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Pós-Graduação em Letras abre inscrições para turmas de mestrado e doutorado nesta segunda-feira

O Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (www.ppgletras.ufc.br) recebe inscrições, no período de 10 de outubro a 11 de novembro, para as turmas 2017.1 de mestrado e doutorado. De acordo com o Edital n° 02/2016 (https://goo.gl/KeSl0X), são ofertadas até 24 vagas para o mestrado e até 13 para o doutorado.

As vagas estão divididas em três linhas de pesquisa comuns às duas pós-graduações: “Estudos Comparados de Literaturas de Línguas Modernas”, “Literatura, História e Memória” e “Estudos Comparados de Literaturas de Línguas Clássicas”.

Os interessados devem preencher e imprimir o formulário eletrônico disponível no sistema SIGAA (https://goo.gl/8is0KY) e entregar, pessoalmente, por procuração simples ou via correio, toda a documentação relacionada no item 4 do edital, em um envelope lacrado, na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Letras (Av. da Universidade, 2683, Benfica), das 8h às 11h e das 14h às 17h.

Informações sobre etapas do processo seletivo, documentação exigida, cronograma de atividades, bibliografia indicada, entre outras, estão no edital.

(UFC)

Em Castelão lotado, Leão busca colocar fim aos anos de Série C

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Sete anos em 90 minutos. Ou um pouco mais do que isso. Não é questão de drama. É de fato um grito que está entalado na garganta do torcedor tricolor. E que espera sair das entranhas, ecoar pela Capital, após a partida deste domingo (9), às 19 horas, no Castelão: “O Leão voltou”. Diante do Juventude-RS, uma vitória simples no mata-mata garante o retorno do Fortaleza à Série B do Campeonato Brasileiro depois de sete anos entregue aos percalços da Terceira Divisão Nacional.

Na última segunda-feira, a equipe leonina empatou sem gols com o adversário gaúcho em Caxias do Sul-RS. Uma partida dura e equilibrada, contra oponente forte no Estádio Alfredo Jaconi. Apesar do zero no marcador, o Fortaleza mostrou a consciência de quem sabia da responsabilidade de não trazer para casa desvantagem comprometedora. Porque a esperança da sua torcida — que promete encher as arquibancadas do estádio — dependia dessa garantia de continuar sonhando. Firme no propósito do acesso.

(O POVO)

Pessoas com hemofilia recebem tratamento individualizado no Hemoce

As pessoas portadoras de hemofilia, um distúrbio genético e hereditário que provoca deficiência dos fatores de coagulação (proteínas responsáveis por coagular o sangue), costumam apresentar, além das dificuldades de coagulação em ferimentos, sangramentos internos, sobretudo nas articulações e músculos.

Para dar uma melhor assistência a essas pessoas, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) dispõe de um Ambulatório de Coagulopatias, pioneiro no atendimento individualizado ao paciente hemofílico.

Desde o começo do ano, as 526 pessoas com hemofilia atendidas pelo Hemoce contam com este tipo de acompanhamento. Nele, os pacientes passam por uma avaliação dos hábitos e meios nos quais estão inseridos para que a equipe multidisciplinar do ambulatório adeque as condutas de tratamento caso a caso.

De acordo com o hematologista Luiz Ivando Pires, “é feito um estudo do cotidiano, do histórico e das pretensões de cada um dos pacientes e, a partir destas respostas individuais e do tipo de sangramento mais comum, adequamos o tratamento”.

Os pacientes passam por consultas médicas e farmacêuticas, realizadas a cada três ou seis meses, além de avaliação musculoesquelética, quando o hemocentro consegue controlar melhor a demanda de medicamentos pró-coagulantes (fatores de coagulação) para tratamento das hemofilias.

O Hemoce é o único centro de referência do Ceará para o atendimento das pessoas com hemofilia, desde crianças, até os adultos. O hemocentro de Fortaleza coordena todo este trabalho e também supervisiona o tratamento nas unidades regionais (Sobral, Crato, Iguatu e Quixadá).

