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Deputado rebate tese de que houve descaracterização das 10 Medidas de Combate à Corrupção

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O deputado federal Ronaldo Martins (PRB) ocupa as redes sociais para defender a aprovação, pela Câmara, do projeto das 10 Medidas de Combate à Corrupção.

Ele lamenta que promotores e procuradores de justiça estejam fazendo campanha nacional contra o projeto, falando que a matéria foi descaracterizada.

Ronaldo Martins rebate e dá as explicações contra uma espécie de lobby que parecer querer ficar acima da lei.

Mercado financeiro reduz projeção da inflação deste ano para 6,69%

O mercado financeiro, consultado pelo Banco Central (BC), reduziu a projeção de inflação para este ano pela quarta vez seguida. A estimativa de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 6,72% para 6,69%.

Para 2017, a taxa foi mantida em 4,9% há três semanas. As estimativas fazem parte de pesquisa Boletim Focus feita pelo BC ao mercado financeiro sobre os principais indicadores econômicos. As projeções ultrapassam o centro da meta que é de 4,5%. O teto da meta é 6,5% este ano, e 6% em 2017. O boletim é divulgado às segundas-feiras, em Brasília.

Recessão

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano, piorou ao passar de 3,49% para 3,43%. Para 2017, a expectativa de crescimento foi alterada de 0,98% para 0,80%, na sétima redução consecutiva.

A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, para o final de 2017 caiu de 10,75% para 10,50% ao ano. Na última semana, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual para 13,75% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom reduz o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

(Agência Brasil)

Prefeito eleito de Redenção admite consultar a Unilab sobre secretariado

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O engenheiro Davi Benevides, prefeito eleito de Redenção pelo PHS com 83,49% dos votos, anuncia: vai montar seu secretariado priorizando o que tem de melhor em seu município.

Ele admite que poderá fazer uma consulta a grupos de docentes da Unilab, que tem sede nesse município do Vale do Acarape, mas deixa claro: o critério técnico unido à questão política deverá nortear suas escolhas.

DETALHE – Davi (26) é filho do secretário da Fazenda, Mauro Filho, e neto de Mauro Benevides. É um dos prefeitos eleitos mais jovens do Estado.

Primeiro-ministro da Itália vai renunciar

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, deve apresentar sua renúncia nesta segunda-feira (5), depois da derrota no referendo de ontem. O efeito do referendo constitucional na Itália, no qual os eleitores foram convocados para se pronunciar sobre mudanças no sistema político do país, também causou danos às bolsas de valores. A de Milão, na Itáilia, abriu em queda de 1,8% hoje.

Com a derrota do “sim” no referendo constitucional deste domingo (4), o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi anunciou, em um pronunciamento do Palácio Chigi, sede do governo, que renunciará ao cargo.

Segundo o premier, ele irá já nesta segunda-feira (5) ao presidente da República, Sergio Mattarella, para entregar sua carta de demissão. Com isso, caberá ao chefe de Estado definir se convoca ou não novas eleições.

“Essa experiência de governo acaba aqui. Reunirei o Conselho dos Ministros e irei ao Quirinale para entregar ao presidente da República minha renúncia. Não fomos convincentes, me desculpem, mas vamos embora sem remorso”, disse.

(Agência ANSA)

Titular das PGJ do Ceará engrossa em Brasília movimento pelas 10 Medidas de Combate à Corrupção

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O procurador-geral de Justiça do Estado, Plácido Rios,  vai cumprir agenda em Brasília nesta segunda-feira. Ao lado de outros procuradores-gerais de justiça dos Estados, ele reforçará a luta pelo restabelecimento das 10 Medidas de Combate à Corrupção que, segundo disse, tiveram oito delas descaracterizadas pela Câmara dos Deputados.

No conteúdo das mudanças, os parlamentares incluíram punição para promotores e procuradores de justiça que incorrerem em falta grave no exercício de seu trabalho de investigação. O titular da PGJ vê como retaliação.

Na agenda do procurador-geral de justiça do Ceará, está uma audiência às 14 horas com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Todos os procuradores-gerais de Justiça e outros colegas da PGR apelarão em favor da manutenção das 10 Medidas.

