que os usuários têm registros e atividades coletados e tratados diariamente não somente por plataformas (como Facebook ou Google) mas por uma série de outras empresas sem que eles saibam. Mas também valerá no mundo offline, como no pedido de CPF para compras em farmácias ou na hora de entrar em um prédio residencial ou comercial.

Segundo a norma, dados pessoais são informações que podem identificar alguém. Não se trata, portanto, apenas do nome. Mas um endereço ou até mesmo empego podem ser considerados como tal se permitirem identificar alguém quando cruzados com outros registros.

Dentro do conceito, foi criada uma categoria chamada de “dado sensível”, informações sobre origem racial ou étnica, convicções religiosas, opiniões políticas, saúde ou vida sexual. Registros como esses passam a ter nível maior de proteção, para evitar formas de discriminação. Esse tipo de característica não poderá ser considerado, por exemplo, para direcionamento de anúncios publicitários sem que haja um consentimento específico e destacado do titular. Já registros médicos não poderão ser comercializados.

Mas quem fica sujeito à lei? Todas as atividades realizadas ou pessoas que estão no Brasil. A norma valerá para coletas operadas em outro país desde que estejam relacionadas a bens ou serviços ofertados a brasileiros. Se um site de cursos online, por exemplo, comercializa aulas em português ou voltada a brasileiros, deverá cumprir as exigências da norma.

Uma empresa não poderá coletar dados para fazer o que quiser com eles, mas deverá informar a finalidade. A coleta só poderá ocorrer em situações específicas, sendo a principal delas mediante a obtenção de autorização do titular (o chamado consentimento).

Crianças de até 12 anos ganharam garantias específicas na lei. A coleta fica sujeita a uma série de restrições, deve ser informada de maneira acessível para esse público e será condicionada à autorização de pelo menos um dos pais.

Para o pesquisador da Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits) Bruno Bioni, a existência da autoridade é fundamental para que ela possa aplicar os princípios previstos na lei aos casos concretos. “A lei não faz menção a uma tecnologia em específico. Por isso, será necessária a figura da autoridade para traduzir esses direitos de acordo com desafios que novas tecnologias vão colocar. Se falamos hoje em Big Data [coleta massiva de dados] e inteligência artificial, daqui a pouco falaremos de computação quântica”, argumenta.

(Agência Brasil)

Lupi diz que Bolsonaro é “armário vazio” e que é o adversário que gostaria de enfrentar

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse na noite deste sábado (18) que Ciro Gomes é o exemplo cearense que servirá para o Brasil. O dirigente comparece ao lançamento no Ceará da candidatura Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República, neste momento, no Papicu.

Lupi destacou que Ciro Gomes está melhor a cada debate e a cada ação pelo País.

Ele acredita que Bolsonaro (PSL) não impedirá a ida de Ciro ao segundo turno. “O Bolsonaro é o adversário que eu gostaria de ter pelo resto da vida, que é fraco, despreparado e a direita que saiu do armário e que o brasileiro vai rejeitar nas urnas”, avaliou.

2 a 1 – Gustavo comanda virada tricolor na Série B

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Pela segunda vez seguida, o Fortaleza voltou a vencer de virada pela Série B do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste sábado (18), no Castelão, o líder da competição saiu atrás no placar para o Boa Esporte, que marcou aos 3 minutos da segunda etapa, com Alyson, mas virou com gols de Gustavo, aos 5 minutos, e Bruno Melo, de pênalti, aos 27 minutos.

A reação do Fortaleza foi comandada por Gustavo, que, além de marcar o gol de empate, sofreu o pênalti que resultou na virada.

Com o resultado, o Fortaleza iguala seu melhor desempenho na competição, com quatro vitórias seguidas, o que não ocorria há 13 rodadas. A equipe cearense mantém os 10 pontos de vantagem para o primeiro time fora do G4, agora o Avaí. O Leão lidera a Série B com 43 pontos, seguido pelo CSA, com 34 (enfrenta o São Bento, às 21 horas), Atlético Goianiense, com 34, e Goiás, com 33.

O Fortaleza volta a campo na rodada completa da terça-feira (21), diante do CRB, em Maceió.