(Hemoce)

Maia rebate PGR e defende aprovação da PEC dos Gastos Públicos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou, nesse sábado (8), a nota técnica enviada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Congresso Nacional sugerindo o arquivamento da Proposta de Emenda à Constituição 241. A chamada PEC do Teto dos Gastos estabelece um limite para os gastos do governo pelos próximos 20 anos.

Em nota divulgada à imprensa, Maia argumenta que a PEC tem o objetivo de “corrigir o desequilíbrio instaurado nas contas públicas a partir do acelerado aumento da despesa pública primária entre os anos de 2008 e 2015”. Dessa forma, o presidente da Câmara considera que a proposta é “condição indispensável para a retomada de uma trajetória de crescimento sustentável da economia brasileira, bem como para o estabelecimento de padrões de gestão responsável da dívida pública”.

A nota técnica produzida pela Secretaria de Relações Institucionais da PGR considera que a PEC é inconstitucional e fere a independência entre os poderes porque o Executivo teria, a pretexto de controlar os gastos, a condição de inviabilizar o funcionamento pleno dos demais, se tornando assim um “super órgão”. A PGR sugere ainda que, se não for possível arquivar a proposição, que ela seja corrigida reduzindo, por exemplo, o tempo de duração das medidas de 20 para dez anos.

O Palácio do Planalto divulgou nota na noite da sexta-feira (7) informando que a PEC cria os mesmos critérios de limite de gastos para todos os Poderes e para o Ministério Público e não trata de forma discriminatória os Poderes. O comunicado, divulgado pela Secretaria de Comunicação, foi uma resposta à nota técnica da PGR.

(Agência Brasil)

Queda de Dilma trouxe forças predadoras que sempre frearam o desenvolvimento do Brasil

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (9):

O grande número de votos brancos, nulos e abstenções, nestas eleições, expôs o desalento dos brasileiros com o sistema político corrupto.

Longe de significar uma renovação, a derrubada da presidente Dilma Rousseff trouxe para a linha de frente do cenário político as forças predadoras e fisiológicas que sempre frearam o desenvolvimento socioeconômico e político do Brasil. A parte delas que se abrigava na antiga base governamental (pois sempre aderem ao governo de plantão) sufocou a administração com demandas insaciáveis de verbas e cargos.

Ao serem contrariadas, revoltaram-se contra o governo e partiram para o golpe farsesco do impeachment, apoiadas pela plutocracia, por segmentos poderosos da mídia e da alta burocracia do Estado, além de grupos de interesses estrangeiros desejosos de abocanhar o pré-sal. E conseguiram.

Trump perde o apoio dos próprios aliados, mas diz que não renuncia à candidatura

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“Eu disse, errei, e peço perdão”. Com esse pedido de desculpas, o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, deu por encerrado a polêmica de um comentário machista que fez, há 11 anos, antes de entrar para a política.

“Eu parti para cima dela como uma cachorra, mas não consegui comer. E ela era casada”, relatou na época Trump, a dois amigos, suas aventuras amorosas. “Você sabe, eu sou automaticamente atraído pelas mulheres bonitas – eu simplesmente começo a beijá-las”, emendou Trump, de acordo com um vídeo apresentado nesse sábado (8) pelo The Washington Post.

As desculpas de Trump não convenceram sequer os próprios aliados, que sugerem a renúncia do candidato em favor do vice Mike Pence. “Respeitosamente lhe peço, com todo o respeito, que se afaste”, sugeriu o senador por Utah, Mike Lee. “Estou doente pelo que ouvi hoje”, lamentou o chefe da bancada republicana no Congresso, Paul Ryan, por meio de nota.

“Zero chance de que eu abandone”, rebateu Trump, em entrevista ao jornal The Wall Street Journal.

As desculpas de Trump serão melhores avaliadas neste domingo (9), a partir das 22 horas (horário de Brasília), quando o republicano enfrentará a democrata Hillary Clinton no segundo debate pela disputa à Presidência dos Estados Unidos.