Em seguida, às 15h30min, o grupo será recebido em audiência pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Ele ouvirá esse mesmo apelo dos procuradores-gerais de justiça e dos procuradores da República.

Receita libera nesta semana consulta ao último lote de restituição do Impsto de Renda

A Receita Federal deve anunciar nesta semana a liberação para consulta do último lote regular de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2016. Serão liberadas também restituições dos exercícios de 2008 a 2015 de declarações que deixaram a malha fina. O crédito bancário para os contribuintes incluídos na lista será feito no próximo dia 15.

Os contribuintes que não forem relacionados no último lote terão que aguardar a liberação de lotes residuais no próximo ano. O supervisor do Imposto de Renda, Joaquim Adir, disse à Agência Brasil que quem retificou a declaração nos últimos dias não entrará mais no último lote e terá que aguardar.

Para evitar ficar em malha, o contribuinte deve consultar a página da Receita, serviço e-CAC, para verificar o extrato da declaração. No endereço é possível saber se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

Todos os anos a Receita Federal libera sete lotes regulares de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física a partir de junho. O último lote é sempre programado para dezembro. Os valores são corrigidos pela taxa básica de juros (Selic).

SERVIÇO

*Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte terá que acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone, no número 146. O Fisco disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones que facilita a consulta às declarações e à situação cadastral no CPF.

(Agência Brasil)

Parque Marinho do Ceará pode receber verbas do Banco Mundial

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta segunda-feira:

O Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, única unidade de conservação deste tipo no Ceará, foi uma das seis selecionadas, em todo Brasil, no Edital 02/2016 GEF-MAR, do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O parque é gerenciado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado (SEMA).

O Edital GEF-MAR tem como objetivo apoiar projetos em áreas marinhas e costeiras protegidas, com o intuito de garantir a conservação da biodiversidade dos ambientes marinhos e costeiros do Brasil. É um projeto do governo federal através do MMA e é implementado em parceria com instituições privadas e da sociedade civil.

As unidades selecionadas podem receber apoio financeiro para elaboração do plano de manejo, infraestrutura ou atividades de gestão participativa, com financiamento do Banco Mundial.

Brasil gasta R$ 16,4 millhões ao ano com aposentadorias de juízes condenados pelo CNJ

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Uso do cargo para beneficiar loja maçônica, vendas de sentenças, relações pessoais com traficantes e assédio sexual a servidoras de tribunais. É grande a lista de crimes cometidos por juízes e desembargadores em todo o país que levou o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a determinar a aposentadoria compulsória de 48 magistrados desde 2008. A punição por aposentadoria compulsória custa aos cofres públicos anualmente R$ 16,4 milhões em pensões vitalícias e valores brutos, conforme levantamento inédito feito pelo UOL.

O montante gasto com os 48 magistrados condenados pelo CNJ daria para pagar com folga durante três anos os salários dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Eles custam, juntos, cerca de R$ 5 milhões por ano entre vencimentos e impostos.

Em valores líquidos, após o desconto de impostos, a folha salarial dos ministros cai para R$ 3,2 milhões por ano. A remuneração dos magistrados punidos pelo CNJ fica em R$ 11,85 milhões anuais.

O valor médio recebido anualmente por juiz ou desembargador condenado com a aposentadoria compulsória varia de R$ 237 mil a R$ 329 mil, conforme a diferença entre vencimentos líquido e bruto. Os valores mensais foram multiplicados por 13 meses para chegar ao total anual, considerando o 13º salário.

Os dados foram coletados pelo UOL nos sites de transparência dos tribunais brasileiros e, em alguns casos, em valores informados pelas assessorias de imprensa dos órgãos judiciários.

Duas resoluções do CNJ determinam total transparência na folha de pagamentos dos tribunais. Mas nem todos cumprem a determinação. Os Tribunais de Justiça da Paraíba e do Rio de Janeiro não disponibilizam os dados.

A reportagem procurou as assessorias para acessar os números, mas não obteve resposta. Uma servidora que pediu para não ser identificada disse que foi “repreendida” por solicitar os dados internamente.

Para o ex-corregedor do CNJ Gilson Dipp, a dificuldade em ter acesso a informações que deveriam ser públicas ocorre porque “a Justiça não tem muita transparência”.