(Foto: Reprodução)

Lula candidato sim

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Em artigo sobre a candidatura Lula, o Professor Doutor de Direito Internacional Público e advogado Marcelo Ribeiro Uchôa aponta determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que garante ao ex-presidente o gozo dos direitos de candidato à Presidência da República, em igualdade de condições com os demais candidatos. Confira:

Como é de amplo conhecimento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou, em 2016, com base na hipótese prevista no art.1º do Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (com competência reconhecida pelo Brasil através do Decreto Legislativo 311/2009), o Comitê de Direitos Humanos da ONU (órgão previsto no art. 28 de citado Pacto, também reconhecido pelo Brasil através do Decreto 592/92), alegando violação em determinadas liberdades fundamentais, por exemplo, o fato de haver sido vítima de violenta condução coercitiva determinada judicialmente, operacionalizada por centenas de policiais, numa época em que sequer era réu da Justiça; determinação judicial ilegal (oriunda do mesmo juízo) de quebra de sigilo telefônico de chamada realizada com a então presidenta Dilma Rousseff, sem autorização do STF, inclusive, com eventual vazamento do teor do áudio para a imprensa nacional; ofensa à sua dignidade e honra, dentre outros aspectos que demonstravam que o ex-presidente estava sendo forçosamente submetido a um juízo parcial, inquisitório e seletivo, não por acaso estando hoje aprisionado sem sequer haver usufruído de seu direito constitucional de recorrer em liberdade a todas as instâncias judiciárias.

O comunicado do ex-presidente endereçado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU em 2016 (Comunicado n. 2841/2016) não foi decidido em definitivo. Porém, considerando factíveis e bem fundamentadas as violações alegadas, adensadas, agora, de outro elemento que diz respeito a uma possível nova violação do art. 25 do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, que se refere à garantia de não discriminação em matéria de direitos políticos, no caso, ao registro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidência da República nas eleições em curso, incluídos aí seu direito de participação político-eleitoral pleno, o Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou, em resposta à comunicação incidental realizada pela diligente defesa do ex-presidente, em 27 de julho passado, que o Estado brasileiro, por suas instituições competentes, gestione no sentido de garantir ao ex-presidente o gozo dos direitos de candidato à Presidência da República, em igualdade de condições com os demais candidatos.

A requisição internacional não impressiona, pois todo ser humano dentro ou fora do Brasil deveria ter direito de usufruir da máxima da presunção de inocência até o esgotamento dos recursos judiciais cabíveis. Saliente-se que, no caso concreto, está-se falando de uma situação permeada de transgressões jurídicas e judiciais em série, que mais dia, menos dia serão desmascarados nacional e internacionalmente. A medida do Comitê de Direitos Humanos da ONU também em nada abala o bom senso, quando se percebe, com clareza induvidosa, que o ex-presidente está sendo impedido de candidatar-se por ser o candidato potencialmente com maior preferência popular. A denegação de sua candidatura seria, portanto, um erro de impossível reparação, uma hipótese que nenhuma reversão judicial poderia eventualmente compensar.

Neste momento em que se discute se o Brasil deve ou não cumprir a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU, é importante deixar muito bem esclarecido que não cabe à Justiça brasileira, ou a qualquer outro poder que seja neste país, alegar soberania nacional para descumprir tal decisão. O Brasil é signatário de todos os pactos internacionais de direitos humanos atinentes ao caso. Descumprir a medida seria, por exemplo, em sentido diverso, porém perspectiva semelhante, não atender o que ninguém ousa questionar acerca dos deveres de proteção cautelar determinados internacionalmente no caso de Mônica Benício, viúva da ex-vereadora Marielle Franco, que vem sofrendo ameaças desde a covarde execução, com um agravante ainda mais enfático de que no caso do ex-presidente brasileiro a matéria não tramita na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, porém, no Comitê de Direitos Humanos da ONU, principal órgão monitorador do sistema global de proteção dos direitos humanos das Nações Unidas. Por isso, achando-se bom ou não, Lula é candidato, sim, à Presidência da República.

Marcelo Ribeiro Uchôa,

Advogado e Professor Doutor de Direito Internacional Público da Unifor

Egito sanciona lei que aumenta controle governamental sobre a internet

O presidente do Egito, Abdul Fatah al Sisi, promulgou uma nova Lei que outorga mais poderes às autoridades para bloquear sites e controlar conteúdos publicados na internet, informou neste sábado a agência oficial Mena.

A nova lei estipula que as empresas provedoras de serviços de internet (ISP) serão obrigadas a entregar às autoridades os dados de contato de qualquer usuário que seja suspeito de ter cometido crimes cibernéticos, informações que deverão armazenar durante 180 dias.

O texto também ampara as autoridades para bloquear sites egípcios ou estrangeiros envolvidos na divulgação de conteúdos que possam representar uma “ameaça à segurança nacional”, segundo detalhes oferecidos pelo jornal oficial Al Ahram.