(com agências)

A lógica dos eleitores

O jornalista Fábio Campos avalia a pesquisa O POVO/Datafolha. Confira:

O jogo político tem seus dogmas. Um deles: o gestor bem avaliado será reeleito. Mas, sabe-se, a política é dominada por variáveis que ninguém controla. Na política, absolutamente nada é absoluto. O absoluto só se concretiza quando os votos são contados. Portanto, os que se embrenham na zona de conforto costumam dar com os burrinhos n’água.

Vide Lúcio Alcântara, o governador que, em 2006, foi disputar o segundo mandato montado em uma gestão muito bem avaliada pelo honorável eleitor. Acabou derrotado no primeiro turno. Em política, o que parece sólido se desmancha no ar. O jogo é decidido sempre por um conjunto de circunstâncias que interagem entre si. Algumas controláveis. Outras, nem tanto.

Já é clássico: a pesquisa é o retrato de um momento. Um momento criado pelas circunstâncias que explicam o resultado apresentado no retrato. Bom, são as circunstâncias que explicam a folgada frente que Roberto Cláudio (PDT) colocou sobre Capitão Wagner (PR) na disputa pela Prefeitura de Fortaleza.

A principal circunstância: a avaliação da gestão de RC na Prefeitura melhorou substancialmente. Entre a primeira pesquisa O POVO-Datafolha (19 de agosto) e esta última finalizada em 07 de outubro, a aprovação de RC saiu de 34% para 50%. Notem: é praticamente igual aos 48% que RC obtém na pesquisa estimulada.

Prevalece a seguinte lógica: o eleitor que aprova uma gestão tende a bancar sua continuidade. Assim, a trajetória do prefeito só confirma outro dogma eleitoral: a avaliação da gestão sempre melhora no decorrer da campanha. Afinal, o espaço publicitário do horário eleitoral é generoso. Não foi à toa que RC juntou um bando de partidecos em seu palanque. Afinal, cada segundo na TV é precioso e deve ser usado com o fim de melhorar a avaliação como gestor.

Há outras circunstâncias que ajudam a explicar o resultado da pesquisa. Em uma semana entre o fim do primeiro turno e o início do segundo, RC conseguiu produzir alguns fatos políticos no entorno de sua candidatura. Entre eles, o apoio do PR, da Rede, de Ronaldo Martins e de Tim.

Tais fatos geram percepções do eleitor. O frenesi é visto pelo distinto eleitorado como demonstração de força política. Em contrapartida, do lado do Capitão, um deserto de fatos positivos que conviveu com pelo menos um negativo. No caso, o convite para as forças federais atuarem na cidade por causa do, digamos, comportamento assoberbado dos cabos e soldados eleitorais do Capitão.

O Capitão gente boa parece ser bem visto por significativa parte do eleitorado, mas não necessariamente isso ocorre em relação à tropa sob seu comando. Quem está acostumado com os humores da cidade, sabe que chegaria o momento em que o mal estar provocaria a fratura exposta. Pois é.

Atentem para um detalhe: a propaganda do Capitão no rádio e na TV é agradável aos olhos e, em muitos momentos, aos ouvidos. É esteticamente bem melhor que a de RC, que se mostra velhinha e esmaecida. No entanto, a estética e a linguagem são fatores que, para funcionar, precisam se relacionar com muitos outros.

No entanto, o jogo está sendo jogado. É apenas o início do segundo tempo. RC vai jogar para manter o resultado e o Capitão terá que reinventar sua estratégia se quiser virar o jogo. Isto, claro, se o Datafolha tiver captado com plena exatidão o real sentimento do eleitor, que, lembremos-nos sempre, costuma ser sábio até quando erra.

Aprovação de RC melhora e vai a 50%

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A pouco menos de três meses para o fim do mandato, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) tem hoje a gestão aprovada por 50% dos eleitores de Fortaleza. O desempenho, apontado na última pesquisa O POVO/Datafolha, representa uma melhora de 16% desde o último levantamento do tipo, de 18 e 19 de agosto de 2016.