(Portal Uol)

Ministério da Educação quer lançar consulta pública sobre mudanças no Enem

O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que estuda lançar uma consulta pública sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo ele, o objetivo é receber sugestões para melhorar a aplicação do exame, cuja segunda aplicação ocorreu neste fim de semana. O governo pretende elaborar as questões ainda este mês e publicar as linhas gerais do debate em janeiro de 2017.

De acordo com o ministro, ainda não é possível prever que mudanças serão efetivamente discutidas. Ele, no entanto, não descartou que a sociedade seja consultada sobre, por exemplo, a possibilidade de o Enem ocorrer apenas em um dia.

“Não temos ainda quadro de perguntas que podem ser feitas, que podem nortear o caminho a ser discutido. A temática não pode ser tão abrangente que termine virando algo difícil de coletar por aqueles que participam do Enem”, ponderou.

Mendonça Filho explicou que a intenção é promover um debate de forma democrática para que futuras decisões não sejam criticadas como tomadas “entre quatro paredes”. “A Base Nacional Comum Curricular será algo levado em conta não em 2017 porque ela não estará pronta, mas desejamos que o Enem de 2018 possa ter conteúdo conectado inteiramente com a base que, espero, será homologada no próximo ano”, disse o ministro.

(Agência Brasil)

Taxistas de Fortaleza acompanham em Brasília discussão contra Uber

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Um grupo de taxistas de Fortaleza viajou para Brasília para acompanhar a discussão do Grupo de Trabalho Taxistas e Aplicativos Digitais, na Câmara Federal, na tarde da terça-feira (6).

A proposta a ser debatida pelos deputados assegura aos taxistas a exclusividade no transporte individual de passageiros em todo o País e torna ilegais todos os serviços prestados por motoristas privados mediante aplicativos digitais, como o Uber.

(Foto: Divulgação)

Manifestações demonstram força da democracia, diz Palácio do Planalto

O Palácio do Planalto disse respeitar as manifestações ocorridas neste domingo (4) em diversas cidades brasileiras de apoio à Operação Lava Jato e combate à corrupção. Por meio de nota à imprensa, o governo do presidente Michel Temer disse que os atos demonstraram novamente a “força e a vitalidade de nossa democracia” e lembrou a necessidade de o Poder Público atender as demandas da população.

Os atos ocorreram pela manhã e à tarde nas cerca de 200 municípios. Mais cedo, a Câmara dos Deputados e o presidente do Senado, Renan Calheiros, também comentaram os protestos, já que havia críticas nominais a Renan e ao pacote de medidas contra a corrupção que foi alterado pelos parlamentares na última semana.

“Milhares de cidadãos expressaram suas ideias de forma pacífica e ordeira. Esse comportamento exemplar demonstra o respeito cívico que fortalece ainda mais nossas instituições. É preciso que os Poderes da República estejam sempre atentos às reivindicações da população brasileira”, destacou o Planalto, no comunicado.

(Agência Brasil)

Nas horas difíceis é que se sabe quem é grande e quem não é

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Em artigo enviado ao Blog, o jornalista Paulinho Oliveira, autor do livro Guerreiros de Santa Maria, avalia a postura de chefes de Estado em momentos de tragédia. Confira:

Santa Maria, 27 de janeiro de 2013. A Tragédia da Boate Kiss mata 242 pessoas, deixa mais de 600 com sequelas e cobre o Brasil de luto. Por ocasião da tragédia, a presidente Dilma Rousseff se encontrava no Chile. Participava de uma reunião de cúpula entre dirigentes da América Latina e da União Europeia em Santiago.

Ao saber do incêndio na Boate Kiss e da dimensão da tragédia, Dilma não pensa duas vezes. Cancela todos os compromissos diplomáticos no exterior e ruma para Santa Maria, onde, na manhã do mesmo dia 27 de janeiro de 2013, junto com comitiva, se faz presente no Centro Desportivo Municipal – conhecido como “Farrezão” – a fim de demonstrar, com sua presença, o apoio incondicional da Chefe de Estado brasileira à dor dos familiares e amigos das mais de duas centenas de vítimas. Durante o velório coletivo, a presidente – tida por muitos da imprensa irresponsável como “durona” – chora, e seu choro não é de lágrimas de crocodilo.