Além disso, serão penalizados com prisão e multas os usuários que administrem contas na internet com o objetivo de cometer ou facilitar crimes.

A lei também considera crime a pirataria informática, assim como o acesso ilegal a dados ou e-mails de outros usuários ou a sites protegidos.

Esta nova norma, aprovada pelo Parlamento em julho, foi criticada por organizações defensoras dos direitos humanos egípcias e internacionais, entre elas a Anistia Internacional (AI), que acreditam que a lei amparará a censura de conteúdos na internet.

Desde maio de 2017, centenas de sites permanecem bloqueados no Egito, incluindo páginas de veículos de imprensa, organizações não governamentais, grupos políticos opositores e de empresas que oferecem serviços VPN, usados para se conectar a servidores estrangeiros e assim poder acessar conteúdos censurados no país.

Esta nova lei se soma a outras leis de imprensa aprovadas pelo Parlamento em junho, que aumentaram os poderes do Conselho Supremo para a Organização dos Veículos de Imprensa, órgão que terá poder para censurar sites.

(Agência Brasil com a EFE)

A força de Lula e o alerta para Ciro

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (18), pelo jornalista Érico Firmo:

A pesquisa Ibope, contratada pelo Sistema Verdes Mares, é amostra impressionante da força de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Ceará. Ele aparece com 56% das intenções de voto no Estado. Chama atenção porque Ciro Gomes (PDT) também está na pesquisa. O percentual dele é de 15%.

Chama atenção, sobretudo, porque Ciro foi candidato a presidente duas vezes. Em ambas enfrentou Lula. E nas duas teve mais votos no Ceará. Em 1998, Ciro teve 909,4 mil votos no Estado, contra 872,2 mil de Lula. Em 2002, o placar foi de 1,52 milhão contra 1,35 milhão. Hoje, o placar é de 56% a 15%.

Sem Lula, Ciro sobe bastante, para 39%. Como o petista não deverá mesmo ser candidato, o pedetista não tem tanto com que se preocupar. Em tese, tem caminho livre para sua melhor votação no Estado.

O problema para ele é o potencial de transferência de voto de Lula para Fernando Haddad. Na pesquisa Ibope, fica em 2%. Pode ter certeza de que, se não será de jeito nenhum de 56%, também não ficará nos 2%.

Como o próprio Ciro diz, para ter alguma chance, ele precisa ir muito bem no Ceará. Até para sustentar o discurso que aborda as conquistas do Estado.

A força de Lula e o fato de ser o estado de Ciro cria cenário muito próprio no Ceará. Tanto Jair Bolsonaro (9%) quanto Marina Silva (5%) ficam bem abaixo de seus patamares nacionais. Bolsonaro tem a metade do que obtém em todo o Brasil. Mesmo no cenário sem Lula, Bolsonaro passa de 9% para 14%, abaixo de seu patamar nacional.

Com Lula, o candidato do PSL tem 9%, não tão distante assim dos 15% de Ciro.

Camilo, Eunício e Cid voltam a realizar campanha juntos

Após participarem de comício na noite dessa sexta-feira (17), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, o governador Camilo Santana (PT) e o senador Eunício Oliveira (MDB), ambos candidatos à reeleição, percorreram neste sábado (18) as ruas e avenidas de Horizonte, também na Região Metropolitana, ao lado do ex-prefeito e ex-tucano Nezinho (PDT).

O ex-governador Cid Gomes (PDT), candidato ao Senado, voltou a marcar presença ao lado de Camilo e Eunício, depois de ausente do comício em Caucaia.

Na noite deste sábado, Cid Gomes deverá estar na companhia de Camilo Santana no lançamento no Ceará da campanha de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República, no bairro Papicu.

(Foto: Divulgação)

Uma cartilha às avessas

Em artigo no O POVO deste sábado (18), a jornalista Lucinthya Gomes lamenta que é colocada sobre a mulher a responsabilidade da autoproteção. Confira:

Juliana (nome fictício) se despediu dos amigos, com quem celebrava a conclusão do semestre na faculdade em um bar, e pediu uma corrida pelo aplicativo 99Pop para voltar pra casa por volta da 1 hora da madrugada. Entrou no carro, estranhou o desvio da rota, achou que estava perdida e, em seguida, sofreu agressões, ameaça, estupro e teve o desejo de não querer sobreviver. Um mês e meio depois, a prisão do agressor, identificado como Patrick Gomes, aconteceu e foi a manchete de ontem do O POVO.