No cenário antigo, 34% dos entrevistados avaliavam a gestão do prefeito como “ótima” ou “boa”. Agora, mesmo índice foi a 50%. Índice de eleitores que classificaram a gestão como “ruim” ou “péssima” reduziu, indo de 23% em agosto para 11%. Já número de pessoas que classificam o governo como “regular” se manteve estável, oscilando de 40% para 38%.

O intervalo entre as avaliações compreende justamente o pouco mais de um mês e meio desde o início da campanha eleitoral deste ano. A gestão, portanto, teria conseguido melhorar a imagem com a população por meio da campanha e da propaganda em Rádio e TV.

Solicitados a darem uma “nota” para a gestão Roberto Cláudio, os entrevistados conferiram ao gestor a média de 6,9. Em agosto, mesmo índice era de 5,8. Neste total, 15% deram nota máxima ao gestor, com dez, e 6% atribuíram nota zero à gestão.

A pesquisa foi realizada entre a última quinta-feira, 6, e esta sexta-feira, 7, e ouviu 864 eleitores de todas as regiões de Fortaleza. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) com número CE-09432/2016.

(O POVO)

Roberto Cláudio tem 48%; Capitão Wagner 34%

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Primeira rodada da pesquisa O POVO/Datafolha para o 2º turno em Fortaleza mostra Roberto Cláudio (PDT) com 14 pontos de vantagem sobre Capitão Wagner (PR). Mantendo liderança da primeira etapa da eleição, o prefeito tem hoje 48% das intenções de voto, contra 34% de Wagner. Indecisos são 10%, com 8% dizendo que irão votar em branco ou anular o voto.

Na divulgação por votos válidos, onde são excluídos da conta indecisos e eleitores que declararam votos brancos ou nulos, a diferença entre os candidatos passa para 18 pontos. Neste tipo de balanço, que segue a forma como a Justiça Eleitoral contabiliza o resultado das eleições, o candidato à reeleição alcança 59% das intenções de voto, contra 41% do militar.

A pesquisa foi realizada entre a última quinta-feira, 6, e a sexta-feira, 7, e ouviu 864 eleitores de todas as regiões de Fortaleza. Ela capta, portanto, a volta da propaganda em Rádio e TV e as primeiras movimentações de apoio de candidatos derrotados no 1º turno. Até a sexta-feira, Tin Gomes (PHS) e Ronaldo Martins (PRB) já haviam sinalizado apoio a RC.

A pesquisa aponta também indefinição do cenário: a vinte dias do 2º turno, 13% dos eleitores ainda admitem mudar de voto. Este dado, aliado aos 10% de indecisos na pesquisa estimulada, indica espaço de crescimento para ambas as candidaturas.

Regionais e segmentos

Na análise por região de moradia, Roberto Cláudio lidera em cinco das seis regionais de Fortaleza, tendo empate técnico com Capitão Wagner apenas na Regional III. Nesta área, RC tem 41% contra 39% de Wagner. A maior vitória do prefeito ocorre na Regional VI, onde ele possui 54% das intenções de voto, contra 27% do adversário.

O prefeito também lidera em todos os segmentos por sexo, idade, renda e escolaridade, com exceção da parcela de eleitores entre 25 e 34 anos. Neste recorte do eleitorado, Roberto Cláudio tem 45% das intenções contra 41% de Wagner, configurando empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Entre o conhecimento do número de candidatos, cerca de nove a cada dez eleitores (89%) informaram corretamente o número de urna de seu candidato.

No 1º turno da eleição, Roberto Cláudio terminou na frente com 40,81% dos votos, contra 31,15% de Capitão Wagner. Questionados pelo Datafolha, 74% dos eleitores disseram ter definido o voto nesta etapa um mês antes da eleição. Já 7% disseram ter escolhido seu candidato na véspera da votação, e 8% no próprio dia da eleição.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e a taxa de confiança é de 95%. Isto significa que, se fossem feitos cem levantamentos nesta metodologia, os resultados seriam os mesmos em 95 deles. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) com número CE-09432/2016.