A presença da presidente da República naquele ginásio que era sede de um velório coletivo, naquela cidade coberta pela dor, passou uma mensagem positiva. De alguma forma, o poder público não se fez de indiferente, respeitou o luto, dignou-se a cancelar todos os compromissos em homenagem ao ser humano.

Atitude semelhante teve o presidente João Goulart, em 1961. Naquele ano, em 17 de dezembro, ocorreu o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, que matou 503 pessoas. No dia seguinte, Jango, juntamente com uma comitiva que incluía o primeiro-ministro Tancredo Neves, foi a Niterói, onde ocorreu a tragédia, e prestou sua solidariedade de Chefe de Estado aos familiares e amigos das vítimas fatais e aos sobreviventes.

Dilma Rousseff e João Goulart foram grandes diante da dor alheia.

Tal qualidade, em contrapartida, não se encontra em Michel Temer.

O pequeno temeroso deu-se ao luxo de dizer que não iria à Arena Condá para prestar, como Chefe de Estado que (infelizmente) é, sua solidariedade aos familiares e amigos das vítimas do terrível acidente com o time da Chapecoense e outras vítimas fatais – entre os quais 21 profissionais de imprensa. Afirmou Temer que ficaria no Aeroporto de Chapecó, aguardando os familiares para lhes “dar um abraço”. Tudo isso com medo de vaias. A atitude do ser desprezível que ocupa a Presidência da República indignou, com toda a razão, o senhor Osmar Machado, pai do zagueiro Felipe Machado, que afirmou que não vai ao encontro de Temer, porque este é quem tem que se deslocar até os familiares.

A pequenez do usurpador golpista que se faz de Presidente da República é tamanha que faz pouco caso da dor dos familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo de Medellín, como se eles tivessem cabeça, coragem, disposição para se deslocarem da Arena Condá até o aeroporto, só para “dar um abraço” no temeroso Chefe de Estado.

Um bom time, diz o ditado futebolístico, começa com um bom goleiro.

Já um país se conhece por quem o chefia.

O Brasil de hoje é um país menor, insignificante, pois insignificante é o ser desprezível que o comanda. Tão abjeto que sequer tem a grandeza de cancelar seus compromissos políticos – incluindo a mobilização pela aprovação da PEC do Fim do Mundo no Senado – por conta da tragédia que comoveu o mundo.

Jango e Dilma, infelizmente, são dois seres de grandeza que não se repetem mais. Dois grandes presidentes, apeados do poder por golpes, enquanto Temer, um pequeno e desprezível ser, jamais passará de um conspirador.

SESI/SENAI premia empresas que investem em Educação

Como forma de valorizar e tornar públicos os investimentos em educação realizados pelas indústrias cearenses, o Serviço Social da Indústria – SESI e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI premiam na noite desta segunda-feira (5), a partir das 19 horas, no auditório Waldyr Diogo, térreo da sede da FIEC, na Aldeota, as empresas vencedoras do Prêmio SESI/SENAI de Educação 2016.

Concorrem ao 1º, 2º e 3º lugares, indústrias de Fortaleza e Região Metropolitana, Sobral e mesorregião Norte do Estado, Juazeiro do Norte e mesorregião Sul do Estado. A classificação será divulgada na hora. Ao todo, mais de 45 empresas disputam a premiação.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, Beto Studart, o superintendente Regional do Serviço Social da Indústria – SESI, César Ribeiro, e o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial -SENAI, Paulo André Holanda, participam da solenidade de entrega do prêmio.

Empresas por ordem alfabética:

– Fortaleza e Região Metropolitana

Guararapes Confecções

Vicunha Têxtil

– Sobral e Mesorregião Norte do Estado

Grendene

Nutrilite

Nutrinor

– Juazeiro do Norte e Mesorregião Sul do Estado

Constantini

Farmace

JK Empreendimentos

(FIEC)

Tema da redação do segundo dia do Enem é sobre caminhos de combate ao racismo

O tema da redação da segunda aplicação do Enem 2016 é: “Caminhos para combater o racismo no Brasil”. A informação foi divulgada pelo Twitter do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep).

São 277.624 candidatos inscritos para a segunda aplicação do Enem. A maior parte desses alunos teve as provas adiadas por causa das ocupações em escolas e universidades públicas do país no mês de novembro.