Desde que li sobre o terror vivido por Juliana, a história fica retornando à minha mente. Foi como reviver aquele pesadelo recorrente de menina em que eu tentava acordar, mas ele teimava em assombrar. Quando se nasce mulher, o crescer vem acompanhado de uma série de orientações e condutas para se prevenir deste tipo de crime. Uma cartilha às avessas, endereçada ao destinatário errado.

Os comentários que ouvi e li sobre o caso pareciam magoar uma ferida que estava ali aberta. Quantas mulheres diziam “por isso nunca ando de Uber”, “por isso não ando sozinha em táxi”, “tá vendo, amiga? Tem que que ter cuidado”, “por isso que sempre envio print com a placa do carro para o meu marido”. Todos os caminhos colocam sobre nós, mulheres, a responsabilidade de nos proteger e de sempre estar acompanhadas, de nunca estar na rua tarde da noite, de mudar de calçada ao menor risco de assédio.

Não é que seja errado se cercar de cuidados! Cada uma das medidas foi assimilada e naturalizada por mim ao longo da vida e por todas as mulheres que conheço. Acontece que, por mais óbvio que pareça, acho imperativo registrar: Juliana não fez nada de errado. Além dela, o autor do crime confessou ter feito cinco vítimas. E, embora esta história tenha vindo à tona, o estupro é uma ocorrência rotineira nos registros policiais.

Também me chamou a atenção o relato de surpresa e espanto de internautas que diziam conhecer Patrick do local de trabalho, do grupo de amigos ou das andanças do bairro. Um jovem de 26 anos, com profissão, bem vestido, que dirigia um Logan preto e falava de fé em suas redes sociais. Não parecia suspeito. Cada elemento que compõe essa história confirma a vulnerabilidade de ser mulher.

Lucinthya Gomes, jornalista do O POVO

Redução – Dos 27,4 mil registros de candidaturas, 8,4 mil são de mulheres

As candidaturas femininas nas eleições de outubro chegam a 30,7%, o equivalente a 8.435, do total de 27.485 pedidos de registros encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Centro-Oeste é a região com maior percentual 31,14%, depois o Sudeste (31,02%), Sul (30,84%), Nordeste (30,30%) e Norte (29,75%).

Pela legislação, 30% é o percentual mínimo de candidaturas do sexo feminino por partido. Em 2014, as mulheres representavam 8,1 mil, ou 31,1% das candidaturas. Apesar da baixa evolução, analistas políticos consideram positivo o percentual registrado e observam mudanças na forma como as eleitoras devem escolher seus candidatos.

De acordo com os dados da Justiça Eleitoral, a maioria das candidatas se declara branca (51,7%) e parda (33,4%). A maior parte tem entre 45 e 49 anos e nível superior completo. A quantidade de casadas e solteiras é praticamente igual: 40%.

Pelos dados, 61,7% das candidaturas são para vagas de deputadas estaduais, enquanto 30% para federais. Há apenas duas candidatas à Presidência da República – Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) – e 29 para governos dos estados.

(Agência Brasil)

Futebol – Vavá Maravilha avalia rodada para Fortaleza e Ceará

Com campanhas opostas no Campeonato Brasileiro, Fortaleza e Ceará buscam a vitória, contra Boa Esporte e Vasco, respectivamente. Enquanto o Leão busca neste sábado (18), no Castelão, se firmar na liderança da Série B e cada vez mais se aproximar do acesso, o Ceará tenta tirar proveito da crise vascaína, na segunda-feira (20), em São Januário, para tentar deixar a zona de rebaixamento.

Setor de segurança privada cresce e lucra com acirramento da violência

Em tempos de violência e insegurança, um mercado específico aumenta o lucro e registra crescimento nos Estados Unidos, Europa e Ásia. É o setor de serviços em segurança privada. A conclusão é da Statista, consultoria alemã de pesquisa independente. A previsão é de que a receita do mercado global de tecnologia e serviços de segurança chegue a US$ 96,3 bilhões até dezembro.

Até 2020, a projeção é de que a receita do setor deve atingir US$ 240 bilhões. Só nos Estados Unidos, o crescimento estimado para este ano é de U$ 34 bilhões.

Especialistas afirmam que a tendência se estende também para o Brasil. Apenas em sistemas de segurança eletrônica, por exemplo, a expansão média anual foi de 8% nos últimos cinco anos no país. O impacto gera renda e serviços, assim como incentiva o mercado que fornece produtos e abre perspectivas para importação.