(O POVO)

Criação do Programa Passe Livre Estudantil será analisada na Comissão de Educação

Os estudantes de baixa renda poderão ter a garantia de transporte público gratuito da residência até a escola onde estão matriculados. É o que estabelece projeto (PLS) 353/2016 que aguarda a apresentação de emendas na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). A proposta cria o Programa Passe Livre Estudantil, com o objetivo de estimular os municípios a garantirem o passe gratuito para estudantes.

Apresentado pelo senador Roberto Rocha (PSB-MA), atualmente licenciado, em parceria com a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), o projeto beneficia os alunos da rede pública e os bolsistas da rede privada de ensino fundamental e médio. Os benefícios também poderão ser estendidos aos estudantes de cursos profissionalizantes e técnicos, bem como aos matriculados em curso de qualificação profissional oferecido pelo programa do seguro desemprego.

Para ter direito à gratuidade, o aluno deverá comprovar a condição de baixa renda e a frequência mínima requerida pelo Ministério da Educação. O município também poderá estabelecer mais exigências para o ingresso do aluno no programa. Para custear o Programa Passe Livre, o projeto prevê a criação do Fundo Nacional do Passe Livre Estudantil, de onde serão transferidos, mediante ressarcimento, os recursos para os municípios que implementarem o programa.

(Agência Senado)

Mães de jovens negros assassinados denunciam à OEA falta de julgamentos

Menos de 8% dos casos de homicídios por arma de fogo chegam a julgamento no Brasil. A cada dez jovens assassinados no país, sete são negros. É o que mostra o dossiê A Situação dos Direitos Humanos das Mulheres Negras no Brasil, apresentado pelas organizações Geledés e Criola à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em encontro com a relatora de Direitos Afrodescendentes e Mulheres da OEA, Margarette Macaulay, que veio na semana passada ao Brasil, mães de jovens negros assassinados nas periferias denunciaram as dificuldades encontradas para buscar reparação e justiça pelos crimes e o direito de enterrar os corpos dos filhos.

Uma das autoras do dossiê, Nilza Iraci, do Instituto Geledés, destaca as violações que as mães também sofrem. “Cada morte de um jovem negro tem por trás uma mãe, uma irmã, uma companheira, uma família. As mães aparecem no momento em que sai a notícia e depois elas ficam sozinhas com suas dores”.

Segundo o dossiê, além do sofrimento pela perda do filho, “há ainda a culpabilização, a representação midiática negativa e preconceituosa desses jovens. Em situações como estas, as mulheres negras, vítimas negligenciadas, sozinhas ou organizadas em Coletivos de Mães em luta, seguem uma trajetória de invisibilidade e violências que não cessa”.

(Agência Brasil)

José Airton diz que aumento do limite do supersimples é passo importante para a redução da carga tributária

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Para o coordenador da Bancada do Ceará na Câmara Federal, deputado José Airton Cirilo (PT), a aprovação esta semana do substitutivo do Senado ao Projeto de Lei Complementar 25/07, que aumenta o limite máximo de receita bruta para pequenas empresas participarem do regime especial de tributação do Simples Nacional, é um passo importante para uma redução sistemática da carga tributária sobre o trabalhador brasileiro.

Uma das categorias beneficiadas com a aprovação da lei foi a dos advogados. Pela proposta do Senado, a margem inicial de algumas alíquotas era de 14,5%. Com a aprovação, as alíquotas são de 4% a 6%.

“O projeto pedia exatamente a retirada do item referente aos advogados e advogadas, mas conseguimos essa vitória. Por isso, a nossa bancada votou sim, porque entende também que este projeto é muito importante em nosso País, apesar de precisar de aperfeiçoamento”, comentou José Airton. “A simplificação é fundamental, principalmente, para aqueles advogados em início de carreira”, apontou o líder da Bancada do Ceará, ao ressaltar a luta da Ordem dos Advogados do Ceará, por meio dos advogados Gladson Mota, Roberta Vasques, Valdetário Monteiro, além do atual presidente da OAB-CE, Marcelo Mota Gurgel.