As provas são diferentes daquelas aplicadas dias 5 e 6 de novembro, mas mantêm o mesmo nível de dificuldade, o que, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), garantirá a isonomia entre os candidatos.

(Agência Brasil)

A arte de envelhecer em um só dia

Da Coluna Fábio Campos no O POVO deste domingo (4):

Da maneira como se deu, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Ceará foi um evento político com diversos significados. O primeiro deles confirma uma tradição: a imensa influência do Poder Executivo sobre o Legislativo. No fim das contas, a força política e administrativa da máquina definiu o resultado final.

Há 31 anos que não havia uma disputa pelo comando da Casa. Desde então, todos os presidentes foram eleitos quase que por aclamação, em chapa única. Um consenso formado ou forçado e uma oposição diminuta. Parecia já ser um formato já consagrado.

É fato que, ao longo dessas três décadas, em pelo menos duas oportunidades o comando do Legislativo abriu divergências com o chefe do Executivo. Foi assim no primeiro governo de Tasso Jereissati, quando a gestão perdeu a maioria da Casa e entrou em conflito com o governador.

Anos depois, novamente com Tasso, o então presidente Welington Landim entrou em rota de colisão com o tucano. Foi no ano de 2002. O deputado comandou uma série de votações contra os interesses do “Cambeba”, deixou o PSDB e trabalhou para se credenciar como candidato a governador.

Aquele momento já apresentava as primeiras fissuras do bloco de poder que há anos dominava a política do Ceará. É clássico: os sinais de decadência de toda hegemonia começam a se expor a partir de divergências no âmbito do próprio bloco hegemônico.

Precisamente, foi o que aconteceu na disputa de quinta-feira passada. O deputado Sérgio Aguiar era um confiável morador do condomínio político administrado por Cid e Ciro Gomes. Sim, era. Mas, José Albuquerque é um fiel depositário deste projeto político. Mora na Casa Grande.

Sim, é fato que Aguiar recebeu o aval para prosseguir em sua articulação. Porém, os avalistas tinham em mente outra coisa. O roteiro usual previa que o desafiante abrisse mão de sua candidatura em troca de uma benesse política e administrativa. É assim que funciona.

Mas, Sérgio Aguiar rasgou o roteiro. Agiu de forma semelhante a Domingos Filho em 2014, quando permaneceu como vice-governador e atrapalhou o plano perfeito que previa uma candidatura de Ciro Gomes ao Senado.

O condomínio governista tinha bem mais moradores do que há hoje. Luizianne Lins, Tasso Jereissati, Eunício Oliveira, Domingos Filho e Sérgio Aguiar chegaram a dividir a mesma área de lazer. Agora, cada um está em seu quadrado, trabalhando com ardor em seus próprios projetos.

Capítulo à parte na eleição da Assembleia foi protagonizado por parte vistosa da oposição. A derrota de José Albuquerque seria um duro golpe a ser desferido na hegemonia. Afinal, não há espaço mais generoso para fustigar governantes do que o palco do Legislativo. Tirar a maioria parlamentar do Governo é um passo para encurtar a temporada no poder.

E o que fizeram alguns opositores? Não agiram como opositores. É o caso de Heitor Férrer. São os casos de João Jaime Marinho, Audic Mota e Agenor Filho. Os três últimos se dedicaram ao balcão, largaram a oposição e ganharam ingresso para frequentar a sauna do condomínio.

São quatro votos. Quatro pra lá, quatro pra cá e o Governo teria perdido a eleição. O caso de Audic chama a atenção. O jovem advogado em primeiro mandato já mostra a que veio envelhecendo décadas em um só dia.

Por sua vez, o Governo e Albuquerque mostraram com quantos paus se faz uma canoa.

Morre no Rio o poeta e escritor Ferreira Gullar

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O poeta, escritor, jornalista e teatrólogo Ferreira Gullar morreu neste domingo (4) no Hospital Copa d’Or, na zona sul do Rio, aos 86 anos. Ele era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 2014.

Ferreira Gullar, cujo nome verdadeiro é José de Ribamar Ferreira, nasceu em São Luís do Maranhão em 10 de setembro de 1930, numa família de classe média pobre. Dividiu os anos da infância entre a escola e a vida de rua, jogando bola e pescando no Rio Bacanga. Considera que viveu numa espécie de paraíso tropical e, quando chegou à adolescência, ficou chocado em ter de tornar-se adulto, e tornou-se poeta.