O especialista Glauco Tavares, diretor-executivo do Grupo RG Brasil, uma das maiores empresas do setor, aponta que o impacto do crescimento global da segurança privada reflete no Brasil.

“Empresas norte-americanas e brasileiras de segurança privada já estão trabalhando em conjunto, com o intercâmbio de informações, tecnologia e estabelecendo parcerias para a expansão do mercado.”

Segundo ele, Brasil e Estados Unidos têm se aproximado na área de segurança, não só em termos institucionais, como também em políticas públicas e no setor privado com a troca de experiências e intercâmbio tecnológico, entre os dois países.

“Vimos essa interação recentemente no setor de segurança como política de estado, quando EUA e Brasil criaram em maio, o Fórum Permanente para debater questões de segurança entre os dois países”, disse.

O fórum definirá alternativas para o combate do tráfico de drogas e armas, assim como de crimes cibernéticos e financeiros, além de lavagem de dinheiro e terrorismo. A primeira reunião de trabalho deve ocorrer ainda este ano em Washington, sem data definida.

(Agência Brasil)

A responsabilidade dos aplicativos

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Editorial do O POVO deste sábado (18) ressalta os crimes praticados por um motorista que se cadastrou no aplicativo 99Pop. Confira:

São estarrecedoras as revelações feitas pela reportagem, cuja série prossegue hoje, a respeito de crimes praticados por um motorista que se cadastrou no aplicativo 99Pop utilizando nome falso. Ele já confessou seis estupros contra passageiras, mas a polícia suspeita que ele tenha feito pelo menos 10 vítimas.

O transporte por aplicativos tornou-se popular entre os jovens por, supostamente, oferecer preços mais baixos e pelas facilidades que oferece. Rapidamente – aproveitando a falta de regulamentação -, o negócio expandiu-se de forma rápida e, agora se vê, de forma descontrolada e perigosa.

A reportagem, assinada pelos repórteres Carlos Mazza e Jáder Santana, faz levantamento minucioso e revela como contas falsas podem ser utilizadas por bandidos para facilitar seus crimes, já que a vítima vem até eles, confiando no serviço virtual.

Na edição de ontem, o jornal relatou a via-crúcis percorrida por uma jovem, dentro de um carro do aplicativo 99Pop, desde que ela chamou o veículo até o desfecho aterrorizante, em uma rua deserta, com a menina sendo estuprada, sob xingamentos, socos e tapas.

Na edição de hoje os repórteres mostram como é fácil comprar cadastros pelas redes sociais – OLX, Mercado Livre e Facebook – e tornar-se motorista de aplicativo, seja do 99Pop ou do Uber. Quem compra esses cadastros já o faz com más intenções, pois não pode inscrever-se diretamente no aplicativo, por alguma restrição, ou por ter sido bloqueado por má conduta. Sob supervisão da Polícia, os repórteres compraram um desses cadastros para mostrar como qualquer um pode fazê-lo. Depois, basta trocar a foto original e começar a operar.

Se não se pode acusar diretamente os aplicativos por condutas criminosas de falsos motoristas, é forçoso reconhecer que o sistema de licenças é muito vulnerável – e isso é de responsabilidade intransferível das empresas.

Dinheiro para isso não há de faltar, pois são companhias bilionárias, que operam em vários países do mundo. Além do mais, ficam com a parte do leão do serviço, cobrando 25% de cada corrida, sendo todas as despesas por conta dos motoristas.

As explicações que a 99Pop deu, por meio de nota, são burocráticas e superficiais. A empresa disse que bloqueou os dois perfis denunciados e que “colabora ativamente” com a polícia. No entanto, sem a reportagem do jornal, os casos não teriam vindo a público e nem os clientes de aplicativos seriam alertados sobre a existência de fraudes, que permitem atos criminosos.

Habituados à internet, os jovens têm falsa sensação de segurança quando contratam serviços via rede. Mas precisam saber que a selva do mundo real, repete-se no mundo virtual, por vezes de forma mais assustadora. PS. Para ler a matéria intitulada “Falso motorista de app é investigado por 4 casos de estupro”.

Bolsonaro tem plano para reduzir sua rejeição entre o eleitorado feminino

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Para diminuir a rejeição feminina, um dos seus pontos fracos, o candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, adotou uma tática.

Segundo informa a Veja Online deste sábado, o capitão da reserva, orientando por marqueteiros, passou a levar sua mulher, Michelle, a vários compromissos de campanha.

Bom lembrar que candidatos como Ciro Gomes (PDT) já fazem início mesmo antes da campanha oficial começar.