Eleição, bacana se eu ganhar

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Em artigo no O POVO deste domingo, o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante comenta as análises feitas com o fim do primeiro turno das eleições. Confira:

Estou ficando enfadado de encontrar as mesmas análises e conclusões no processo político brasileiro. Em resumo, somos todos uns otários sem rumo, que nos deixavam manipular por qualquer discurso mais trivial. E, o desespero crescendo. A maledicência. Corrupção.

Pelo ocorrido, há muito buscado, a imagem central é o PT e seus seguidores. Estes, os únicos responsáveis pelo desatino nacional. O Brasil seria muito próspero se unicamente governado pelas elites adestradas na Europa ou nos EUA. A choldra, nascida aqui mesmo, é a responsável pela formação desse povo imundo. Fétido.

Destaco esse sutil extrato, parte do último artigo do brilhante professor de Ciências Políticas Pedro Henrique Chaves Antero (O POVO 6/10/16): “O povo reagiu em importantes cidades, à gangue de governantes corruptos liderada pelo PT. O filho do poderoso Lula da Silva não conseguiu ser eleito, sequer, vereador de um município paulista. Lula foi vaiado ao se aproximar da cabine de votação. (…) Em Fortaleza, o jovem médico e atual prefeito já foi reconhecido no primeiro turno da eleição pelo seu trabalho e suas obras. (…) Dois caciques, desprezando os tempos dos competentes coronéis cearenses, elegeram um capitão, mesmo sem brilho e sem muitas estrelas, para concorrer à cadeira de prefeito.”

O ranço mostra-se sem disfarces. É claro. Onde já se viu um capitão mandar em nada? Sobretudo se o pai dele foi um simples vendedor de dindin? Não tem cabimento. A votação deveria peneirar essas excrescências… Ainda somos um povo muito atrasado.

Democracia por aqui se reserva unicamente às sábias elites. Finas elites. Que tomam sopa ao entardecer, em sofisticadas cerâmicas de Limogès. Noblesse oblige.

É preciso destruir qualquer veleidade de mando ou poder por essas classes mais pobres. Como instituir veredas de igualdade, se elas não merecem? A vingança, como agora, será cruel.

Apenas 12% das mulheres candidatas foram eleitas para prefeituras

O primeiro turno do pleito municipal deste ano elegeu apenas 12% de mulheres para os cargos de prefeito em todo país, mostra análise feita pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta eleição, o percentual de mulheres que disputaram cargos eletivos ultrapassou 30%. De acordo com o tribunal, a primeira vez que isso ocorreu foi nas eleições municipais de 2012, quando partidos políticos e coligações atingiram o percentual de 32,57% de candidatas.

Segundo o TSE, do total de candidatos na eleição, 155.587 (31,60%) eram mulheres e 336.819 (68,40%), homens. Na disputa para os cargos de vereador em todo o país, a proporção foi ainda maior: 32,79% candidatas. Na disputa majoritária, para prefeito, 12,57% dos candidatos eram do sexo feminino.

A região que proporcionalmente elegeu mais mulheres nos cargos de prefeito foi o Nordeste, com um índice de 15,99%, seguido por Norte (14,80%) e Centro-Oeste (12,58%). As regiões Sul e Sudeste ficaram abaixo dos dez pontos percentuais, com 7,05% e 8,9% respectivamente. O Estado do Rio Grande do Norte foi o que elegeu mais mulheres, em 28,14% dos cargos. O menor percentual ficou com o Espírito Santo: do total de vagas preenchidas, apenas 5,41% foram ocupadas por mulheres.