No começo, acreditava que todos os poetas já haviam morrido e somente depois descobriu que havia muitos deles em sua própria cidade, a algumas quadras de sua casa. Com 18 anos, passou a frequentar os bares da Praça João Lisboa e o Grêmio Lítero-Recreativo, onde, aos domingos, havia leitura de poemas.

Descobriu a poesia moderna apenas aos 19 anos, ao ler os poemas de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Ficou escandalizado com esse tipo de poesia e tratou de informar-se, lendo ensaios sobre a nova poesia.

Pouco depois, aderiu a ela e adotou uma atitude totalmente oposta à que tinha anteriormente, tornando-se um poeta experimental radical, que tinha como lema uma frase de Gauguin: “Quando eu aprender a pintar com a mão direita, passarei a pintar com a esquerda, e quando aprender a pintar com a esquerda, passarei a pintar com os pés”.

(Agência Brasil)

Brasil, uma construção intermitente

Em artigo no O POVO deste domingo (4), o economista Cláudio Ferreira Lima avalia que a construção nacional passa pelo fosso entre sonho e realidade. Confira:

Em “O longo amanhecer: reflexões sobre a formação do Brasil”, Celso Furtado denuncia: “Em nenhum momento de nossa história foi tão grande a distância entre o que somos e o que esperávamos ser” (Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999, p. 26). O compasso intermitente da construção nacional explica, em boa margem, esse fosso sempre presente entre sonho e realidade.

Desde quando me entendi, tenho observado o fenômeno, a começar por Getúlio Vargas, que, pela ousadia de fincar os alicerces da nossa industrialização, teve de sair da vida para entrar na história.

JK retomou a obra e, em 50 anos em 5, não só consolidou a industrialização como erigiu Brasília, a “Capital da Esperança do Brasil”. Jânio (“eu só queria ver o homem da vassoura em Brasília”) o sucedeu e, em seis meses, renunciou.

Jango, o vice, ascendeu à presidência, mas (por exigência dos militares) sob o regime parlamentarista. De volta o presidencialismo, ele, mais forte, lutou pelas reformas de base, até ser deposto por um golpe civil-militar.

Foram 21 anos de ditadura. No interregno, um milagre econômico deixou o país com astronômica dívida externa e elevado nível de inflação.

Tancredo Neves, eleito no colégio eleitoral, foi a esperança (“Quero falar de uma coisa/ Advinha onde ela anda…”) que logo morreu. Assumiu o vice Sarney, que lançou o Plano Cruzado contra a inflação, falso brilhante e mais um desastre.

Collor, o primeiro presidente eleito pelo voto direto após a ditadura, veio para “vencer ou vencer”. Confiscou a poupança. Não controlou a inflação. Sofreu o impeachment, mas, antes do desfecho, renunciou. Itamar tirou o mandato tampão e conseguiu a façanha do Plano Real.

FHC elegeu-se nas águas desse plano. Vendeu as joias da Coroa para que o governo se dedicasse às grandes demandas sociais como educação, saúde etc.; porém, não entregou o prometido e, como se não bastasse, o produto da venda virou pó.

Com Lula a esperança venceria o medo. O Brasil mudou tanto interna, pelo número dos que saíram da miséria, quanto externamente, pela projeção do país no cenário internacional.

Depois, com Dilma, tudo voltou atrás: a crise mundial, o flanco aberto à corrupção e os equívocos de política econômica levaram à sua discutível destituição, dando lugar a um governo ilegítimo e em crise permanente (em seis meses, perdeu seis ministros). Nele pontificam tecnocratas competentes em jogar nos ombros das camadas desfavorecidas a conta do ajuste fiscal.

O país acha-se, de novo, em um impasse, sem perspectivas, sob um mundo na incerteza, dominado pela direita mais retrógrada, que culminou na eleição de Trump. Um 1968 às avessas! Nunca a esquerda defrontou-se com desafio dessa magnitude. No entanto, é preciso lutar, rever erros e acertos, a fim de criar e explorar novos horizontes de esperança, para seguir adelante, siempre!