(Agência Brasil)

Prontuário Eletrônico já é implantando nos 108 postos de saúde de Fortaleza

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já trabalha com prontuário eletrônico em todos os 108 postos de saúde da Cidade. A ferramenta foi implementada junto com o novo modelo de atendimento dessas unidades baseado nas Redes de Atenção à Saúde. Hoje, é o único no prontuário eletrônico no Brasil que alimenta diretamente o E-SUS (sistema usado pelo Ministério da Saúde para reestruturar e garantir a integração dos demais sistemas utilizados, de modo a permitir um registro da situação de saúde individualizado por meio do Cartão Nacional de Saúde).

A ferramenta foi criada para facilitar e contribuir com a organização do trabalho dos profissionais de saúde, propiciar um atendimento mais personalizado, garantir acesso on-line ao prontuário do paciente, durante a consulta, produzir melhor distribuição e aproveitamento das consultas, permitir a organização dos processos de trabalho nas unidades de saúde, auxiliando no planejamento da agenda dos profissionais, procedimentos e visitas e torna possível o controle da prescrição dispensação e estoque de medicamentos. O sistema oferece ainda um protocolo de atendimento para Hipertenso, Diabético, Hanseníase, Mulher e Criança.

(Prefeitura de Fortaleza)

Oeste tem terceira pior campanha em jogos em casa

Com apenas quatro vitórias em 14 jogos, o Oeste possui a terceira pior campanha em partidas em casa. Diante de seus torcedores, a equipe paulista está à frente somente do Sampaio Corrêa e do Joinville, lanternas da Série B do Campeonato Brasileiro. O time também está há oito jogos sem vencer e é o primeiro na “boca” da zona do rebaixamento.

É no fraco desempenho do adversário, em jogos em casa, que o Ceará espera vencer o Oeste, neste sábado (8), a partir das 16h30min, no estádio dos Amaros. O Vozão, que passou várias rodadas na zona de classificação para a Série A do próximo ano, precisa voltar a vencer para não se afastar ainda mais do G4.

A necessidade por vitória dos dois times levou as bolsas de apostas a elevarem o maior prêmio para os apostadores que optarem pelo empate. Oeste e Ceará possuem praticamente o mesmo percentual prêmio em caso de vitória.

Voto nulo, recado dado

Em artigo enviado ao Blog, o escritor e publicitário Ricardo Alcântara ressalta que o voto nulo ocorre quando nenhum dos candidatos representa minimamente as expectativas do eleitor. Confira:

A Democracia acolhe a invalidação do voto (abstenção ou anulação), mas se alimenta dos votos válidos. É a afirmação positiva do voto dado a um ou outro candidato que firma a legitimidade do eleito e confere ao derrotado a tarefa de organizar a necessária vigilância da oposição. A eleição em dois turnos aos candidatos dá a oportunidade de fortalecer a legitimidade da eventual vitória e aos eleitores dá outra, a de conferir maior responsabilidade numa decisão mais pragmática e menos apaixonada. Digo com pesar: o instituto da eleição em dois turnos é uma das poucas coisas que funcionam de fato no modelo político-eleitoral brasileiro porque o resto – do financiamento eleitoral às coligações proporcionais – é engodo e caos.

Contudo, a Democracia que nos confere o poder de decidir também acata a nossa decisão, livre, de não decidir: diante de um quadro onde nenhum dos candidatos representa minimamente suas expectativas, transfere o indivíduo ao coletivo o direito de escolher por ele para, a partir do resultado definitivo, acatar irrestritamente o julgamento popular.

Então é assim que funciona? Nem sempre. Um exame do mapa de votação de todo o país em 2016 revela uma intenção ativa, e não de neutralidade, no eleitor brasileiro. Ele mandou um recado: melhora isso aí porque do jeito que está não vai dar.

Em importantes capitais do país – quase todo o centro sul, áreas de população com nível de instrução acima da média nacional: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande – o que se viu? Os votos invalidados por abstenção e anulação superaram os votos dos candidatos que em cada uma delas obteve maior votação. Taí o recado. E ele tem muito a ver com tudo isso, mas está também sob a influência nefasta de uma grande decepção: o mergulho da liderança reformista do país, o PT, no pântano das “tenebrosas transações” que sempre combateu. Enfim, recado dado.